21 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017
Publicado em Opinião
Lido 42 vezes
Avalie este item
(0 votos)
Tagged sob

Por Paulo André Mendes

Não será da noite para o dia que conseguiremos dar às unidades de conservação ao sul de Belo Horizonte a estrutura e a gestão que elas – e nós, mineiros e brasileiros – merecemos.


Em geral, essas unidades ficam em áreas que apresentam conflitos de uso entre a preservação e a destruição pela mineração e pela urbanização.

Além do mais, as unidades precisam enfrentar os nossos já conhecidos problemas orçamentários, políticos e culturais.

O leitor pode até duvidar, achar que não, mas a verdade é que devagarzinho, devagarzinho, quando o assunto é parque público, o Brasil tem melhorado. Veja só alguns números.

Números da visitação

Falando apenas em termos de parques nacionais: temos hoje 72 parques nacionais no país, e apenas metade deles está estruturada para receber visitantes.

O objetivo é que, em alguns anos, todos esses parques tenham algum atrativo preparado para receber visitantes.

Enquanto isso, os parques já abertos têm recebidos mais visitantes a cada ano – pelo 10º ano consecutivo, foi registrado um recorde de visitação.

Segundo o ICMBio, a autarquia federal que cuida dos parques, juntas, as unidades de conservação receberam 7,6 milhões de visitantes em 2016 – contra 7,1 milhões em 2015.

Vejam quais foram os dez parques nacionais mais visitados no ano passado:

1º - Tijuca (na cidade do Rio) - 3.305.010 visitantes
2º - Iguaçu (no Paraná) - 1.560.792 visitantes
3º - Jericoacoara (no Ceará) - 780.000 visitantes
4º - Fernando de Noronha (em Pernambuco) - 389.744 visitantes
5º - Brasília (DF) - 265.518 visitantes
6º - Serra dos Órgãos (RJ) - 162.868 visitantes
7º - Chapada dos Guimarães (MT) - 158.365 visitantes
8º - Itatiaia (RJ e MG) - 127.494 visitantes
9º - Aparados da Serra (RS) - 111.778 visitantes
10º - São Joaquim (SC) - 108.148 visitantes

Aqui na Serra da Calçada

Voltando aqui para a nossa região, encontramos unidades de conservação importantes, mas ainda sendo estruturadas.

Mesmo sem uma estrutura ideal, algumas dessas unidades já recebem milhares e milhares de pessoas por ano, como é o caso da Serra da Calçada.

Falta muita coisa na serra: portaria, fiscalização, conscientização dos visitantes...

Mas já temos o cercamento, um razoável conjunto de placas, além da nossa rede de proteção – esta última uma ideia da ARCA-AMASERRA que ganhou corpo e vida própria, com a liderança da Polícia Ambiental.

E outra boa notícia: começou a recuperação das áreas degradadas.

Passo a passo chegaremos lá.

Geógrafo e jornalista, colaborador da ArcaAmaserra - Associação para a Recuperação e Conservação Ambiental em Defesa da Serra da Calçada.
Veja mais conteúdos e converse com o autor em www.ecopapo.wordpress.com. E visite a ARCA: www.amaserra.org
Jornal Belvedere

Artigos assinados são de inteira responsabilidade do autor. Não expressando, portanto, a opinião da redação do Jornal Belvedere.

Folhear Última Edição

269

 

Anuncie Aqui2016 05