27 Jun, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Jun 23, 2017

Fundação Torino inclui Programação em sua grade curricular

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Alinhado a um conceito pedagógico já incorporado ao ensino básico dos Estados Unidos e de países europeus, o curso será oferecido a partir da Scuola Materna até a Scuola Média.

Vista como uma nova alfabetização e uma mudança de paradigma no sistema educacional, o ensino da programação é defendido por especialistas no mundo todo e já integra a grade curricular em escolas de diversos países. A Fundação Torino Escola Internacional, que segue as melhores práticas educacionais adotadas mundialmente, oferecerá a partir do próximo ano letivo - que começa em agosto – a disciplina de programação dentro de sua estrutura curricular. Desenvolvido com o suporte da consultora Ana Rodrigues, doutora em Engenharia Elétrica e com mais de 12 anos de experiência no ensino de programação, o curso será oferecido a partir da Scuola Materna (para crianças com cinco anos de idade) até a Scuola Média (para adolescentes até os 14 anos de idade).

Embora a programação seja uma carreira promissora, as aulas oferecidas aos alunos da Fundação Torino têm por objetivo encantar as crianças e jovens e prepará-los para um futuro onde não saber programar será como não saber ler. “Acreditamos na programação como uma nova forma de expressão, de comunicação de uma nova geração. Programar faz parte de um roteiro de incentivo à protagonização de nossos alunos. O Digital empoderou o indivíduo. Hoje, mais do que expectadores, os jovens são autores de sua expressão nas mil e uma plataformas digitais disponíveis. Eles estão protagonizando uma era de evolução exponencial das capacidades tecnológicas, em que a interação homem máquina será cada vez maior. E este jovem precisa se conscientizar de seu papel como o programador destas máquinas e não de mero expectador. Nosso papel como escola é promover esta capacitação fomentando a importância de autoria, de criação, enfim da exploração das potencialidades de nossos alunos”, explica a presidente da Fundação Torino, Márcia Naves.

Ana Rodrigues destaca o pioneirismo da Fundação Torino ao oferecer a programação não apenas como atividade extra-classe, mas como disciplina de sua grade curricular. “A direção da escola está entendendo o presente e com isso consegue planejar o futuro. A Fundação Torino está um passo a frente, está ligada ao que está acontecendo internacionalmente e às melhores práticas educacionais do mundo”, diz. Seguindo a linha defendida por ícones como Steve Jobs, fundador da Apple, e Susan Wojcicki, presidente do Youtube, que consideram o aprendizado de programação “uma forma de aprender a pensar” que “faz a criança se sentir empoderada, criativa e confiante”, o curso de programação desenvolve habilidades em matemática, inglês e raciocínio lógico.

A Fundação Torino acredita que a inclusão da disciplina de programação contribuirá para o crescimento intelectual; para o desenvolvimento de habilidades emocionais como resiliência e paciência, além da familiaridade com a tecnologia, proporcionando aos alunos a oportunidade de deixar de serem apenas consumidores e passem a ser produtores ativos de novas soluções. A ideia é que as crianças e adolescentes se envolvam com atividades sociais mais criativas e estimulantes e se tornem protagonistas, ao aprender como funcionam programas e como podem criar seus próprios jogos, aplicativos e páginas de internet. Ana Rodrigues lembra que “a lógica da programação é independente do computador. Tem aulas em que as atividades serão feitas com aviões de papel, tangram, pulseirinhas de borracha, por exemplo. É uma proposta em que o aluno é dono do próprio conhecimento”, explica.

Implantação

O curso de programação, que começa já no próximo semestre letivo da Fundação Torino, agosto deste ano, foi elaborado em quatro fases. A primeira delas incluiu um treinamento com o corpo docente, onde todos os professores, independente da disciplina, aprendem a programar. A segunda fase incluiu reuniões entre o corpo docente e a equipe da consultoria para discussão e criação dos projetos interdisciplinares. Na terceira fase foram feitos a preparação e testes dos projetos. E a quarta fase será o constante acompanhamento da consultora Ana Rodrigues em sala de aula.

“Foram desenvolvidos 19 projetos interdisciplinares, como por exemplo um jogo de Trunfo Histórico e uma Orquestra Virtual, que serão trabalhados na disciplina de programação. As aulas serão aplicadas a partir de tutoriais previamente desenvolvidos e que permitem aos alunos continuar desenvolvendo fora da sala de aula”, explica Ana Márcia, professora de informática.

Jornal Belvedere

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