23 Jul, 2017 Última atualização em 4:44 PM, Jul 12, 2017

Moradores reclamam de cervejaria no Belvedere

FÁBRICA | Moradores alegam que cervejaria é completamente irregular no bairro, pois a lei não permite esse tipo de negócio em área residencial FÁBRICA | Moradores alegam que cervejaria é completamente irregular no bairro, pois a lei não permite esse tipo de negócio em área residencial
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Uma cervejaria artesanal instalada na Rua Professor Pedro Aleixo está trazendo transtornos para os vizinhos que já fizeram abaixo-assinado, denúncias na Prefeitura de Belo Horizonte e no Ministério Público.

Moradores da Rua Professor Pedro Aleixo, no Belvedere, estão incomodados com uma atividade dentro de uma residência, onde também funciona um escritório de advocacia. Segundo eles, o fundo da casa foi transformado em uma fábrica de cerveja artesanal e no local, há mais de cinco meses, a fabricação da bebida está sendo feita, onde estão contidos uma caleira, toneis e vários barris onde o produto é guardado.

Um morador ao lado do imóvel, informou que o cheiro da cevada, o barulho da máquina em processar a bebida e o arraste dos barris têm incomodado bastante, a tal ponto que chegaram a fazer um abaixo-assinado que foi encaminhado à Associação de Moradores do Bairro Belvedere (AMBB). Segundo o presidente da Associação, Marco Tullio Braga, a tal fábrica de bebida já foi denunciada à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e realizados vários boletins de ocorrência e até foi motivo de uma representação, há três semanas, junto ao Ministério Público e Minas Gerais (MPMG). “Estamos falando de algo completamente irregular no bairro, pois a lei não permite esse tipo de negócio, uma fábrica de bebida no Belvedere”, afirmou Marco Tullio Braga. A AMBB aguarda um posicionamento do MP para encerrar com a atividade no imóvel.

Segundo o morador, que prefere não se identificar, o local abriga também festas e bandas de música. “Na porta sempre está uma caminhonete com a marca da cerveja estampada e o telefone do delivery. Além disso, já entrei em contato com a Copasa porque havia descarte do restolho dos líquidos diretamente na rede pluvial.

Maria de Lourdes Carvalho, uma senhora cuja residência faz divisa com o muro dos fundos da cervejaria, disse que já perdeu a conta das reclamações que fez junto à PBH, através da Secretaria de Regulação Urbana. Ela, que encontra-se em recuperação de uma cirurgia para colocação de prótese no quadril, disse que não aguenta mais conviver com tanto transtorno de festas com música alta e com o barulho das caldeiras – que são uma espécie de compressores que mantém a refrigeração – e os estampidos altos que vem de dentro da tal fábrica. “O incômodo é tão grande que já atinge os moradores das ruas Carlos Pereira da Silva e Geraldo Mascarenhas. Sentimos um cheiro de queima de papel initerruptamente. Há uma moradora, inclusive, com um recém-nascido, que teme por uma reação alérgica do bebê”, declarou.

O OUTRO LADO

Proprietário afirma que vai transferir a fábrica

O JORNAL BELVEDERE procurou o empresário Henrique Neves, proprietário da Laut Premium Beer, para saber sobre a atividade. Ele informou que a produção da bebida até então era feita na cidade de Santa Luzia e que apenas os testes com a cerveja eram feitos no espaço aos fundos de um escritório de advocacia, no Belvedere.

“No Belvedere, estamos apenas com panelas caseiras para consumo próprio. As atividades no bairro serão encerradas e serão transferidas para o Jardim Canadá, na Rua Kelsey, 96, onde todo o processo de produção será feito, a partir de abril. Já recebemos a fiscalização da prefeitura e os testes estavam incomodando os moradores. Assim, vamos fazê-los junto com toda a produção na fábrica no Jardim Canadá” declarou Henrique Neves.

 

Jornal Belvedere

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