23 Nov, 2017 Última atualização em 1:26 PM, Nov 13, 2017

Via Estruturante Sul - Solução definitiva que contempla trânsito e pessoas

VIA  ESTRUTURANTE SUL | O Projeto da Via Estruturante Sul pretende aproveitar o leito da linha férrea desativada da antiga MBR que passa pelo Belvedere e Vila da Serra e termina no Anel Rodoviário VIA ESTRUTURANTE SUL | O Projeto da Via Estruturante Sul pretende aproveitar o leito da linha férrea desativada da antiga MBR que passa pelo Belvedere e Vila da Serra e termina no Anel Rodoviário
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Projeto de uma via ligando o Centro de Nova Lima ao Anel Rodoviário com a BR-356, para trânsito rápido, sem semáforos, sem cruzamentos, e com espaços que seriam dedicados à pessoas, como ciclovias, parques, anfiteatros e outras áreas de lazer, pode ser desenvolvido no antigo leito do Ramal Ferroviário desativado de Águas Claras.

Retirar o grande volume de trânsito que hoje toma conta da MG-030, e que acaba atingindo a região do BH Shopping, Vila da Serra e Belvedere e, ligando a Rodoviária de Nova Lima ao encontro do Anel Rodoviário com a BR-356, por meio de uma via rápida, sem semáforos, sem cruzamentos, e com espaços que seriam dedicados às pessoas, como ciclovias, parques, anfiteatros e outras áreas de lazer. Essa é a proposta do estudo desenvolvido por um engenheiro, batizado de Via Estruturante Sul, que aproveitaria do leito da linha férrea desativada que saía da antiga MBR (hoje Vale), no bairro Águas Claras. A via, inclusive, vai também retirar grande parte do trânsito do Belvedere e de suas ruas, pois ela não possui saídas para dentro do bairro; simplesmente, retira os veículos que hoje transpõem o Belvedere para acesso a outras localidades, aliviando assim o tráfego local.

Para o secretário de Planejamento de Nova Lima, André Luiz Rocha, “a Via Estruturante Sul vislumbra um horizonte de 2050, até quando imaginamos que não necessitaríamos de grandes obras viárias nessa região”. Segundo ele, seria necessária uma pesquisa mais profunda, envolvendo origem e destino, para se obter números mais precisos, mas a expectativa é de que a Via Estruturante Sul quanto instalada retiraria entre 45.000/50.000 veículos por dia BH Shopping e MG-030.

Solução macro

André Rocha argumenta que, ao ligar a Rodoviária de Nova Lima ao encontro do Anel Rodoviário com a BR-356, o projeto busca uma solução macro para o problema do trânsito na região, em vez de tentar soluções pontuais, que não resolvem amplamente o problema. Trata-se de uma via de aproximadamente 13,6 quilômetros, sem nenhum cruzamento ou sinal de trânsito, apenas saídas e entradas, o que permitiria aos motoristas desenvolverem, com segurança uma velocidade bem maior.  

O secretário explica que é uma obra que pode ser feita em quatro etapas, já previstas no projeto: “Ao ser implantada, a Via Estruturante Sul transformará a MG-030 numa avenida local, ou seja, poderá deixar de ser administrada pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e passando a ser cuidada pela Prefeitura de Nova Lima, deixando de ser uma via preferencial para quem vai para Belo Horizonte ou para quem chega à Nova Lima, Rio Acima e Raposos”. A MG-030 ficaria apenas para quem vai para a região de alguns condomínios, como Vale dos Cristais, Ville de Montagne, entre outros destinos.

Espaço de lazer

Uma das vantagens da Via Estruturante Sul é a sua largura, em média de 40 metros. “Na região do Vila da Serra, por exemplo, a Via tem 80 metros de largura por 2,2 quilômetros de extensão, o que permite um aproveitamento fantástico do local para projetos urbanísticos, devolvendo aos moradores da região do Vila da Serra e Belvedere a possibilidade de implantação de parques lineares, ciclovias, anfiteatros e áreas verdes para lazer e preservação”, explica André Rocha. Ele salienta que o trecho entre o pontilhão do Grand Lider Olympus e a BR-356 é o mais barato e que vai gerar grande impacto positivo de imediato. “É importante reforçar a importância desta via como a última oportunidade de solução para o transito regional.”

