23 Nov, 2017 Última atualização em 1:26 PM, Nov 13, 2017

Jeep Compass 2.0 Flex • No compasso do tubarão-tigre

MARCANTE | O Compass tem estilo elegante, com a grade dianteira que traz o DNA inconfundível da marca Jeep MARCANTE | O Compass tem estilo elegante, com a grade dianteira que traz o DNA inconfundível da marca Jeep
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Por Eduardo Aquino
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Andamos na versão Longitude do Jeep Compass equipada com o motor 2.0 Flex Tigershark (tubarão-tigre, em inglês) e câmbio automático de seis velocidades, que formam uma boa combinação. Destaques para o bom nível do acabamento interno e para a recheada lista de equipamentos de série, incluindo sistema multimídia com tela de 8,4 polegadas e sensor de pressão dos pneus. Por outro lado, o consumo é um pouco elevado.

 

O Compass foi o primeiro modelo do grupo FCA a ser equipado com o motor Tigershark 2.0 16V Flex, que é produzido no México. Trata-se de um motor moderno, com bloco e cabeçote em alumínio, duplo comando de válvulas no cabeçote e duplo variador de fase. Para poder rodar com apenas o combustível derivado da cana, o Tigershark teve receber 20 mudanças, incluindo o aumento da taxa de compressão (de 10,2:1 para 11,8:1) e o uso de novos componentes e materiais. O famigerado tanquinho também foi abolido (e substituído por um sistema de aquecimento do combustível) e dar a partida com somente etanol no tanque não é problema, mesmo em baixas temperaturas.

Na prática, ao rodar com o Compass Longitude equipado com esse motor podemos perceber que o seu fôlego é bem maior do que o 1.8 e.TorQ que que equipa o Jeep Renegade e a Fiat Toro. Não chega a ser um desempenho esportivo, mas proporciona retomada e acelerações mais rápidas (segundo dados da FCA, com etanol no tanque, a aceleração de 0 a 100km/h é feita em 10,6 segundos). Mas, para isso, é preciso recorrer às trocas manuais sequencias do câmbio automático, que podem ser feitas por toques na alavanca ou por meio das “borboletas” junto ao volante. Também chama a atenção o funcionamento suave e o baixo nível de ruídos dentro da cabine.

Outro ponto positivo do Compass Tigershark é a dirigibilidade, principalmente no trânsito urbano, onde demonstrou agilidade. Isso se deve às trocas sequenciais e a ampla faixa de torque (a partir das 2.000rpm, o motorista já tem à sua disposição 86% da força total, ou seja, do torque máximo de 20,5kgfm). Por outro lado, mesmo com as inovações citadas pela Fiat que contribuem para a economia de combustível (duplo variador de fase, bloco de alumínio etc.), o computador de bordo registrou índices de consumo um pouco elevados: com gasolina, ar ligado e somente o motorista, não passou de 7km/l na cidade e de 9,2km/l na estrada.

Ao rodar por pisos ruins, entrou em cena o bom acerto da suspensão independente nas quatro rodas (com sistema McPherson na frente e atrás), que consegue absorver bem as irregularidades sem comprometer a estabilidade. No início, nas curvas mais fechadas parece que a carroceira vai rolar, mas o Compass é firme e transmite confiança. Também está bem acertado o sistema de direção (com assistência elétrica progressiva), que facilita as manobras e deixa um bom peso em altas velocidades.

Por dentro, o modelo tem o mesmo bom nível de acabamento dos outros Compass. Os comandos estão bem posicionados. Destaque para a tela central do sistema multimídia de 8,4 polegadas, possibilitando uma boa visualização de todas as funções (GPS, mídia, rádio etc.). O volante tem boa pega e abriga os comandos de áudio e telefone. O espaço interno oferece conforto para cinco adultos, mas quem senta no meio do banco traseiro é incomodado pelo apoio de braço embutido no encosto. Uma boa sacada é o porta-objetos sob o banco do passageiro da frente, que possibilita ocultar dos ladrões bolsas, mochilas, celulares e outras coisas.

A lista de equipamentos de segurança é razoável, incluindo sistema Isofix, com dois pontos para fixar cadeiras infantis; controles de tração e estabilidade, câmera de ré e sensor de pressão dos pneus. Mas ela fica completa mesmo é com os airbags laterais, de cortina e para joelhos do motorista, que são opcionais. Na versão Limited, que tem preço inicial de R$ 129.990, a relação fica mais sofisticada com os itens opcionais, como piloto automático adaptativo, alerta de mudança de faixa e farol alto automático (AHB).

Ficha Técnica

Motor – Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 1.995cm³ de cilindrada, 16 válvulas, que gera potências de 159cv (gasolina) e 166cv (etanol) (a 6.200rpm) e torques máximos de 19,9kgfm (gasolina) e 20,5kgfm (etanol) (a 4.000rpm)
Câmbio – Automático de seis marchas
Suspensão – Do tipo McPherson na dianteira e na traseira
Direção – Assistência elétrica
Freios – A disco nas quatro rodas, sendo ventilado na dianteira e sólido na traseira
Dimensões – Comprimento, 4,41m; largura, 1,81m; altura, 1,63m; e entre-eixos, 2,63m
Rodas – De liga de 18 polegadas, calçadas com pneus 225/55 R18
Tanque – 60 litros
Porta-malas – 410 litros (dado da Jeep)
Peso – 1.541 quilos • Preço – R$ 112.490.

Última modificação em Terça, 11 Julho 2017 16:33
Jornal Belvedere

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