25 Nov, 2017 Última atualização em 1:26 PM, Nov 13, 2017

Moradores destacam os ganhos com a qualidade de vida

Publicado em Centralidades Urbanas
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Novos habitantes contam como é a sensação de poder organizar a vida da família, a profissão e desfrutar da comodidade de ter todos os serviços por perto.

A centralidade do Vila da Serra e Vale do Sereno é uma realidade vivida pelos que optaram por ganhos na qualidade de vida ao escolher viver, trabalhar e estudar os filhos na mesma localidade. E são os próprios moradores que contam como é essa sensação. “Estou me sentindo no céu, centralizei minha vida aqui e acabei recebendo também muitos pacientes que preferem um profissional mais perto de casa”, revela a médica pediatra e gastroenterologista, Ethel Faria da Costa Santiago, que mora há três anos no Vila da Serra e há 10 meses mudou seu consultório para a Rua Ministro Orozimbo Nonato. “Essa foi a maior evolução na minha vida, antes eu precisava acessar o Anel Rodoviário todos os dias. Agora estou perto de tudo e com mais tempo para meu marido e meu filho que estuda no Colégio Santo Agostinho”, declara a médica.

Assim como ela outros também estão experimentando esse ganho da centralidade. “Morar perto do trabalho, da escola dos filhos e de um bom comércio tornou-se objeto de desejo da maioria das pessoas. As novas centralidades, que vêm surgindo principalmente no Vetor Sul da Capital, permitem que todos esses anseios sejam conciliados de forma mais planejada, prevendo em seus masterplans facilidades que tornem essas regiões autossustentáveis em quase tudo. Posso dar meu testemunho como morador de dois bairros mais recentes de Nova Lima, que possuem conceitos distintos, mas ilustram bem essa realidade: no Vale dos Cristais, mais integrado à natureza e localização em meio às montanhas, é possível levar os filhos a um dos melhores colégios de Minas Gerais a pé, e frequentar o shopping ou centros comerciais com poucos minutos de deslocamento. No Vila da Serra, com características bem mais urbanas, paralelamente à ocupação dos prédios residenciais foi instalada uma excelente estrutura de comércio, lazer e serviços que tornou possível a seus moradores ir a um bom restaurante, padaria, farmácia, lavanderia, hospital, colégio ou faculdade sem tirar o carro da garagem. O fato é que todos querem algum tipo de centralidade, por isso os novos empreendimentos têm buscado aplicar esse conceito de forma cada vez mais inovadora para atrair os consumidores”, comenta o administrador e consultor do mercado imobiliário, Luiz Gustavo Lamac Assunção, que é morador da Alameda da Serra, no coração da centralidade.

Assim como ele, o advogado José Guilherme Costa Chaves, 38 anos, planejou morar e trabalhar no mesmo local. Para sair do bairro Serra onde morava e se mudar para o Vila da Serra teve que levar junto o escritório. Hoje ele trabalha e mora na mesma rua e convive com a distância de alguns quarteirões entre um e outro. O advogado conta que estruturou o novo escritório na Alameda da Serra para ganhar mais qualidade de vida e ganha cerca de 2h30m por dia para outras atividades, devido à facilidade de acesso da sua casa ao trabalho. “Antes saía da Serra em direção à Savassi. Hoje quando preciso ir até lá gasto mais tempo que o total de minutos de deslocamento durante uma semana até a minha empresa no Vila da Serra”, ponderou. Morando e trabalhando no Vila da Serra desde 2013, ele conta que fez tudo planejado e já organizou a mudança para conciliar a vida mais tranquila, com mais tempo para a família e para suas atividades.

Alto padrão de qualidade

A centralidade já possui grande parte formada e alguns terrenos ainda vão receber novos empreendimentos. Os números mostram que o Plano Diretor Metropolitano Integrado (PDDI) acertou nos arranjos de reorganizar espacialmente, adensando mais pontos específicos e reduzindo o crescimento da mancha urbana, porém com a mesma densidade média de habitantes por km2.

Segundo informou o presidente da Associação dos Empreendedores do Vila da Serra e Vale do Sereno (AVS), Gilmar Dias, a região possui uma planta com todos os empreendimentos previstos e adensamento já identificado. “O bairro Vila da Serra possui atualmente cerca de 2 mil unidades comerciais e 6 mil residenciais. Já o Vale do Sereno apresentará, após as construções, cerca de 1,7 mil unidades comerciais e 3 mil residenciais.” Sobre os novos empreendimentos que vêm para Vale do Sereno ele destaca a igreja Bom Jesus do Vale da Paróquia Nossa Senhora Rainha, com projeto de implantação da igreja definitiva no mesmo local. “Por se tratar de uma centralidade, o bairro tem como missão promover um alto padrão de qualidade de vida, convivência harmoniosa entre moradia, trabalho, lazer, comércio, serviços, educação, saúde, preservação ambiental e mobilidade urbana. Vale ressaltar que a região já abriga hospitais, universidades, bancos, centros comerciais, supermercados, restaurantes, postos de combustíveis, lanchonetes, padarias, fast food, drogarias, lojas de utilidade pública e conveniência, cartórios, posto da prefeitura, além do posto policial civil e militar, bem como guardas municipais que garantem a segurança dos bairros”, enumerou.

Para o advogado Walmir Braga, presidente da Associação de Proteção Ambiental do Vale do Mutuca (Promutuca) e diretor da Frente de Condomínios do Vetor Sul, a Região Sul de Belo Horizonte continua crescendo e experimentando cada vez mais o seu poder de centralidade. “Todo crescimento gera consequências positivas e algumas negativas. Devemos buscar cada vez mais o trabalho coeso entre os poderes públicos (executivo e legislativo, em todas as suas esferas), o setor privado e a sociedade civil para corrigirmos algumas distorções. No nosso dia a dia, dentro das associações que participamos e nos Conselhos que temos assentos, enfrentamos esses desafios, acreditando que seja possível corrigir e ajustar os gargalos para que o Vetor Sul seja cada vez mais a melhor região para se viver e trabalhar dentro da Grande BH”, declarou.

Jornal Belvedere

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