25 Sep, 2017 Última atualização em 4:59 PM, Sep 12, 2017

Ervas-de-passarinho ameaçam árvores no Belvedere

COMBATE  | As ervas-de-passarinho ao serem avistadas  precisam ser combatidas urgente com podas COMBATE | As ervas-de-passarinho ao serem avistadas precisam ser combatidas urgente com podas
Publicado em Meio Ambiente
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Parasita difícil de ser combatida e que sugam a seiva de espécies até destruir completamente as árvores onde estão abrigadas, vem se tornando um problema para os moradores que pedem providência para a PBH.

Quem passa por algumas ruas do Belvedere I, como Péricles Vieira de Souza, Zuzul Angel e Carlos Pereira, percebem logo que algumas plantas estão sobrepondo as copas das árvores e, em alguns casos, ultrapassando o perímetro das calçadas alcançando as áreas internas de algumas residências. E, ao contrário de serem inofensivas, essas pequenas plantas são na realidade uma grave ameaça às árvores, pois proliferam com rapidez sobre os galhos, tomando conta de tudo. São as ervas-de-passarinho, um tipo de parasita difícil de ser combatido que suga a seiva de espécies até destruir completamente as árvores onde estão abrigadas. Além das árvores, plantas como as azaleias e jacarandás são outras espécies preferidas por essa praga.

O problema já foi levado para à Gerência de Parques e Jardins da Prefeitura de Belo Horizonte pela Associação de Moradores do Bairro Belvedere (AMBB) que enviou nos últimos dias uma equipe para proceder algumas podas. Alguns moradores também chegaram a acionar a PBH ao observar o descuido com as árvores urbanas e por entender a gravidade desse problema. “Fizemos vários contatos por telefone com a prefeitura, para sensibilizar sobre esse problema e conseguir uma solução. Todos os anos, as ervas são vistas em ruas diferentes do bairro e por causa do período chuvoso tendem a se proliferar mais nas copas onde estão abrigadas”, observou uma moradora da Zuzu Angel. “É um absurdo o descuidado com as ruas, com a arborização e com a cidade. Pagamos o mais alto IPTU do município e por isso precisamos que os serviços públicos sejam regulares”, desabafou a moradora.

Contaminação é rápida

De acordo com a EMATER tão logo as ervas-de-passarinho são avistadas elas precisam ser combatidas urgente com podas, pois a contaminação é rápida e frequente. Essas plantas são um tipo de vegetal que possui inúmeras espécies e é transmitida de uma árvore a outra através do excremento dos passarinhos. Segundo os técnicos da Empresa, os passarinhos ao se alimentarem das sementes da planta, fabricam suco gástrico que favorece a germinação da erva daninha.

Ainda segundo a EMATER, em alguns casos, a erva produz raízes que abraçam os troncos e penetram no caule causando a degeneração da planta. E o combate é feito exclusivamente através da poda, preferencialmente, no período do inverno, quando as folhas da erva-de-passarinho ficam mais visíveis que a planta onde ela se abrigou. E, uma vez hospedada ela vai querer sugar água, luz e nutrientes das árvores. Portanto, quanto maior a infestação mais difícil será a poda.

Combate

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que mantém sempre os serviços essenciais à arborização da cidade, sendo que a intervenção mais frequente é poda. E que esta prática “possui diversas finalidades: a poda de condução visa dar equilíbrio à copa e adequá-la ao espaço disponível e a poda de manutenção pode ser preventiva, para evitar danos à rede elétrica ou a iluminação pública ou para a retirada de galhos danificados ou com ataque de erva de passarinho.”

E que busca “sempre combater a praga das árvores em locais onde foram indicados por moradores, mas que é preciso haver uma colaboração também da população para eliminar pragas dentro de seus terrenos e quintais. Em alguns casos, não podemos fazer a poda porque o problema está em terreno particular”, justificou a PBH.

Jornal Belvedere

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