18 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

O impacto do tabagismo sob o desenvolvimento mundial

Publicado em Saúde & Bem-estar
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Atualmente, matando quase seis milhões de pessoas por ano, o tabagismo aumenta a possibilidade de se contrair um tipo de HPV que provoca a maior parte dos cânceres de garganta associados ao vírus.

Um levantamento realizado no começo deste ano pelo Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que oito milhões de pessoas morrerão até 2030 em decorrência de doenças causadas pelo fumo, mais de 80% dessas mortes evitáveis atingirão a população de países de baixa e média rendas. Estes números impressionantes, juntamente dos riscos causados pelo tabagismo e políticas públicas para a redução do consumo de tabaco, são alguns dos principais assuntos a serem abordados pelo Dia Mundial Sem Tabaco, que foi celebrado no último dia 31 de maio.

Segundo o pesquisador e coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da UFMG e diretor clínico da Personal Oncologia de Precisão e Personalizada, o médico André Márcio Murad, cada vez mais é preciso encarar o câncer como um problema social brasileiro e mundial, pois o consumo de cigarro e os registros de câncer de pulmão têm aumentado bastante, principalmente entre as mulheres de todas as idades, apesar das restrições já impostas ao tabagismo. “Todas as nossas células sofrem agressões diárias. Mas, o organismo é tão inteligente, que temos genes autorreparadores. Porém, se o ataque é contínuo, a autorreparação vai cessar”, explica.

Ameaça ao desenvolvimento

Com o tema “Tabagismo – uma ameaça para o desenvolvimento”, o dia criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), procura incitar debates para demonstrar a amplitude da ameaça que a indústria do tabaco representa para o desenvolvimento sustentável de todos os países, sobretudo nas áreas da saúde e bem-estar econômico da população. Ainda por meio de atividades reflexivas, serão propostas medidas para a promoção da saúde e do desenvolvimento por meio do enfrentamento da crise global do tabaco.

A OMS solicita que os países priorizem e acelerem esforços para o controle do tabagismo como parte de suas responsabilidades para a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável. O controle do tabagismo é visto como uma forma efetiva para alcançar a meta 3.4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para reduzir em um terço as mortes prematuras causadas por doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs) globalmente até 2030, incluindo doenças cardiovasculares, câncer e doença pulmonar obstrutiva crônica.

Vários tipos de cânceres

Atualmente, matando quase seis milhões de pessoas por ano, o tabagismo aumenta a possibilidade de se contrair um tipo de HPV que provoca a maior parte dos cânceres de garganta associados ao vírus, segundo uma pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Um grande número de pessoas infectadas pelo HPV consegue combater a doença sem muitos problemas, mas em alguns casos, o vírus continua a atuar no organismo até causar doenças mais graves, como o câncer de colo do útero e tumores orais.

Outro câncer que possui origens no uso do tabaco, é o câncer de pulmão, pois a fumaça do cigarro possui mais de 5 mil substâncias químicas das quais cerca de 50 são cancerígenas. Somente 15 % dos fumantes terão câncer de pulmão, mas outras 57 doenças estão relacionadas com o hábito de fumar. A combinação destes fatores ligados ao consumo de cigarro pode colaborar para o aparecimento do câncer.

Jornal Belvedere

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