Ainda segundo ele, seriam implantadas duas pistas pavimentadas de 11 metros cada e um espaço livre, entre elas, de 10 a 14 metros de largura. “Nosso projeto é uma “via multimodal” e esse espaço central de 14 metros pode ser aproveitado para a construção de um ramal de metrô, aliás, o espaço comporta três linhas de metrô, veículos elétricos ou BRT’s, ou seja, ele não impede nenhum desenvolvimento de projeto futuro, pelo contrário, reserva um espaço para futuras soluções”, ressaltou.

Desenvolvimento

O secretário explica que o projeto vem sendo desenvolvido há mais de 12 anos, quando foram realizados os primeiros estudos técnicos de viabilidade em 2003, quando Vitor Penido era então prefeito de Nova Lima na época.  “Desde então, foram feitas várias reuniões e apresentações com prefeitos de Nova Lima e Belo Horizonte, associações de moradores e de empreendedores, com a imprensa (em especial com a participação do JORNAL BELVEDERE), com a BHTrans, Sudecap, DNIT, DER-MG e Comissão de Mobilidade Urbana da Assembleia Legislativa”, conta André.

O secretário informou também que várias sugestões e materiais oriundos desses encontros e reuniões foram acrescentados ao projeto. Em 10 de maio de 2011, relata, “o projeto já estava bem avançado, quando foi celebrada a assinatura do primeiro documento entre as prefeituras de Nova Lima e Belo Horizonte (Convênio nº 25/2011), para a elaboração, em conjunto,   dos levantamentos topográficos cadastrais, incluídos relatórios e memoriais descritivos específicos das áreas, por município”. Esses trabalhos foram concluídos em novembro de 2012, permitindo o início do desenvolvimento dos projetos básicos de engenharia da Via Estruturante Sul.

Legalidade da área

Quanto à legalidade do uso da área do antigo leito da via férrea da antiga RFFSA, André esclarece que as prefeituras de Nova Lima e Belo Horizonte já entregaram toda a documentação necessária à Superintendência do Patrimônio da União no Estado de Minas Gerais – SPU/Ministério do Planejamento, objetivando a imediata doação ou concessão de direito real de uso das áreas, devidamente delimitadas,  para a implantação da Via Estruturante Sul,  tudo conforme estabelece a Lei 11.483/2007.

O secretário disse ainda que, para o restante da área, que pertence à Vale  S.A. e à AngloGold Ashanti , o projeto se encontra em fase de estudos e terá, certamente, a efetiva participação dessas importantes empresas, que demonstraram grande interesse no projeto. “Importante salientar que o projeto contorna toda essa grande área de preservação ambiental (RPPN), não afetando em nada essa importante área de preservação, ou seja, nosso projeto tornou-se perfeitamente viável sob o aspecto ambiental”.  

DDI complementa

Quanto a algumas soluções apresentadas para o tráfego da região, como a DDI (do inglês Diverging Diamond Interchange) proposta para o Trevo da BR-356 com a Avenida Raja Gabaglia, André Rocha argumenta que a DDI é uma solução excelente, de baixo custo e grande benefício, que complementaria a Via Estruturante, somando-se a ela.  “Como a Via Estruturante Sul reduziria o tráfego da MG-30, ela contribuiria diretamente para o sucesso da DDI, o que seria ótimo para o trânsito da região como um todo”.


Atualmente, o projeto da Via Estruturante Sul está nas prefeituras de Nova Lima e Belo Horizonte aguardando a apreciação dos novos prefeitos eleitos, Vítor Penido a Alexandre Kalil, respectivamente, para se posicionarem, em conjunto, sobre as providências futuras objetivando a implementação da importante artéria viária urbana que atenderá, simultaneamente, os dois municípios vizinhos.

André reconhece que atualmente as prefeituras vivem situações financeiras bem complicadas, mas ressalta que a implantação da Via Estruturante Sul seria uma das contribuições possíveis para essa grave situação, pois, com certeza, atrairia mais empreendimentos e empresas para a região, provocando “um arranque para a saída da crise, o crescimento e desenvolvimento dos municípios envolvidos, ou seja, Belo Horizonte, Nova Lima, Raposos e Rio Acima”.

Jornal Belvedere

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