21 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

Catânia • Sicília, a velha senhora do Mediterrâneo

BELEZA | O lindo jardim público, Giardino Bellini: local especial e muito agradável para descansar e respirar o ar desta cidade milenar BELEZA | O lindo jardim público, Giardino Bellini: local especial e muito agradável para descansar e respirar o ar desta cidade milenar
Publicado em Turismo
Lido 27 vezes
Avalie este item
(0 votos)
Tagged sob

Por Paulo Queiroga
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A Sicília, principal ilha do Mar Mediterrâneo, é aquela região triangular no mapa da Itália, que fica a Oeste, bem de frente à “bota”.

A ilha praticamente se confunde com a História dos povos do Mediterrâneo. Foi ali que ocorreu a famosa guerra entre romanos e cartagineses, em 146 a. C., em disputa pela região e que Roma saiu vitoriosa.

Hoje, nós pousaremos na Catânia. A cidade, com aproximadamente 300 mil habitantes, a segunda maior da Sicília, depois da capital, Palermo, foi fundada no ano 720 antes de Cristo.  A primeira panorâmica se dá ainda nas alturas, antes de pousar no aeroporto Fontanarossa. Da janela do avião, já se vê, ao longe, o monumental vulcão Etna fumegante, completamente vivo.  Bate um misto de medo e de encantamento.

Estamos chegando a um verdadeiro monumento da História da Civilização Ocidental, entre arqueologia, arte, natureza, e, principalmente, a cultura singular dos povos do Mediterrâneo.O catanês se parece um pouco com o mineiro. No início, um olhar desconfiado. Depois de fazer algumas perguntas e certa formalidade, as pessoas se abrem em sorriso e hospitalidade contagiantes.

O ideal é alugar um carro. Mas, cuidado. Fique esperto no trânsito. Os motoristas de Catânia são irreverentes, ousados e dirigem mal. O início do passeio, claro, só poderia ser no coração da cidade: a Piazza Duomo. Como na maioria das cidades italianas, ao centro da Praça a Fontana dell’Elefante, Ul Liotru, na linguagem nativa, uma escultura em pedra vulcânica, símbolo de Catânia.

Como na maioria das cidades, o mercado é a janela da cultura local. A Pescheria é um mercado de peixes que fica próximo ao Pallazzo Dei Chierici e da Fontana Amenano. Come-se bem ali, mas, como em qualquer mercado de peixes, o barulho e o cheiro no ar comprometem um pouco o apetite.

A Catedral de Sant’Agata, destruída e reconstruída várias vezes, é uma construção heroica, que revela a força da fé daquele povo. A primeira construção é de 1078 e foi erguida sobre as ruínas das termas de Achilliane, que se mantém aberta à visitação no subsolo da igreja. Em 1169, um terremoto seguido de um incêndio a destruiu totalmente. Em 1693, foi novamente transformada em ruínas por um terrível terremoto e logo reconstruída em estilo Barroco, mas conserva alguns traços do antigo estilo Normando e da Roma Imperial.

As ruas são caóticas, o que traduz bem o espírito da população local.

A Via Etnea, uma enorme avenida que atravessa toda a Catânia é onde se faz compras de tudo e o caminho para se chegar às outras atrações da cidade.  Na Via Etnea tem uma histórica loja de doces sicilianos, a Pasticceria Savi, fundada em 1897, que vale uma pausa para repor a glicose.

O Anfiteatro Romano, a Piazza Università, a Piazza San Domenico são cenários que ficarão na nossa memória. A Via Santa Madalena nos leva ao Giardino Bellini, lindo jardim público. Local especial e muito agradável para descansar e respirar o ar desta cidade milenar.

À noite na Catânia merece um preparo. A Via Santa Filomena é o melhor  ponto gastronômico da cidade, com vários restaurantes e bares charmosos.

Se tiver tempo, vale uma saída da cidade para visitar os Cânions vulcânicos. Os paredões de 25 metros de altura do Parque botânico e geológico Gole Alcântara encantam os olhos e nos faz pequenos frente à escultura da natureza.

Não dá para visitar à Catânia sem conhecer de perto o vulcão, ou a montagna, como eles o chamam. O ideal é fazer este passeio com um guia
La Playa é um pedaço do litoral da cidade frequentado pela população local com faixas largas de areia e um mar azul e calmo e muitas ofertas de restaurantes com boa culinária siciliana.

Esta porção de terra de cultura milenar, perde para a outra parte da Itália, a renascentista, em números de turistas, mas, sem dúvida, é uma das viagens mais exclusivas que se pode fazer no Mediterrâneo.

Jornal Belvedere

Artigos assinados são de inteira responsabilidade do autor. Não expressando, portanto, a opinião da redação do Jornal Belvedere.

Folhear Última Edição

269

 

Anuncie Aqui2016 05