21 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

É preciso estar atento ao Câncer de Mama

Publicado em Saúde & Bem-estar
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A cada ano 60 mil novos casos de câncer de mama serão diagnosticados no Brasil, segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional de Câncer). 

É o câncer de maior incidência entre as mulheres e consequentemente o que mais mata, cerca de 15 mil anualmente no país. No mês mundial do Combate ao Câncer de Mama, o Outubro Rosa, a Dra. Gabriela Paiva, radiologista especializada em câncer de mama do Hermes Pardini, esclarece sobre essa doença que tanto atinge as brasileiras, mas que ainda provoca dúvidas e medo.

Se o câncer de mama for descoberto no início a chance de cura é maior?
Sim, os tumores de mama menores que 1 cm são potencialmente curáveis com cirurgia e radioterapia local. À medida que os métodos de imagem avançam (MMG/US e RM) conseguimos detectar lesões mais precoces, com dimensões inferiores a 1 cm, e por isso é um dos tumores com maior chance de cura.

O câncer de mama pode chegar à metástase óssea?
Um dos principais sítios de disseminação da doença é o osso.  Em casos de metástases ósseas o tratamento evoluiu bastante e a sobrevida aumentou muito nos últimos anos. A detecção das lesões ósseas de forma precoce permite um tratamento mais adequado. Os principais métodos de diagnósticos utilizados são a cintilografia (CGT) e o PET-CT. A CTG detecta lesões blásticas e o PET-CT detecta melhor as lesões líticas.

Maus hábitos, como alimentação incorreta, consumo de álcool e cigarro, têm relação com o câncer de mama? E pancadas fortes?
Traumas locais não estão associados com câncer de mama. O uso de anticoncepcional, o tabagismo, o consumo de álcool e a obesidade são considerados fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Mulheres acima do peso têm três vezes mais chances de desenvolver o câncer de mama.

Qual a diferença da ultrassonografia para mamografia?
A mamografia (MMG) exige compressão e tem radiação. Normalmente é feita em pacientes acima de 40 anos e anualmente. A ultrassonografia (US) não tem radiação, sendo utilizada em pacientes jovens com queixas palpáveis e como complemento de MMG para avaliar mamas densas. Em pacientes de alto risco, o rastreamento do câncer de mama pode ser feito com a mamografia e a ressonância magnética.

A mama mais densa realmente dificuldade a mamografia?
Sim, as mamas densas reduzem a sensibilidade da mamografia e muitas vezes precisamos da US para complementar o estudo.

Existe alguma chance de a mamografia não diagnosticar o câncer no estagio inicial?
Sim, existe, especialmente, em casos de mamas densas e lesões muito posteriores. A qualidade do aparelho também interfere bastante, especialmente para detectar microcalcificações, que é uma das formas de manifestação do câncer de mama em estágio inicial.

A mulher com câncer de mama pode amamentar (há risco de as células cancerosas serem transmitidas para o bebê)?
Sim, a mulher pode amamentar e não existe risco das células malignas serem transmitidas para o bebê. Usualmente quando o diagnóstico é feito na gravidez, a paciente inicia a quimioterapia logo após o parto e não amamenta. Quando o diagnóstico é feito depois que o bebê nasceu e ele já alimentou na mama com câncer, não há risco para ele. Acho que a resposta deveria ser só que não há risco para o bebê.

Qual a diferença de quimioterapia para a radioterapia?
Existe uma diferença grande. A quimioterapia pode ser oral ou venosa e a radioterapia é realizada na mama, ou seja, localmente, por um aparelho que vai emitir uma radiação e queimar as células malignas.

Quais as novidades com relação os métodos de diagnóstico?
Sim, atualmente, existem técnicas evoluídas que permitem o diagnóstico precoce e preciso como a Tomossíntese, que proporciona imagens em 3D, evoluções na Ressonância Magnética, nos aparelhos de Ultrassonografia com alta resolução, que permitem o diagnóstico de lesões milimétricas, e ainda a Medicina Nuclear com o PET-CT, que é utilizado especialmente para detectar lesões à distância e resposta a quimioterapia.

Alguma novidade com relação ao tratamento?
Agora, com o diagnóstico do perfil biológico do tumor, sabemos se ele responderá melhor a hormonioterapia ou a determinado tipo de quimioterapia, o que permite um tratamento mais individualizado e eficaz.

Todas as mulheres que realizam teste genético e tem predisposição para a doença podem fazer a mastectomia, mesmo sem a doença ter se instalado? É recomendável ou existe algum risco?
Mulheres com teste genético positivo têm que ser avaliadas de forma muito cuidadosa. Algumas têm indicação de mastectomia profilática, mas não são todas. Somente o geneticista e o mastologista analisando o teste individualmente podem responder a essa questão. É uma cirurgia delicada que envolve riscos e só deve ser feita com indicação precisa.

A radiação emitida pela mamografia causa câncer?
Não, a radiação emitida pela mamografia não aumenta o risco de câncer de mama. A dose é muito baixa e dirigida para a mama. Existem vários estudos mostrando que não há riscos aumentados.

Amamentar protege a mama do câncer?
A amamentação é um dos fatores que contribui para redução do risco, mas a sua importância é pequena. Atualmente, o que principal fator de proteção é o exercício físico, que reduz o risco de morte por câncer de mama em até 30%.

O implante de próteses de silicone aumenta as chances de o câncer aparecer?
O implante de prótese não aumenta o risco de câncer de mama. Pacientes com implantes devem realizar a MMG de forma rotineira, assim como aquelas com mamas densas devem fazer.

INFORMAÇÕE E DÚVIDAS | Entre em contato com o atendimento ao cliente Hermes Pardini: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Jornal Belvedere

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