25 Nov, 2017 Última atualização em 1:26 PM, Nov 13, 2017

México, a civilização milenar do ocidente

Variedade cultural | Visita obrigatória é aos mercados artesanais e gastronômicos de Coyoacan, situados no hipercentro da cidade e ricos da cultura mexicana Variedade cultural | Visita obrigatória é aos mercados artesanais e gastronômicos de Coyoacan, situados no hipercentro da cidade e ricos da cultura mexicana
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Por Paulo Queiroga
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O México guarda arqueologia e história de civilizações avançadas, lamentavelmente, pouco conhecidas.

Nós brasileiros e sul americanos, infelizmente, influenciados pela dominadora propaganda hollywoodiana norte americana, pouco sabemos da riqueza deste país, principal berço da civilização nas Américas.

Com indícios de presença humana que remonta há 20.000 anos, evidências de cultivo do milho lá pelos 8.000 a.C., cerâmica, agricultura intensiva e arquitetura sofisticada, desde cerca de 2.000 a.C., o passado mexicano coleciona avançadas civilizações: olmeca, Teotihuacán, maia, zapoteca, mixteca, huasteca, purepecha, tolteca e méxica, (ou asteca). Tudo isso, antes da colonização espanhola, há cerca de 500 anos.

Este país complexo, hoje vivendo as dificuldades que também sofrem os demais países da América Latina, tem sua história duramente preservada por este povo bravo e consciente de seus valores culturais.

Ao chegar à Cidade do México passamos a entender melhor a história desta rica tradição sobrevivente de ocupações e colonizações. A começar pelo estranhamento ao nos juntarmos aos seus 20 milhões de habitantes e 6 milhões de carros circulando e quase não ouvirmos buzinas nas ruas. Milagrosamente, os motoristas tem um código de comunicação ímpar, em que eles se ajeitam no trânsito aparentemente caótico e tudo se resolve sem problemas.

Bosque Chapultepec

A grandiosidade da cidade do México se revela, entre outros, na beleza do Bosque Chapultepec, um imponente parque urbano, com 686 hectares de verde, no meio da cidade. Caminhando por entre imensas alamedas, convive-se harmoniosamente com atividades culturais e artísticas, lagos, jardim botânico, zoológico, vários museus, um castelo e o imperdível Museu de Antropologia, um dos mais completos da América Latina.

O centro histórico e Xochimilco, regiões consideradas, desde 1987, Patrimônio Mundial da Unesco, com suas redes de canais e ilhas artificiais são testemunhos do excepcional trabalho dos astecas para se construir um habitat sobre um aquífero, usando pedras e troncos de madeira especialmente tratada para resistir à força corrosiva da água.

Coyoacan

Um passeio nas “trajineras” – coloridos barcos pré-hispânicos, movidos à força humana - nos traz a imaginação de como era a vida deste povo dócil, pacífico e sorridente, antes da conquista pelos vorazes e ambiciosos europeus.

Visita obrigatória é ao mercado popular de Coyoacan, verdadeiro templo da gastronomia. Saborear as tradicionais Tostadas e Quezadillas acompanhadas de sucos de frutas exóticas imerge, definitivamente, seus sentidos na rica cultura mexicana.

Nossa Senhora de Guadalupe 

Como testemunho da colonização espanhola edificada, literalmente, sobre as pedras das antigas civilizações, compensa a visita à famosa Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe e ao Zócalo, imponente centro nevrálgico da metrópole, onde a Catedral Metropolitana registra a poderosa ocupação da Europa católica.

Lugar fascinante aos olhos e à alma do viajante sensível está a 40 km da Cidade do México, na região arqueológica de Teotihuacán. Estima-se que a cidade abrigava cerca de 125 mil habitantes. Um impressionante conjunto arquitetônico com largas praças, calçadas, murais e templos alinhados com cálculos astronômicos, evidencia uma civilização com tecnologia altamente sofisticada, realizadora de tudo aquilo com tamanha precisão.  A imponente Pirâmide do Sol, com seus 162 degraus e a pirâmide da Lua formando um conjunto de sombras simétricas com as montanhas sagradas ao fundo, registram a passagem do Solstício e do Equinócio e regulam com rigor matemático as estações do ano e as colheitas.

Destaque para a Obsidiana, rocha vulcânica, brilhante, envidraçada, de cor preta, até hoje manufaturada na região pelos métodos tradicionais, transformadas em belíssimas esculturas.

Somente uma visita, in loco, nos trará a clareza de que o México é muito mais do que uma fronteira dos Estados Unidos, que, aliás, lhe roubaram quase a metade de seu território original.

Jornal Belvedere

Artigos assinados são de inteira responsabilidade do autor. Não expressando, portanto, a opinião da redação do Jornal Belvedere.

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