22 May, 2017 Última atualização em 2:06 PM, May 11, 2017

A velha luta ideológica que existe no campo da alimentação

IMPASSE | De um lado, os que defendem o uso da biotecnologia na produção de alimentos. De outro, cresce os que defendem uma boa alimentação com foco na saúde IMPASSE | De um lado, os que defendem o uso da biotecnologia na produção de alimentos. De outro, cresce os que defendem uma boa alimentação com foco na saúde
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Por Regina Queiroga
joaquinadoceiras.com.br

Por um lado, estão aqueles que defendem o uso de mecanismos de biotecnologia na produção de alimentos em grande escala industrial. O que reflete a posição das grandes indústrias alimentícias que têm o fator lucro preponderando sobre a saúde humana.


Por outro lado, cresce os que defendem uma boa alimentação com foco na saúde. Essa linha de pensamento e atitude são tentativas de barrar o avanço indiscriminado da química artificial nos alimentos e retorno a uma alimentação mais natural.

O site estadão.com.br noticiou que a Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina Norte-americana, criada pelo Congresso dos EUA, publicou análise concluindo que plantas transgênicas não fazem mal à saúde nem ao meio ambiente.

Os cientistas avaliaram também a ocorrência de doenças como câncer obesidade, diabetes, doença renal, autismo, doença celíaca e alergias alimentares, comparando suas ocorrencias à Europa Ocidental, onde o consumo de transgênicos é menor. Segundo a pesquisa, na comparação com os EUA, não foi encontrada evidência de que a ingestão desses alimentos modificados tenham contribuído para o aumento destas doenças.

Com relação ao meio ambiente, o relatório diz que não há “evidência conclusiva de causa e efeito entre as culturas transgênicas e problemas ambientais”.

A reportagem finaliza esclarecendo que os cientistas participantes da pesquisa não pertencem a empresas de biotecnologia agrícola, como a Monsanto ou a DuPont, embora alguns membros desenvolveram cultivos geneticamente modificados e foram consultores de algumas destas empresas.

Já os defensores da não utilização de transgênicos, como o Greenpeace, afirmam que “a introdução de transgênicos na natureza expõe nossa biodiversidade a sérios riscos, como a perda ou alteração do patrimônio genético de nossas plantas e sementes e o aumento dramático no uso de agrotóxicos. Além disso, ela torna a agricultura e os agricultores reféns de poucas empresas que detêm a tecnologia, e põe em risco a saúde de agricultores e consumidores.”

O Greenpeace defende um modelo de agricultura baseado na “biodiversidade agrícola e que não se utilize de produtos tóxicos, por entender que só assim teremos agricultura para sempre”.

Projeto de Lei aprovado pela Câmara dos Deputados acabando com a obrigatoriedade do uso de símbolo que identifica se o produto é transgênico, é repelido no senado pelo senador Randolfe Rodrigues que alega que “a retirada da informação fere o direito constitucional à informação, um dos pilares da democracia e do Estado de Direito”.

A despeito de toda discussão, os consumidores têm o direito de saber o que estão ingerindo e optar por consumi-lo ou não.

Última modificação em Terça, 26 Julho 2016 13:33
Jornal Belvedere

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