21 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

Pneumonia mata 1,6 milhão de pessoas no mundo

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Médicos alertam: vacina da gripe não exclui a necessidade de vacina pneumocócica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano morre 1,6 milhão de pessoas com pneumonia no mundo. Em Minas Gerais, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, em 2016, foram registrados 9.807 mil internações em decorrência de pneumonia e 2.519 mortes. A doença atinge, na maioria das vezes, idosos e crianças menores de 5 anos, mas pode também acometer pessoas de diferentes idades, levando a complicações e a óbito. A forma mais segura de proteção é a vacinação.

De acordo com o Calendário Oficial de Vacinação da Sociedade Brasileira de Imunizações, a vacina Pneumocócica deve ocorrer ainda nos primeiros anos de vida. “No sistema público de saúde a vacina oferecida é a Pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), que protege contra 10 sorotipos do pneumococo. A vacina particular é a Pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13), que protege contra 13 sorotipos. É uma vacina mais atual e segura. A primeira dose deve ser aplicada aos 2 meses de vida para as crianças e para os adultos após os 50 anos”, explica a Dra. Marilene Lucinda, médica responsável pelo setor de vacinas do Hermes Pardini.

A médica explica que o Programa Nacional de Imunização adotou, desde janeiro de 2016, o esquema de duas doses da VPC10 aos 2 e 4 meses de vida, com reforço aos 12 meses. Entretanto, crianças com esquema completo de VPC10 podem se beneficiar com uma dose adicional de VPC13 com o objetivo de ampliar a proteção. No caso VPC13, a Sociedade Brasileira de Imunização recomenda 3 doses da vacina, sendo aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforço no segundo ano de vida, e para os adultos uma dose após os 50 anos.

Ainda dentro do esquema vacinal, existe a vacina Pneumocócica Polissacarídica 23-valente (VPP23), que no sistema público só é oferecida para públicos específicos em situações de risco. Já nas clínicas privadas a VPP23 pode ser aplicada nos adultos acima de 60 anos e para pessoas com situações especiais de risco, em qualquer idade, mediante recomendação médica. Para o público maior de 60 anos a orientação é iniciar com uma dose da VPC13 seguida de uma dose de VPP23 entre seis a 12 meses.

A Dra. Marilene explica que apesar da definição dos públicos para a vacinação, pessoas que não estão indicadas nos grupos de riscos, também devem tomar a vacina. “Como temos percebido que a pneumonia tem acometido cada vez mais pessoas fora dos grupos indicados, recomendamos a vacinação. Nesse caso, só é possível na rede particular, pois a rede pública só atende ao grupo de risco”, orienta a Dra. Marilene.

Outro alerta feito pela médica é que a vacina da gripe não protege da pneumonia. “É muito importante esclarecer isso para a população, pois as pessoas, por falta de informação, acreditam que estando vacinadas da gripe estão protegidas da pneumonia, a vacina gripe protege contra o vírus Influenza e a vacina de pneumonia dá proteção contra os principais tipos da bactéria pneumocócica”, esclarece. O pneumococo é responsável for formas diferentes de doença, como otite, sinusite, meningite e pneumonia.

A médica também chama a atenção para a falta de consciência da população sobre a importância da vacinação. “A vacinação é de extrema importância para a prevenção de grande parte das doenças infectocontagiosas. É importante destacar que dentre os avanços no serviço de saúde no Brasil a vacinação tem sido a de maior impacto nas últimas décadas. ”

Sobre a pneumonia

A pneumonia é resultado de infecções que se instalam nos pulmões, provocadas pela penetração de um agente infeccioso no espaço alveolar. Podem ser causadas por bactérias, vírus, fungos, substâncias inorgânicas e por reações alérgicas. A forma mais comum é chamada de Pneumonia da Comunidade, uma infecção provocada por bactérias e contra a qual existe tratamento específico com antibióticos. Os sintomas são febre alta, tosse aguda, dor torácica, toxemia intensa e estado de prostração.

As pneumonias virais, geralmente, evoluem de forma mais benigna e não precisam de tratamento com antibióticos. As pneumonias bacterianas, normalmente, são mais graves, com sintomas mais intensos e prolongados, e se não tratadas com antibióticos podem evoluir para formas graves, com falência respiratória e óbito. É importante lembrar que a doença tem evolução rápida, sendo que nas pessoas idosas e crianças o quadro pode ser mais grave e requer cuidados específicos. Desde que convenientemente tratadas, as pneumonias não deixam sequelas.

INFORMAÇÕE E DÚVIDAS | Entre em contato com o atendimento ao cliente Hermes Pardini: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Jornal Belvedere

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