26 May, 2017 Última atualização em 2:06 PM, May 11, 2017

Empreendedores trabalham por novos projetos na região

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Depois de concluída a alça da MG-030 e a trincheira em direção à BR-356 iniciou-se um amplo debate entre a Associação dos Empreendedores do Vila da Serra e Vale do Sereno e órgãos públicos para instalação de novos equipamentos,

voltados para o equacionamento dos problemas que afligem o Vetor Sul.

Leva a assinatura do arquiteto Gustavo Penna um projeto de paisagismo para a praça na Alameda Oscar Niemayer, antiga Alameda da Serra, onde hoje está um trailer. O local dará vida a um dos eixos mais movimentados do Vila da Serra e Vale do Sereno, que recebe uma população flutuante diária de 15 mil pessoas. Quem segue a via se depara com um complexo de comércio, serviços diferenciados e moradia mais completos da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Além de hospitais, hotéis, restaurantes e bares, rede bancária, um comércio diversificado já instalado está atraindo outros futuros negócios para a localidade. São características que mostram como a centralidade tem seu desenho no formato de cidade.

Para Gilmar Dias dos Santos, presidente do Grupo EPO e também da Associação dos Empreendedores do Vila da Serra e Vale do Sereno (AVS), “a centralidade traz para si o sentimento de coletividade, de um conjunto latente. Por isso a necessidade da participação da sociedade no compartilhamento de interesses comuns e de bens de interesse público. É desse conjunto que nasce o desejo das calçadas bem cuidadas, dos serviços públicos instalados na sua totalidade, dos pontos comerciais bem elaboradas, do transporte coletivo de qualidade, da melhoria da mobilidade e da segurança”.

De acordo com Gilmar dos Santos, as centralidades chegam para mostrar que embora o crescimento seja inevitável, é também espontâneo. “E por ser mais planejada, a centralidade tende a atrair mais pessoas e a buscar novos modelos de instalação. Com isso, também são mais desejáveis, principalmente, para os comerciantes e prestadores de serviços”, explicou. “E por dar vida a um universo muito grande de bens e produtos, por mais que se planeje, haverá algo que ocorreu de outra forma. Temos que estar preparados para isso”, destaca Gilmar dos Santos.

Novos projetos

A vinda das grandes construtoras na formação dos bairros acabou também trazendo estudos urbanos que têm a centralidade como objeto. “Com a instituição da Associação dos Empreendedores, demos início a novos projetos visando a mobilidade e segurança. Depois de concluída alça da MG-030 e a trincheira em direção à BR-356, iniciamos um amplo debate entre os dirigentes e órgãos públicos para instalação de novos equipamentos públicos, voltados para o equacionamento dos problemas que afligem o Vetor Sul”, disse o empresário.

Primeiro, a AVS contratou estudos sobre mobilidade, densidade e segurança da região. Depois partiu para definir os projetos de melhoria que poderiam trazer mais qualidade de vida a todos, como a revitalização e construção de praças.

Para Gilmar Dias dos Santos, o modelo de centralidade vem da Escola de Chicago. Ele cita um dos professores do Departamento de Sociologia da Universidade de Chicago, William I. Thomas, que ficou famoso com a seguinte frase: “Se um homem define uma situação como real, ela se torna real em suas consequências”.

Papel pela sociedade

De acordo com o empresário, a Centralidade do Vila da Serra e Vale do Sereno precisa ser objeto de conhecimento e estudo de todos os moradores para a compreensão do seu papel sócio-econômico e cultural. “Ela chega para a solução de problemas sociais concretos, referindo-se às necessidades de comércio, de diferenciados serviços, de educação completa e excelência em atendimento à saúde, em diminuição aos conflitos de mobilidade. Quem mora aqui, pode comprar, trabalhar, estudar e ter o seu lazer no mesmo lugar. Para isso que a Centralidade foi instituída, para ser um facilitador e o grande catalisador de negócios”, adverte Gilmar dos Santos.   

Segundo ele, a Associação dos Empreendedores do Vila da Serra e Vale do Sereno vem trabalhando para a melhoria da infraestrutura na região, desmitificando a ideia de cidade como problema, mais sobretudo facilitando a articulação de pensamentos com o poder público acerca da melhor qualidade de vida da Centralidade. “Estamos tentando buscar soluções concretas para uma região que já foi marcada pelo descaso no seu processo de urbanização e de desenvolvimento. Agora, queremos que essa localidade seja uma nova Centralidade, cheia de vida, de benefícios e muita interação entre os que moram e trabalham aqui”, ressaltou o presidente da Associação dos Empreendedores  e do Grupo EPO.

Última modificação em Quarta, 02 Dezembro 2015 14:56
Jornal Belvedere

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