18 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

Pioneira, Faculdade Milton Campos completou 30 anos no Vila da Serra

Campus I | A Faculdade se transferiu em 1986 para o Vila da Serra depois de funcionar no Colégio Arnaldo Campus I | A Faculdade se transferiu em 1986 para o Vila da Serra depois de funcionar no Colégio Arnaldo
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A Faculdade de Direito Milton Campos completou em agosto 30 anos de funcionamento no bairro Vila da Serra, onde possui hoje dois campi. Para o prédio histórico, hoje chamado de Campus I, a faculdade se transferiu em 1986, depois de funcionar por mais de dez anos no Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte.

Foi a primeira instituição de ensino superior a se instalar no município de Nova Lima, a partir de uma decisão estratégica da entidade mantenedora, o Cefos, e da boa acolhida da Prefeitura e das organizações da sociedade da região. “Foi um investimento visionário, pensando na educação de nossos jovens, no desenvolvimento econômico da cidade”, lembra o prefeito Vitor Penido, ex-aluno, também prefeito naquela época e que foi o responsável pela doação do terreno.

Com a criação dos cursos de Administração e Ciências Contábeis, foi construída uma segunda sede, na Av. Oscar Niemeyer (antiga Alameda da Serra), inaugurada em 2001.

O professor Sidney Safe da Silveira, um dos fundadores do Cefos e seu presidente por vários anos, costumava dizer que a Milton Campos era uma faculdade “com os pés fixados em Nova Lima, mas com a cabeça no Brasil, pelo nível de excelência que atingiu”.

O empresário Luiz Hélio Lodi, cujo pai foi o responsável pela implantação do bairro Vila da Serra, lembra que o terreno em que a faculdade está construída foi doado como parte da área institucional, contrapartida social exigida do empreendedor para a aprovação do loteamento. Ele afirma que foi uma decisão “altamente positiva, pois a Milton Campos tem um conceito muito bom, que atrai pessoal de bom nível, e foi fator expressivo na consolidação do bairro”.

Para a atual diretora da faculdade, professora Lucia Massara, a opção por Nova Lima foi uma “decisão feliz” dos administradores da época, “pela visão correta sobre a necessidade de descentralização das instituições de ensino universitário”. Àquela época, lembra a professora, o número de cursos de Direito em Minas era reduzidíssimo, havendo apenas dois na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o da UFMG e o da PUC Minas. “A Milton Campos tornou-se uma opção importantíssima, especialmente por ter agrupado alguns dos mais importantes profissionais do Direito de então, o que lhe garantiu alta qualidade de ensino desde o início e garantiu sua consolidação”, diz a diretora.

Atualmente, a Milton Campos, com seus três cursos de graduação (Direito, Administração e Ciências Contábeis) bem avaliados e pós-graduação credenciada pela Capes, tem a cidade de Nova Lima como principal foco de suas atividades de extensão e oferece condições especiais de matrícula para os moradores da cidade. Entre outras ações relevantes, a faculdade inaugurou recentemente um Núcleo de Assistência Judiciária na sede da Prefeitura, para prestar assistência à população carente do município.

Começo difícil, resultado compensador

Em encontro recente para comemorar os 25 anos de formatura, os bacharéis que integraram a primeira turma a fazer todo o curso na sede atual relembraram os primeiros tempos, revelando que “eles não foram fáceis, pois o prédio estava isolado na região (o BH Shopping havia sido inaugurado recentemente), não havia transporte coletivo (a maioria dos alunos não tinha carro), as ruas sequer estavam asfaltadas e a escuridão imperava”.  Mas foram unânimes em afirmar que o sacrifício compensou, pela excelente qualidade do ensino recebido.

Ex-aluna dessa turma, a atual professora Mônica Aragão, por exemplo, afirmou que “a distância aproximou muito os colegas, éramos muito solidários, os que possuíam carro davam carona ou faziam rodízio com os veículos, dividindo a despesa da gasolina entre os caroneiros.” E complementa: “A Faculdade Milton Campos é uma “fábrica de sonhos”, na bela expressão do professor Décio Fulgêncio. Do sonho de seus fundadores, rompendo desafios e dificuldades, ela se fez realidade e há trinta anos no alto da montanha tem produzido muitos talentos e muitos amigos, tornando possível o sonho de muitos estudantes de se bacharelar em Direito.”

Já o bacharel Frederico Caldeira Ruas disse que a lembrança das instalações nos primeiros meses “é péssima”, mas tudo foi compensado “com um grupo de professores excepcionais.”

Patrícia Carsalade, por sua vez, se dizia “angustiada” pela falta de telefone, mas lembra que “perseguíamos o nosso sonho de sermos advogados. Foi muito bom! Professores inesquecíveis. Valeram o curso e os amigos que lá encontramos.”

Em seu depoimento, o bacharel Carlos Quintão comentou as dificuldades de acesso, o apelo às caronas para ‘subir o morro’ e concluiu: “Foram bons tempos de dificuldades, mas que nos ajudaram a nos tornar quem somos e valorizar nossas conquistas.”

Jacqueline Magalhães, por sua vez, também rememorou as dificuldades, mas disse que “com o tempo vimos que éramos parte do processo... Crescemos juntos com a instituição. Faltava tudo, mas não faltou calor humano. De tudo restou esse momento divino e inesquecível.”

Jornal Belvedere

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