23 Nov, 2017 Última atualização em 1:26 PM, Nov 13, 2017

Nova Zelândia, o outro lado do Planeta

ESPORTES RADICAIS | Conhecida como “a capital mundial da aventura”, Queenstown foi o local de nascimento do bungee jump, e oferece uma das paisagens mais deslumbrantes da Nova Zelândia ESPORTES RADICAIS | Conhecida como “a capital mundial da aventura”, Queenstown foi o local de nascimento do bungee jump, e oferece uma das paisagens mais deslumbrantes da Nova Zelândia
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Por Paulo Queiroga
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Este pequeno país, de origem europeia, dividido em duas grandes ilhas, é considerado um dos lugares mais habitáveis do mundo.

Não é uma iniciativa simples, decidir viajar para a Nova Zelândia. É preciso planejar cada detalhe desta longa viagem. Afinal estamos nos deslocando, literalmente, para o fim do mundo. Aliás, um maravilhoso mundo.

Mas, seguramente, o sacrifício do planejamento, encarar um longo e cansativo voo para atravessar o Planeta e pousar com 15 horas de diferença de fuso horário, compensam. É um dos locais mais encantadores do mundo.

Os voos partindo do Brasil saem de São Paulo, Rio, Salvador e Porto Alegre, alguns, com destino a Auckland, escala da rota para Sidney, na Austrália.

Este pequeno país, com cerca de 4.5 milhões de habitantes, maioria, de origem europeia, dividido em duas grandes ilhas, é considerado um dos lugares mais habitáveis do mundo. Estão ali posicionados os melhores índices internacionais: alfabetização, qualidade de vida, desenvolvimento humano, paz, segurança, liberdade econômica, esperança de vida, ausência de corrupção, democracia, liberdade de imprensa, educação pública, respeito às liberdades civis. É de dar inveja.

Ilha do Sul

A Ilha do Sul, menos povoada, é uma região com inverno rigoroso, e, por isso mesmo, um destino ainda mais encantador. Picos nevados, lagos, fiordes, baleias, focas, pinguins e uma estrutura hoteleira e de serviços de receptivo que não deixa nada a desejar dos destinos mais badalados do mundo, a começar pela excelência dos vinhos neozelandeses.

Central, Otago, antigo lugar de exploração do ouro no Século XIX, mantém a tradição colonial britânica, com as casas de pedras e antigas trilhas de mineiros. Mas, a região é hoje famosa pelos vinhos, especialmente a uva Pinot Noir. Visita às vinícolas com degustação é o primeiro destino obrigatório.
Christchurch é uma cidade vibrante, uma espécie de porta de entrada para a Ilha do Sul. O ideal é alugar um carro e rodar pelo entorno da cidade. Apesar de estar em recuperação de um terremoto, paisagens desconcertantes garantem a alegria do passeio.

Auckland é a cidade mais populosa e o centro financeiro do país. A sua Sky Tower, a mais alta do Hemisfério Sul, se destaca entre os grandes edifícios na paisagem. O centro histórico preserva o ambiente da colonização inglesa e os museus exploram a saga do povo Maori na região.

Milford Sound

Milford Sound, pequena ilha na costa oeste, exibe um conjunto de enormes fiordes, que surgem das águas escuras do Mar da Tasmânia. Cachoeiras com até 1.000 metros de altura descem em cascatas entre o céu e o mar, esculpindo o gelo em efeitos cenográficos que permanecerão para sempre em nossa memória visual. A lenda dos Maoris atribui a criação dos fiordes ao gigante pedreiro, Tute Rakiwhanoa, que esculpia com suas enxós, os vales escarpados e os caminhos das cachoeiras até o mar.

A natureza levou 100 mil anos para formar os 14 fiordes que decoram o oeste da South Island. Na última era glacial, há apenas 10 mil anos, é que foram adicionados seus detalhes finais. Nenhum adjetivo seria capaz de descrever esta maravilha da natureza.

Uma maneira confortável de visitar Milford Sound são os passeios de barco, diurno e noturno, com excelente serviço de bordo e boa gastronomia. Para os mais aventureiros e caminhantes, existem trilhas partindo do Lake Te Anau ou Quenstown, seguem por dentro das selvas mais vivas do mundo e terminam com uma relaxante viagem de barco até o cais de Milford Sound.

O Parque Nacional de Fiord Land, classificado como Patrimônio da Humanidade, pela UNESCO, é formado por vales entalhados nas geleiras, floresta milenar, cachoeiras, lagos que cintilam a luz do Sol em espetáculo deslumbrante e os altos picos de granito, como que tentando atingir o céu. O colorido deste ambiente, entre o verde da floresta, a luz do Sol na água, os picos de pedra e o Céu azul, ao fundo, lembra paisagem de foto shop de calendário. Na Nova Zelândia tem tanta exuberância, que parece não ser de verdade.

Jornal Belvedere

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