28 Jun, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Jun 23, 2017

Mutirão antigatos • Cemig combate irregularidades no Belvedere

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A Cemig realizou mais um mutirão contra irregularidades nas medições de energia, além de suspensões do fornecimento de energia por inadimplência em Belo Horizonte.

Desta vez, o local inspecionado foi bairro Belvedere, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. E acreditem: 20% das casas e estabelecimentos visitados pelo mutirão antifraudes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) estava adotado o sistema conhecido popularmente como “gato”.

Em apenas dois dias (18 e 19 de abril), mais de 40 inspeções por suspeita de ligação clandestina, os famosos “gatos”, e 100 cortes de luz por falta de pagamento foram realizados no bairro de classe alta de BH. As fraudes impactam diretamente na tarifa de quem está em dia com a Cemig, isto é, quem paga regulamente a sua conta, na verdade, está contribuindo para quem faz o chamado “gato”.

A Cemig não divulgou os nomes dos consumidores que estavam fazendo “gatos” no bairro, alegando que estaria quebrando uma cláusula de confiabilidade resguardada por lei, mas que após o processo instalado na Justiça, torna-se público. Entretanto, a setor da Gestão e Controle da Medição ressaltou que muitos dos casos foram registrados em residências, mas que teve registros também no segmento comercial.

Segundo o gerente de Gestão e Controle da Medição e das Perdas Comerciais da Distribuição da Cemig, Marco Antônio de Almeida, a conta de luz dos clientes da estatal poderia ser até 5% menor se não houvesse ligações irregulares e clandestinas na área de concessão da energética. “O prejuízo é rateado entre a Cemig Distribuição e todos os consumidores adimplentes, diminuindo os ganhos da distribuidora e encarecendo a tarifa para aqueles que usam a energia de maneira honesta”, justifica.

É crime

O funcionário da Cemig, lembra que se forem confirmadas as irregularidades analisadas nas inspeções, os infratores podem responder criminalmente, já que a intervenção é crime conforme o artigo 155 do Código Penal e prevê multas, pena de um a oito anos de reclusão e a obrigação do ressarcimento de toda a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa.

Última modificação em Quinta, 27 Abril 2017 10:40
Jornal Belvedere

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