21 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

Fiat Mobi GSR • Apertemos os botões, a alavanca sumiu!

IMPONENTE | Na frente, destacam-se os grandes faróis com máscara negra e a grade com pintura na cor Preto Ônix IMPONENTE | Na frente, destacam-se os grandes faróis com máscara negra e a grade com pintura na cor Preto Ônix
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Por Eduardo Aquino
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Andamos na versão com câmbio automatizado do Mobi. Embora ainda tenha aqueles “soluços” entre as trocas de marcha, o câmbio robotizado GSR tem opções de troca manual junto ao volante e representa uma evolução do já conhecido Dualogic. Mas a estrela principal do pequenino da Fiat é a economia de combustível, proporcionada principalmente pelo motor 1.0 Firefly de três cilindros.

Primeira pergunta ao entrar no compacto da marca italiana: Cadê a alavanca que estava aqui? Isso mesmo! No lugar da tradicional alavanca, o Mobi GSR (sigla em inglês de Gear Smart Ride) tem um console com cinco botões: o “D”, de drive, para dirigir normalmente; o “A/M”, para selecionar entre o modo manual e o automático; o “N”, para colocar o neutro, o chamado “ponto morto”; o “R”, para engatar a marcha à ré; e o “S” para trocas esportivas.

Na prática, percebe-se que, em relação à geração anterior do Dualogic, houve sim uma evolução, principalmente no modo mais suave com que o câmbio realiza as trocas e na resposta mais rápida ao Kick down (aquela manobra que você usa par reduzir as marchas, pisando no pedal de acelerador até o fundo). Ainda há aqueles “soluços” (pequenos trancos que causam pequenos incômodos), mas eles se manifestam de forma mais branda. Verdade seja dita, com o tempo de uso, o motorista vai adaptando a sua forma de dirigir ao GSR e tornando menores esses inconvenientes.

Um ponto positivo desse câmbio, que contribui para a agilidade, é a possibilidade de trocas manuais por meio de alertas junto ao volante (mesmo sistema adotado no Uno). Com as trocas manuais, o motorista consegue respostas melhores aos comandos do acelerador. Outra novidade interessante, principalmente para quem mora em cidades que tenha muitas ladeiras, é que o GSR tem um sensor de inclinação que possibilita identificar o grau de dificuldade de uma subida e decidir pela melhor marcha. Isso deixou o câmbio menos indeciso em relação à geração anterior do Dualogic.

Se por um lado o câmbio GSR não contribui para um bom desempenho do motor 1.0 Firefly (de três cilindros e 6 válvulas, com potências de 72cv com gasolina e de 77cv com etanol) em acelerações e retomadas de velocidade, por outro ele ajuda o propulsor a garantir marcas elogiáveis de economia de combustível. Segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro, o Mobi 1.0 GSR registrou 9,8km/l na cidade e 11,1km/l na estrada quando abastecido com etanol; e 14,0km/l na cidade e 15,9km/l na estrada quando está com gasolina no tanque.  

Também são positivos a boa calibragem da direção elétrica, tanto na estrada quando na cidade, onde o motorista aperta a tecla City (no painel central) para deixá-la bem leve nas manobras. Aliás, o Mobi é um urbano legítimo e, com suas reduzidas dimensões, ganha mobilidade nos grandes centros e facilidade na hora de buscar uma vaga para estacionar. A suspensão é um pouco ruidosa mas tem um bom compromisso entre conforto e estabilidade. Já o espaço interno é limitado no banco traseiro, que não acomoda com conforto pessoas com mais de 1,80m; e no porta-malas, que tem capacidade para apenas 215 litros.

O acabamento é compatível com a proposta mais despojada de um carro de entrada. A lista de equipamentos de série inclui, ar-condicionado, coluna de direção com regulagem de altura, direção elétrica e computador de bordo. Entre os opcionais, estão os kits Tech (chave canivete, faróis de neblina, alarme, sensor de estacionamento traseiro, compartimento removível no porta-malas e rodas de liga leve de 15 polegadas), que custa R$ 3.864; e o Tech Live On (sistema de conectividade via Bluetooth® com rádio e aplicativo para smartphones com sistema IOS e Android, entrada USB e predisposição para rádio), que sai por R$ 1.568. Se somar todos os opcionais e a pintura perolizada, o preço final vai para R$ 52.225, que é um pouco salgado para um compacto do porte do Mobi.

Ficha Técnica

Motor – Dianteiro, transversal, três cilindros em linha, 6 válvulas, 999cm³ de cilindrada, que gera potências de 72cv (gasolina) e de 77cv (etanol); e torques de 10,4kgfm (gasolina) e 10,9kgfm (etanol)
Câmbio – Tração dianteira e câmbio automatizado, de cinco marchas
Suspensão – Sistema McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
Freios – A disco na dianteira e tambor na traseira
Direção – Assistência elétrica
Rodas e pneus – De liga leve de 14 polegadas, calçadas com pneus 175/65 R14
Dimensões – 3,56 de comprimento, 1,63 de largura, 1,50 de altura e 2,30 de entre-eixos
Tanque – 47 litros
Porta-malas – 215 litros
Peso – 965 quilos
Preço – R$ 45.450. Com todos os opcionais e pintura perolizada, sobre para R$ 52.225

Jornal Belvedere

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