25 Nov, 2017 Última atualização em 1:26 PM, Nov 13, 2017

Muitos Patrimônios da Humanidade precisam de socorro

OURO PRETO  | Vista parcial do Centro Histórico OURO PRETO | Vista parcial do Centro Histórico
Publicado em Cultura & Arte
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O fotógrafo Márcio Carvalho percorreu Minas e o Brasil para registrar, através de suas lentes, os 20 sítios culturais e naturais do País tombados pela Unesco, que estão no Livro “Os Patrimônios da Humanidade no Brasil”.

“Quando fotografei os profetas esculpidos por Aleijadinho, em Congonhas do Campo, eles pareciam estar pedindo socorro. A poeira fina dos caminhões, que aos poucos encobre parte deste acervo histórico e cultural, ainda não tirou o brilho dos olhos destas obras de arte de um dos maiores mestres mineiros. Mas senti que estava realmente na hora de mostrar ao mundo que é preciso um olhar mais atento para este patrimônio da Humanidade que mora em Minas Gerais”.

Com este sentimento e a sensibilidade para buscar o melhor ângulo, com a melhor luz e poesia, o fotógrafo Márcio Carvalho, de Itaúna, percorreu Minas e o Brasil para registrar, através de suas lentes, os 20 sítios culturais e naturais do País tombados pela Unesco, e que foram publicados em um livro.

Minas Gerais tem quatro sítios em seu território, sendo o mais novo da lista o Conjunto Moderno da Pampulha, que foi tombado pela Unesco em 2016 e fez jus à genialidade de um dos maiores arquitetos que o mundo já teve, Oscar Niemeyer. Os outros sítios de Minas da lista da Unesco são a cidade de Ouro Preto; o Centro Histórico de Diamantina; e o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo.

Márcio Carvalho espera que o leitor passe pelo mesmo processo de paixão que ele experimentou durante a produção do livro. Mesmo já conhecendo bem os locais através das pesquisas, durante a elaboração do projeto, ele confessa que só conheceu mesmo a mística destes sítios quando esteve nos locais com tempo e atenção para perceber cada detalhe.

Carvalho conta que “até Ouro Preto, que eu já tinha visitado e fotografado várias vezes, se revelou ainda mais nostálgico e mágico. Cada rua ou monumento ainda parece guardar a paixão dos inconfidentes, a dor dos escravos, a alegria dos mineradores ricos e a pompa da sociedade da segunda capital de Minas Gerais. Também me emocionei nas áreas protegidas da Amazônia Central, do Pantanal (Mato Grosso e Mato Groso do Sul) e do Cerrado (Goiás). Os parques e outros pontos históricos também vão levar o leitor a uma viagem inesquecível pelo coração do Brasil, pela alma de nossa cultura e da Natureza”.

O fotógrafo, que é autor de vários outros livros, trabalha com a arte de fotografar há 25 anos e também foi o idealizador deste projeto, se preocupou em mostrar a história destes patrimônios tombados, para isto convidou a escritora Cristina Carvalho para detalhar os motivos que levaram cada sítio a ganhar o título da Unesco. “Tivemos a missão de resumir a importância de cada local em textos que fortaleçam o que as fotografias já registram em cada detalhe. O acervo é forte por si mesmo, mas fica ainda mais relevante quando conjugamos as fotos com a sua história”, explicou a escritora.

Os textos do livro são trilíngues (português/inglês/espanhol) e o designer gráfico da obra foi elaborado por Alan Lima. Este projeto foi realizado pela Associação Universo Cultural, beneficiado pela Lei Rouanet, com captação de recursos através do Pronac (Programa Nacional de Apoio à Cultura).

Jornal Belvedere

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