25 Sep, 2017 Última atualização em 4:59 PM, Sep 12, 2017

Centralidades, a nova vocação do Vetor Sul

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O Vetor Sul de Belo Horizonte, desde a década de 80, vem se transformado em um polo de prestação de serviços e, consequentemente, novos empreendimentos comerciais e habitacionais,

 Por Goretti Sena

núcleos hospitalares e universitários foram se instalando na região.

Já nos anos 90, com a chegada de diversos empreendimentos imobiliários de alto padrão à vizinha Nova Lima – o bairro Belvedere - acabou por reforçar este renovado ciclo de vitalidade econômica da região.

Além dessa energia pujante, o Vetor Sul também guarda tesouros naturais e culturais de valor incomparáveis. A Área de Preservação Ambiental Sul (APA-SUL) abrange parte considerável dos territórios dos municípios lindeiros, mantendo protegidos mais de 11 mil hectares de áreas de interesse ambiental reconhecido. Em Nova Lima, situam-se as reservas ambientais do Vale do Mutuca, do Tumbá e a Estação Ecológica Fechos, o Parque Estadual do Rola Moça, além das matas do Jambreiro e dos Cristais, transformadas em Reservas Particulares de Preservação Natural.
Reunido, todo esse patrimônio natural, cultural e econômico tem assegurado ao Vetor Sul um permanente processo de crescimento e desenvolvimento, atraindo, cada vez mais, residenciais, novos núcleos educacionais, de saúde e prestação de serviço, o que permite vislumbrar um virtuoso ciclo de crescimento da região nos próximos anos.

Nos últimos 12 anos, o JORNAL BELVEDERE vem acompanhando com atenção esse movimento, sobretudo, argumentando incansavelmente para o ordenamento planejado de toda a região, com responsabilidade e compromisso com o ambiente natural e a sustentabilidade. Para a desenvoltura do desenvolvimento econômico dessa localidade, o JORNAL BELVEDERE sempre se pautou pelo estímulo do debate fundamental e inadiável que é necessário para a troca de ideias entre os vários setores e os atores desse processo.

Esse ciclo de crescimento e expansão do Vetor Sul se projeta com a criação das “Novas Centralidades Urbanas”, conceito e modelo que os urbanistas e empreendedores estão adotando para criar cidades e bairros mais planejados e autossuficientes. Esse novo formato de localidade já foi apresentando em publicações anteriores do BELVEDERE, em dois Cadernos Especiais – o primeiro com foco em “Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes” em que arquitetos apresentaram suas ideias para adequar as cidades dentro conceito de mais sustentáveis, oferecendo infraestrutura, mobilidade urbana, lazer e preservação ambiental. E, o segundo, para apresentar as propostas das “Novas Centralidades” que estavam surgindo na região, ofertando opções de morar, trabalhar e obter lazer com qualidade de vida, perto de tudo.

Nesta edição, circula junto ao JORNAL BELVEDERE um ESPECIAL abordando as “Centralidades” como uma realidade dentro do Vetor Sul de BH. São os novos empreendimentos imobiliários planejados – alguns já prontos e outros que serão entregues dentro de alguns anos – que vão transformar a região em uma cidade, com mais qualidade de vida, proporcionando a todos morar e trabalhar perto de casa, além da oferta imensurável de serviços, de escolas, saúde, lazer e consumo.

Mais que apresentar os novos empreendimentos, a Edição Especial do BELVEDERE confirma a realidade da Centralidade, aponta os desafios a serem enfrentados no futuro, e endossa o compromisso, mais uma vez, debater - com a vizinhança, a iniciativa privada, o poder público, as entidades e a sociedade civil organizada - os caminhos dessa nova Cidade que se desponta.

Conceito

Para os arquitetos e urbanistas o projeto de uma Centralidade tem que transformar uma região em uma “minicidade”, em uma espécie de estrutura integrada de vida: opção de se trabalhar próximo de casa, serviços de saúde, escolas, lazer e comércio, além de segurança e  mobilidade, com um transporte coletivo eficiente e com opções alternativas e sustentáveis, como, por exemplo, a criação de ciclovias.

Vila da Serra e Vale do Sereno

Situados em área das mais nobres da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em plena Serra do Curral, os bairros Vila da Serra e Vale do Sereno foram planejados e construídos com base em projetos, minunciosamente, analisados e discutidos, desde a largura das ruas, passando por projetos paisagísticos, infraestrutura de comércio e serviços, até a ocupação das construtoras no local. Exemplo de desenvolvimento urbano planejado e sustentável em todo o Estado, a centralidade que já está praticamente consolidada, em especial o Vila da Serra, enquanto o Vale do Sereno se prepara para receber importantes investimentos nos próximos anos.

Centralidade Sul - CSul

A região da Lagoa dos Ingleses está se tornando autossuficiente nos últimos anos.  A Centralidade Urbana  Sul está sendo implantada em área de 27 milhões de m2. O projeto é da empresa CSul Desenvolvimento Urbano e está em fase de planejamento, com previsão de implantação a longo prazo, entre 30 a 50 anos. O arquiteto e urbanista Jaime Lerner, considerado pela revista Time um dos 25 pensadores mais influentes do mundo, assina o Plano Master do empreendimento.
O Projeto CSul, considerado referência em ocupação urbana, é um dos mais inovadores e arrojados de desenvolvimento urbano brasileiro e foi concebido de acordo com as diretrizes traçadas pelo PDDI (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado), para a Região Metropolitana de BH.  O PDDI prevê uma descentralização da região metropolitana ao criar polos nos vetores Norte, Oeste e Sul com objetivo de reduzir a dependência dessas cidades em relação à Capital.

Boa leitura a todos.

Goretti Sena - Editora

Última modificação em Quarta, 02 Dezembro 2015 14:55
Jornal Belvedere

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