27 Jun, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Jun 23, 2017

Carcassonne, medieval e com paisagem de conto de fadas

MEDIEVAL  | Castelo Condal de Carcassonne é uma fortaleza dentro da cidade, construído no século XII MEDIEVAL | Castelo Condal de Carcassonne é uma fortaleza dentro da cidade, construído no século XII
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A cidadela francesa entre Tolouse e Narbona, na região de Languedoque-Rossilhão, é uma dessas joias raras de ambiente medieval europeu, que não podemos deixar de visitar.

Construída sobre uma colina, a cidade já estava ocupada em 800 a. C. Sua história remonta aos Celtas, Galo romanos e Visigodos. Duas estradas principais cruzam do Atlântico para o Mediterrâneo e do Maciço Central francês para a Espanha. Fortificada depois pelos romanos, a cidade se tornou o centro administrativo da colônia de Iulia Carcaso.

Após a Idade Média, Carcassone esteve praticamente abandonada até ao final do século XIX, quando foi redescoberta por turistas ingleses. Seu conjunto arquitetônico medieval foi inscrito na lista do patrimônio mundial da Unesco desde 1997.

A cidadela, com paisagem de conto de fadas, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e é um dos locais turísticos mais visitados na França.

As muralhas e as casas retratam as sucessivas ondas de antigos costumes ali fixados. Cenário de batalhas e conquistas, a cidadela tem localização estratégica e duas cintas de muralhas com imponentes torres.

Quatro portas dão acesso ao interior da Carcassone, uma em cada um dos pontos cardeais, construídas nos séculos IX e X para defesa contra os ataques dos Sarracenos.

A Porta Narbonnaise, ladeada por duas torres e um típico fosso com ponte levadiça é o principal acesso à cidadela. A ponte velha (Pont Vieux) foi construída no século XIV, com 12 arcos, que fazem parte do Caminho de Santiago.

No alto de um pequeno promontório, dá prá se ter uma visão panorâmica de La Cité, que é a maior cidade fortificada da Europa.

As muralhas e as ruas estreitas, em um charmoso traçado irregular, se harmonizam com o castelo, que lança para o alto suas 59 torres percorrendo 3 km de extensão.

Anexada à parede exterior, o Castelo Condal de Carcassonne é uma fortaleza dentro da cidade, construído no século XII para ser a residência dos viscondes Trencavel de Carcassonne.

Castelo

Diz a lenda, que a princesa Carcas, para livrar a cidade do cerco do exército de Carlos Magno e para comemorar, tocou todos os sinos do exclamando, “Carcas sona”. Para visitar o castelo, é bom chegar logo cedo. As filas de visitantes são grandes. Mas vale a pena. São, pelo menos, duas horas de puro prazer e de informações sobre a história da cidade.

Depois de passar pela porta da frente, em um fosso com ponte levadiça, chega-se ao pátio rodeado por edifícios construídos entre os séculos XII e XVIII. O castelo, com 9 torres oferece, em algumas delas, o Lapidary Museum esculturas, na maior parte da Idade Média, feitas com materiais da região.

Basílica de Saint-Nazaire

Próximo à Puerta del Aude, fica a imponente Basílica de Saint-Nazaire, declarada monumento nacional da França. Construída sobre uma antiga igreja visigoda em estilo românico, no século XI, ela foi consagrada pelo papa Urbano II.

A maior parte do edifício é gótica. Chamam a atenção as gárgulas terríveis penduradas na fachada e o impressionante conjunto de janelas, considerado o mais belo no sul da França, em que retratam cenas da vida de Cristo e dos Apóstolos.
Sem dúvida, como em qualquer local com apelo histórico e de pequenas dimensões, a melhor maneira de se ver a cidadela é passeando a pé sem pressa.

As ruas estreitas, praças isoladas, artesãos e pequenas lojas com produtos lindos e de qualidade, mas nem sempre baratos, valem o passeio e as pechinchas. A cidade é animada a qualquer hora do dia. Mas, para finalizar um dia intenso de prazer, sente-se em um restaurante e peça um Cassoulet, um guisado de coxa de pato confit, servido em pote de barro com bacon e salsicha de Toulouse.

Em Carcassone e a região do Midi Pirineus, confirmamos que a França é muito mais do que só a mundialmente consagrada Paris.

Jornal Belvedere

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