30 Apr, 2017 Última atualização em 2:22 PM, Apr 27, 2017

Lava-jato dentro de condomínio deixa morador revoltado

Publicado em Comportamento
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No Vila da Serra, a reativação do lava-jato do condomínio Le Gran Atlas vai contra a luta por economia de água. À imprensa, síndico alega que água vem de poço artesiano e várias outras medidas de economia foram adotadas.

Um morador do Condomínio Le Gran Atlas, na Alameda  da Serra, no Vila da Serra, que prefere não ser identificado com medo de represálias, preocupado com a crise de abastecimento de água que vem atingindo o Estado denunciou a reativação de um lava-jato instalado dentro  prédio e que é utilizado pelos 96 apartamentos, sendo que na maioria dos casos, unidades possuem mais de dois veículos.

“Moro aqui no Condomínio Le Gran Atlas e estou indignado com a decisão do síndico de reativar o lava-jato interno. Estamos tentando economizar o máximo de água dentro de nossos apartamentos e o síndico reativa esse serviço, colocando mais consumo à disposição, inclusive incentivando e convocando os moradores a utilizá-lo com cartazes nos elevadores. Há seis anos moro no prédio e desde o início esse serviço era feito. Depois, devido às reclamações dos próprios moradores por causa do desperdício ficou sem funcionar. Agora, no auge da crise hídrica, é um absurdo esta atitude de retornar com as lavagens de veículos”, contou o morador revoltado.

Ele explica que está deixando de fazer muitas coisas em casa para economizar água e o condomínio está na contramão do cenário, desperdiçando: “Em meu apartamento temos banheira de hidromassagem e outros itens domésticos que gastam muita água. Já decidimos cortar porque sabemos que é uma situação muito grave e não vai chover o suficiente para encher os reservatórios. Temos que fazer a nossa parte”, relata o morador.

Ainda segundo ele, no Condomínio Le Gran Atlas são 96 apartamentos e, se pensando que em média cada proprietário possui cerca de dois carros, seriam aproximadamente 200 veículos sendo lavados:  “Uma atitude sem a menor responsabilidade.  Estou denunciando para a imprensa por que foi a última alternativa, já que ele foi reativado mesmo depois de procurarmos a empresa que administra o prédio, e o síndico decidiu por manter o lava-jato”, contou o denunciante, alegando que vários moradores do condomínio estão indignados com a decisão.

Outro lado

O JORNAL BELVEDERE procurou a empresa administradora do condomínio e essa explicou que “esta era uma decisão da direção do prédio e que só o síndico poderia dar a sua posição”.

Moradores que foram procurados no condomínio não quiseram falar sobre o assunto, mas ao Jornal O Tempo, que também abordou o tema, o síndico Maurílio Pinto afirmou que na verdade o serviço não estava funcionando devido a um problema pessoal com o antigo funcionário.
Maurílio Pinto explicou ainda ao jornal que o edifício utiliza água retirada de um poço artesiano e conta com uma pequena franquia da Copasa: “Mas o lava-jato trabalha com retrolavagem e temos um projeto de curto prazo para captação de água da chuva em um reservatório de 10 mil litros para fazer a limpeza dos veículos sem gastar água potável”.

Ele salientou que o condomínio vem adotando diversas medidas para reduzir o consumo de água: “A lavagem das áreas comuns está sendo feita quinzenalmente agora e só se houver necessidade. Além disso, cortamos a irrigação das plantas e, com estas medidas, reduzimos o nosso consumo diário de 160 m³ para cerca de 90 m³. De qualquer forma, se não lavarem aqui, os moradores o farão em outro lugar e, consequentemente, será gasta água da mesma forma”, defendeu.

Jornal Belvedere

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