21 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

Associação alerta sobre infestação da ave nas praças do Belvedere

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Associação de Amigos do Bairro Belvedere (AABB) está solicitando que moradores não alimentem os pombos que são constantemente encontrados nas ruas, praças e áreas de lazer do bairro. População do pássaro cresce muito rápido e isso pode tornar um grave problema de saúde pública.

A Associação de Amigos do Bairro Belvedere (AABB) faz um alerta aos moradores para não alimentarem os pombos na região da Lagoa Seca ou mesmo em ruas do bairro e até na Praça Marcelo Góes Menicucci, em frente ao BH Shopping. Por desinformação, muitos acreditam estar praticando o bem, quando na verdade estão promovendo o aumento do número desses pássaros e colocando em risco a saúde pública. Diariamente, são vistos números maiores de aves disputando os fartos banquetes que são disponibilizados pela população, causando um problema de ordem sanitária.

Os pombos podem transmitir diversas doenças por meio de um fungo chamado Cryptococcus neoformans, a Criptococose, doença infecciosa provocada especialmente pela inalação de poeira contendo fezes de pombos. Apesar de não ser contagiosa, a Criptococose compromete, sobretudo, o pulmão, ocasionando o mau funcionamento do sistema nervoso central, causando alergias, micose profunda e até meningite subaguda ou crônica, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Infestação

“Muitos moradores durante suas caminhadas, assim como os visitantes ao bairro, sem conhecer os riscos e doenças que a presença dos pombos pode causar à população, estão alimentando essas aves e isso está tornando um problema. Primeiro, porque com a facilidade de alimentos eles tendem a atrair novos pássaros. Depois, porque isso proporciona a procriação rápida e uma nova população de pombos está sendo formada a cada dia. A Associação de Amigos do Belvedere está buscando alternativas para combater essa infestação”, esclarece Ubirajara Pires, presidente da AABB.

Segundo o ele, a facilidade de alimentos para esses pássaros favorece a formação de bandos vindos de regiões diferentes da cidade e muitos deles procuram os telhados das casas para fazerem seus ninhos. “Ou seja, torna-se uma situação sem controle, pois os seus predadores são as aves de rapina como gaviões e falcões, pouco encontrados por aqui.”

Para Ubirajara o grande problema é a população querer alimentar os pombos: “Isso vai facilitar a permanência deles, e uma vez estabelecidos nesta região será difícil exterminá-los”, alertou. Ele lembra ainda que além das doenças transmitidas pelos fungos e pelos piolhos de pombo, as fezes costumam corroer telhados e os espaços públicos. E que o ácido branco que fica nas fezes desses pássaros pode danificar prédios e até mesmo automóveis.

Uma dica para quem já identificou a presença dessas aves em suas residências é manter limpos e desinfetados os lugares possíveis onde eles possam fazer seus ninhos, além de colocar telas em pontos estratégicos que eles possam entrar para fazerem os ninhos. Outra dica são os repelentes sonoros, que são dispositivos criados especialmente para produzir barulhos estridentes, não audíveis pelos humanos, mas que espantam os pombos.

Doenças transmitidas pelos pombos

Os pombos são aves que vivem com facilidade nas cidades, morando em edificações onde costumam fazer seus ninhos em telhados, forros, caixas de ar condicionado, torres de igrejas e marquises. Causam prejuízos por danificar as estruturas dos prédios.

Por serem simpáticos e símbolos da paz, algumas pessoas gostam de alimentá-los com restos de comida, pão, pipocas, que são alimentos inadequados e prejudicam a saúde dos animais, além de viciá-los.

Os técnicos e biólogos do Ministério da Saúde lembram que “como dificilmente são caçados por outros animais, a população de pombos cresce muito rápido e o aumento de sua quantidade tornou-se um grave problema de saúde, pois, podem causar várias doenças graves que podem levar à morte ou deixar sequela”.

Os médicos do Ministério da Saúde recomendam e orientam que “é importante evitar o contato com os pombos de rua porque as doenças causadas por eles incluem cegueira, infecções no cérebro, dos pulmões e dos intestinos. A forma mais comum de infecções causadas pelos pombos é feita pelas vias respiratórias, através da inalação das fezes secas depositadas nos mais variados lugares, como em carros, chãos, janelas e calçadas. Porém, outro modo de contaminação é através do piolho dos pombos que podem cair sobre as pessoas quando eles voam”.

As principais doenças transmitidas pelos pombos são

• Criptococose
• Histoplasmose
• Salmonelose
• Ornitose
• Toxoplasmose
• Dermatites
• Alergias
• Psitacose
• Tuberculose
   avícola

Jornal Belvedere

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