23 Nov, 2017 Última atualização em 1:26 PM, Nov 13, 2017

Conheça o TRON - Projeto pode ligar o BH Shopping à Pampulha

PROJETO TRON  | O rebaixamento seria feito na parte central da avenida de forma que o BRT corra por baixo, mantendo todas as faixas da avenida em cima PROJETO TRON | O rebaixamento seria feito na parte central da avenida de forma que o BRT corra por baixo, mantendo todas as faixas da avenida em cima
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O arquiteto e urbanista Joel Campolina desenvolveu o projeto de um BRT submerso, que inclui trincheiras semiabertas, por onde correm os ônibus. O rebaixamento seria feito na parte central da avenida de forma que o trânsito flua por baixo, mantendo todas as faixas da avenida em cima.

Um projeto que coloca um BRT submerso na Avenida Raja Gabáglia, sem tomar nenhuma das quatro pistas atuais, e que continua pela Avenida Olegário Maciel, ligando o BH Shopping ao Centro de BH e, na sequência, à Região da Pampulha. Assim é o TRON (sigla de Transporte Rápido por Ônibus), um estudo realizado pelo arquiteto, urbanista, mestre e doutor em arquitetura (com pós-graduação na Holanda), professor da FUMEC e consultor do Fórum Estratégico da PBH, Joel Campolina, a partir de algumas pesquisas na universidade e conversas com especialistas em mobilidade.

Joel Campolina explica que o TRON traz como conceito criar uma solução de trânsito sem isolar as comunidades que vivem nas margens das grandes vias. “Toda vez que se implementa ações para melhorar a mobilidade veicular, do tipo BRT, geralmente elas geram repercussões nas comunidades lindeiras quando ele acontece em calhas exclusivas, como é o caso da Avenida Antônio Carlos, ou seja, a ação impede a conexão entre os dois lados”.

Meros paliativos

Na opinião do professor da FUMEC, algumas linhas do BRT de BH, que não têm uma faixa exclusiva, funcionam como “meros paliativos” e como “ônibus de luxo”, como na Avenida Pedro II. Para ser considerada uma solução de mobilidade, o BRT tem que correr em faixa exclusiva, afirma ele. “Acontece que para implantá-lo com desapropriação para se obter a faixa exclusiva, ele acaba sendo inviável na maioria das vias de BH, como Avenida Amazonas, Avenida Raja Gabaglia” ressalta Joel Campolina.

O arquiteto e urbanista disse que os projetos precisam também levar em conta as pessoas que coexistem com esses espaços, e não apenas os veículos. Ou seja: “BRT é uma solução para veículos, uma solução que deixa as pessoas que moram nas comunidades da região de fora”.

Passarelas pouco amigáveis

O arquiteto Joel Campolina esclarece que as passarelas existentes nas atuais vias do BRT, como na Avenida Antônio Carlos, e que podem fazer a conexão entre as margens, são “pouco amigáveis e muitas vezes distantes”. Ele afirma que houve uma série de protestos das comunidades contra esse “isolamento”.

De qualquer forma, Joel Campolina reconhece a importância do BRT como meio eficiente de transporte coletivo e como uma solução bem mais barata que o metrô subterrâneo. Ele disse que cada quilômetro implementado pelo metrô subterrâneo custa cerca de R$ 600 milhões (a preços de 2015). Por outro lado, o quilômetro do BRT, segundo o arquiteto, sai por cerca de R$ 300 milhões tendo em vista as desapropriações necessárias para o alargamento das faixas.

Última modificação em Terça, 29 Novembro 2016 16:05
Jornal Belvedere

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