23 Jul, 2017 Última atualização em 4:44 PM, Jul 12, 2017

Caparaó anuncia negócio inédito em Minas com a americana Tishman Speyer

Publicado em Novas Centralidades
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Além de ser o mais alto prédio do Estado, o Concórdia Corporade, empreendimento mixed use da Caparaó, será administrado em parceria com a americana Tishman Speyer que tem em seu portfolio ícones como o Empire States e o Rockffeller Center.

O  Concórdia Corporade,  da Caparaó, já nasce inédito em vários aspectos. Além de ser o prédio mais alto de Minas, com nada menos do que 44 andares, será administrado em parceria com a Tishman Speyer, empresa que certamente divulgará a marca Caparaó em todo o mundo, ao lado de empreendimentos  como  Chrysler Center de Nova York,  Sony Center de Berlim e  Tower Place de Londres. Presente no Brasil desde 1995, a empresa já desenvolveu vários projetos, entre eles, o Torre Norte de São Paulo e o Ventura Corporate Towers no Rio de Janeiro. Atualmente constrói a sede do Banco do Brasil em Brasília.

A Tishman Speyer é líder no segmento de desenvolvimento, operação e administração de fundos de mercado imobiliário de primeira classe em todo o mundo. Opera com capital próprio desde sua fundação, em 1978 e responde hoje por mais de 360 projetos totalizando cerca de 12 milhões de m2, no valor de US$ 68.1 bilhões. Em recente entrevista, ao Jornal Valor Econômico, um dos sócios da empresa americana, Rob Speyer, disse acreditar que “a chave para o investimento imobiliário é olhar para a tendência de longo prazo e que o foco de sua empresa é criar empreendimentos de valor duradouro”. Uma equipe global prospecta parceiros seguindo critérios que levam em conta o alto nível de especialização no mercado em que atuam, visando, sempre, desenvolver produtos de valor permanente em todo o mundo.

“A negociação entre Caparaó e  Tishman Speyer levou aproximadamente um ano, isso, para que fossem cumpridas todas as condicionantes jurídicas inerentes a um acordo com uma marca  americana”, revela a diretora da Caparaó Maria Cristina Valle. Segundo ela, “a afinação entre nós e eles foi tão estreita, pelos valores, princípios e posturas que compartilhamos que, agora, ao anunciarmos a parceria, a impressão é a de  que fechamos um negócio com um amigo”, comemora a diretora. Ela acredita, aliás, que este pode ser o primeiro de uma série de negócios entre a sua empresa e a americana. A parceria inclui a brasileira Codeme, fabricante de estrutura metálica, já que o projeto do Concórdia, assinado pela D’Ávila Arquitetura, é todo em estrutura metálica que deverá ser inteiramente implantada em apenas oito meses.

Os diferenciais de um projeto como o do Concórdia são muitos. A altura do prédio, por exemplo, exigiu estudos específicos para que o vento não comprometesse a sua implantação. Cristina Valle ressalta que a Caparaó assina vários projetos da área interna do edifício, entre eles, todo o design de interiores. O paisagismo foi entregue ao Escritório Burle Marx. Quanto à administração, num primeiro momento, todas as unidades (comerciais e residenciais) serão alugadas. A intenção da Caparaó é vender o empreendimento e a hipótese de que a Tishman Speyer possa ser uma possível compradora não é remota, já que a empresa tem tradição em não só desenvolver e gerenciar os projetos mas, também, adquirí-los após sua implantação. O VGV anunciado é de aproximadamente R$ 300 milhões. 

Projeto ousado muda a feição do bairro Vale do Sereno

Quando pronto, o Concórdia vai ser um marco definitivo na centralidade Vila da Serra e Vale do Sereno. A sua implantação, na esquina da MG 030 com a Alameda da Serra traz uma solução arquitetônica inovadora, liberando a área térrea aos transeuntes. Grandes espaços ajardinados ou em forma de terraços livres e panorâmicos contribuem para o enriquecimento do espaço urbano ao criar áreas verdes e de convivência, com o propósito de minimizar o impacto visual de sua implantação numa avenida já tão intensamente ocupada. Ainda nesse sentido, os acessos ao empreendimento foram divididos e setorizados, de forma a privilegiar a passagem de pedestres pela avenida principal e levando o acesso de veículos para dentro do prédio, no primeiro subsolo. Além disso, o movimento de cargas e serviços foi transferido para uma outra entrada do prédio, numa via bem menos movimentada, a Rua das Acácias.

 

Uso misto, seguindo uma tendência de mercado

No pavimento térreo, além do acesso principal ao empreendimento, que é feito por essa grande esplanada aberta para a Alameda da Serra e por um lobby de pé-direito alto, estão localizadas as lojas e uma praça interna, espaço de descanso e contemplação aberto ao público e que contará ainda com um restaurante. Do primeiro ao quinto subsolos estão distribuídas 783 vagas de estacionamento para atendimento aos usuários e proprietários do empreendimento, além do público externo. No sexto subsolo ficam os depósitos para as salas comerciais e no sétimo e oitavo subsolos há cômodos técnicos e de instalações, além da área de carga e descarga contando com duas vagas para caminhões – localizadas internamente ao edifício para retirar o movimento da rua. A torre comercial terá trinta pavimentos com andares corridos para uso comercial, com áreas privativas de 780 m² a 865 m².

Acima desses andares, casas de máquinas, reservatórios e uma área destinada à implantação de heliponto completam as instalações do prédio. Com entrada independente pela Rua das Acácias estão projetados ainda quatro lofts de aproximadamente 220m² de área privativa -, inclusive garagens exclusivas, com três vagas, totalmente independentes da parte comercial - projetados para pessoas  que preferem morar bem e trabalhar em casa, seguindo a nova tendência do mercado imobiliário. Cada apartamento conta com uma suíte, sala ampla de estar e jantar, cozinha, área de serviço e um espaçoso escritório; os ambientes estão distribuídos em três pavimentos.

O Concórdia Corporate desde sua concepção já trilha uma performance vitoriosa. Vale lembrar que, no ano passado, ele foi o vencedor do maior prêmio latino-americano, o “X GRANDE PRÊMIO DE ARQUITETURA CORPORATIVA” na categoria Projeto.

Jornal Belvedere

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