21 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

Turismo e a operação antiterrorismo

Excêntrica | Curiosamente a comunidade de Corippo existe há mais de 600 anos e conta apenas com 16 moradores Excêntrica | Curiosamente a comunidade de Corippo existe há mais de 600 anos e conta apenas com 16 moradores
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Por Paulo Queiroga
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Após os atentados que vêm ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos, o medo de terrorismo, tem provocado transformações na poderosa indústria mundial do turismo. Triste constatação.

Desde o ataque jihadista contra a revista Charlie Hebdo, em Paris, no dia 7 de janeiro de 2015, a Europa está em pânico escancarado com medo do terrorismo. As autoridades dos países da Europa têm tomado severas e milionárias providências de prevenção contra o terrorismo, de forma a dar segurança à população e aos turistas.

Foram mobilizados quase sete mil soldados para manter a segurança nas ruas, principalmente nos lugares turísticos. Criou-se uma complexa operação antiterrorismo, com o sugestivo nome de Sentinela.

Uma das últimas e mais impactantes iniciativas antiterrorismo na França é a construção de um muro de vidro blindado em volta da Torre Eiffel. Começou, agora, a construção deste muro de vidro na Torre Eiffel para reforçar a segurança, diante do medo de um eventual ataque terrorista, informou a prefeitura da capital francesa. As obras chegam após uma série de ataques jihadistas na cidade nos últimos dois anos, que deixaram mais de 200 mortos.

Torre Eiffel

A Parede de vidro à prova de balas, cujas obras serão concluídas em maio de 2018, irá custar 30 milhões de euros.  Justificativas não faltam, embora os impactos das obras no monumento sejam discutíveis. A Torre Eiffel recebe de 6 a 7 milhões de visitantes por ano. Em agosto, No mês passado, um jovem de 19 anos com antecedentes psiquiátricos se lançou contra um cordão de segurança segurando uma faca e dizendo que queria atacar um soldado.

A prefeitura de Paris afirmou que as obras não dificultarão a chegada de visitantes de nenhum modo, e que os turistas ainda poderão visitar a torre, após passar pelos controles de segurança.

Em 2018 a torre de ferro, construída há 128 anos, começará também a ser pintada e seus elevadores serão renovados - uma obra que levará mais dois anos.

Além disso, será construído um novo centro de recepção a partir de 2021. O polêmico projeto que previa também a construção de um de um shopping center subterrâneo tem sido descartado.

Já de olho nos Jogos Olímpicos de 2024, que serão realizados na cidade, as autoridades francesas buscam melhorar esse ponto turístico, talvez o mais famoso do mundo, sem provocar redução no número de visitantes.

No total, foram reservados 300 milhões de euros, nos próximos 15 anos, para melhorar a experiência dos visitantes da Torre Eiffel. Metade desse valor será destinado à manutenção do monumento, inscrito no Patrimônio Mundial da Unesco.

 

A menor vila da Suíça batalha para continuar viva

Como em muitas comunidades dos Alpes, Corippo experimentou décadas de perda de moradores, à medida que gerações mais jovens se mudaram para cidades maiores e capitais para estudar, trabalhar.

Hoje, a batalha do município se tornou uma questão de vida ou morte, explica o prefeito Claudio Scettrini. “Temos apenas 16 moradores”, conta ele. “E eu sou o único que trabalha; os demais são aposentados.”

A comunidade de Corippo existe há mais de 600 anos. No século 19, a vila tinha 300 habitantes - outras pequenas localidades semelhantes também existiam na parte sul dos Alpes suíços.

O diretor de turismo do cantão de Ticino, Elia Frapolli, talvez otimista, vê essa situação como uma oportunidade.

“A vida em Corippo e em vilas similares é especial”, insiste. “É como se transportar para outro século. O tempo desacelera, todo mundo se conhece e você sente a autenticidade da vida em uma vila que existe há séculos.”

Assim, com o apoio de uma fundação dedicada a preservar Corippo, um plano foi desenvolvido: transformar algumas das casas vazias em quartos de hotel.

O conceito, conhecido como albergo diffuso (ou “hotel difuso”), já foi testado em algumas vilas em montanhas na Itália, mas nunca na Suíça.

Jornal Belvedere

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