21 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017
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Por Maria Cristina Veloso

É muito conhecida a máxima: “Se quer conhecer uma pessoa dê poder a ela.”


O que há no poder que o faz tão corruptor?

O que faz com que uma pessoa abra mão de seus valores, de sua ética, se é que algum dia os teve, e tenha a sua visão obscurecida ao ponto de não se dar conta da sua degeneração? Poderíamos citar a ausência de educação moral, egoísmo, vaidade, ganância.

Condutas amorais e corruptas não são defeitos de caráter que possam ser atribuídos apenas aos ricos e poderosos. Todos nós temos, em certa medida, poder sobre nossos filhos, amigos, colegas de trabalho e outros.

Podendo, assim, ser corrompidos pelo imediatismo, pelo consumismo, pelo prazer fácil, pela nossa incapacidade de fazermos a leitura correta do nosso tempo. Esta é uma coluna dedicada à defesa do meio ambiente, então tragamos para o referido tema o debate entre poder e corrupção.

Qualquer que seja o grau pessoal de riqueza ou influência, todos temos poder para modificar o nosso entorno, principalmente quando somos instruídos e nos deixamos instruir. Na reciclagem do nosso lixo, na construção da nossa casa dentro das exigências das leis ambientais, na postura sustentável como engenheiros, empreendedores, arquitetos, consumidores, educadores, vizinhos, formadores de opinião e principalmente como pais, entre tantas outras possibilidades. “Apertado é o caminho que conduz à salvação e larga é a porta que conduz à perdição.”

Muitas vezes, para fazermos o que é ecologicamente correto temos que abdicar de alguma vantagem pessoal ou de nos abster de benefícios ou prazeres. Falo de atitudes altruístas e inteligentes diante do aquecimento global, da crescente escassez hídrica que provocará, em pouco tempo, a maior migração humana já vista, e da já anunciada sexta grande extinção de espécies animais. Não, isso não é para o futuro, isso já está acontecendo. É para nossa geração e a dos nossos filhos e netos. Não precisamos de tantos bens quanto temos.

No artigo anterior da Promutuca, o Flávio, meu amigo e parceiro de luta na seara da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável, pede desculpas aos leitores pelo seu desabafo! Como assim?

Poucos são os que saem da sua zona de conforto para gastar tempo do seu trabalho ou lazer, da sua convivência familiar, para fazer algo em prol do interesse coletivo! E sem remuneração, sem vantagens. Na verdade, nadando contra a corrente dos interesses econômicos e em defesa daqueles ou dos quais não podem se defender: os animais, as matas, cerrados, nascentes, o ar que respiramos, a água que nos sustenta, os excluídos ecologicamente e indiretamente, toda a coletividade.

Quantos de nós da Promutuca tiramos dinheiro de nossos bolsos em prol da preservação? E de outro lado quantos só pensam no lucro e esquecem que, a exemplo, a água – fonte da vida – é um recurso finito e vai se tornar escasso, questão cientificamente estudada, gradualmente..., enquanto muitos poderosos se corrompem com o lucro fácil, imediato. Não conhecem a empatia, a solidariedade. Não pensam no ‘Outro’, nem mesmo em seus filhos e netos.

Informem-se, abstenham-se de atitudes que possam trazer consequências nocivas à fauna, à flora e ao meio ambiente. Perseverem em atitudes sustentáveis, não sucumbam ao consumismo vazio. Procurem ser politicamente ativos, escolham candidatos comprometidos com a causa ambiental. Certamente ela é o MAIOR problema que enfrentaremos em um futuro não muito distante.

Você tem poder! Não se corrompa, não admita quem se corrompe.

Depende de nós!

Conselheira da ONG Promutuca.
www.promutuca.com.br • Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
(31) 3581-1166.

 

Jornal Belvedere

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