18 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

O que fazer quando o amigão vira passageiro?

SEGURANÇA | A ergonomia do cinto tipo peitoral faz com que o tranco, em caso de freada brusca, seja distribuído de uma forma nivelada no corpo do animal SEGURANÇA | A ergonomia do cinto tipo peitoral faz com que o tranco, em caso de freada brusca, seja distribuído de uma forma nivelada no corpo do animal
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Por Eduardo Aquino
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Sabe aquela cena do cãozinho nos braços do motorista, com a cabeça para fora do carro, tomando aquele ventinho no focinho? Embora pareça uma cena inocente, um momento de completa interação entre o dono e o cachorro, ela pode causar um grave acidente. A maneira segura de transportá-lo é dentro de uma caixa, preso em um cinto de segurança ou em uma cadeirinha.

Infelizmente, as cenas que mais vemos nas grandes cidades são cães transportados de forma incorreta e insegura: com a cabeça para fora do carro, seja nos braços do motorista ou do passageiro; ou solto no banco traseiro ou na caçamba de uma picape. Se você gosta mesmo do seu bicho de estimação, a dica é: não deixe ele solto dentro do veículo. O risco de acidente é alto e você ainda corre o risco de receber multa prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Em caso de uma freada brusca ou em uma batida, o animal pode se ferir ou ferir de forma grave as pessoas que estão dentro do veículo. Por exemplo, um cão que pesa oito quilos pode chegar a pesar quarenta quilos, ou mais, dependendo da velocidade em que ocorrer o choque, pois o peso dele vai aumentar de acordo com a velocidade. Imagine que o cão esteja solto no banco traseiro e, na batida ou freada, seja arremessado de encontro ao motorista ou passageiro. Um estrago, não é mesmo?

Não dê mole para o azar e, mesmo naqueles trajetos curtos até a padaria, até aquela praça pertinho de casa, onde o bicho gosta de passear, coloque ele naquelas caixas próprias para transportá-lo. E prenda a caixa no cinto do carro, certificando-se que ela esteja bem presa. Existem caixas para todos os tamanhos de cães. Antes de realmente utilizar a caixa pela primeira vez, é aconselhável acostumá-lo àquele ambiente antes do passeio e de forma gradativa, para evitar um motivo a mais de estresse do bichinho.

Outra forma segura de transportar o seu pet é o cinto peitoral, desenvolvido especialmente para cães. Por causa da ergonomia do próprio peitoral, o tranco é distribuído de uma forma nivelada no corpo do animal. O cinto fica preso com um adaptador na fivela do cinto e permite que o animal tenha um pouco mais de liberdade no banco de trás. Essa opção combina bem com cães de porte médio e grande. A dica é não esquecer de adaptar o tamanho da alça para não deixá-la frouxa demais e evitar que o animal caia atrás do banco.

Para os cães pequenos, até dez quilos de peso, a cadeirinha pode ser uma boa opção. Cadeirinha? Isso mesmo, existe cadeirinha para cães! Ela é chamada de assento cadeirinha, que também evitam que o bichinho fique solto no banco de trás. A cadeirinha pode ser facilmente encaixada no banco, tem fivela de regulagem e é compatível com o cinto de segurança. Por serem acolchoadas, proporcionam também conforto para os cães.

Se não doer no coração, vai doer no bolso transportar o cãozinho de forma incorreta e insegura. De acordo com o artigo 235 do Código de Trânsito Brasileiro, conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, com exceção dos casos devidamente autorizados, é infração grave, gerando multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira de motorista. Já o artigo 252, diz que dirigir com o braço para fora, pessoas, animais ou objetos, à esquerda ou entre braços e pernas do condutor, gera uma multa de R$ 85,13 e quatro pontos na CNH. Portanto, não dê chance para o azar e cuide bem do seu cão quando ele virar passageiro do seu carro.

Jornal Belvedere

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