18 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

CSul investe R$10 milhões em estudo inédito sobre disponibilidade hídrica na região da Lagoa dos Ingleses

REGIÃO DA LAGOA DOS INGLESES | O Programa de Pesquisa e Monitoramento dos Recursos Hídricos visa quantificar previamente à implantação do projeto, a disponibilidade hídrica da região, garantindo tanto o uso racional dos recursos hídricos quanto sua conservação REGIÃO DA LAGOA DOS INGLESES | O Programa de Pesquisa e Monitoramento dos Recursos Hídricos visa quantificar previamente à implantação do projeto, a disponibilidade hídrica da região, garantindo tanto o uso racional dos recursos hídricos quanto sua conservação
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Empresa também destina 3 milhões e 200 mil m² para a implantação de uma Unidade de Conservação na Serra da Moeda

O Programa de Pesquisa e Monitoramento dos Recursos Hídricos da CSul tem como objetivo garantir tanto o uso racional dos recursos hídricos quanto sua conservação; A CSul também propõe a criação de uma Unidade de Conservação na Serra da Moeda que visa preservar o bioma da região, estimular o local como fonte de pesquisa científica e promover um destino turístico.

Com o compromisso de utilizar conceitos de sustentabilidade em todas as etapas de seu projeto, a CSul está desempenhando uma iniciativa inédita no Brasil no segmento de desenvolvimento urbano, o Programa de Pesquisa e Monitoramento dos Recursos Hídricos na região da Lagoa dos Ingleses. A iniciativa visa quantificar previamente à implantação do projeto, a disponibilidade hídrica da região, garantindo tanto o uso racional dos recursos hídricos quanto sua conservação. Diante da criação de uma nova centralidade que propõe a implantação de um conjunto de bairros planejados que privilegiam a relação harmônica com os recursos naturais, a CSul aderiu a uma proposta do órgão licenciador para implantar um projeto que proporcionará maior conhecimento sobre os recursos hídricos em sua região de atuação. De acordo com o Presidente da CSul, Maury Bastos, mesmo sem obrigação legal, a empresa está investindo aproximadamente R$ 10 milhões para a realização desse estudo que consiste na perfuração de poços tubulares profundos, piezômetros, pluviógrafo automatizado com dados diários e uma rede de monitoramento superficial e subterrânea composta por até 40 pontos. “A proposta é analisar os dados por dois ciclos hidrológicos e fazer simulações dos cenários de ocupação através de modelos matemáticos para se ter uma real quantificação da disponibilidade hídrica e também entender o comportamento do aquífero da região frente ao desenvolvimento urbano proposto”, afirma. Além disso, concordando e convergindo com as reivindicações governamentais, sociedade civil e organizações não governamentais (ONG’s) que se comprometem com a proteção do meio ambiente, a CSul já formalizou sua intenção de criação de uma Unidade de Conservação na Serra da Moeda, para a preservação de uma área de aproximadamente 3 milhões e duzentos mil metros quadrados, o equivalente a 300 campos de futebol. A expectativa é de que a Unidade de Conservação, após implantada, seja utilizada como fonte de pesquisa científica, preservação do bioma da região e promoção dessa reserva como destino turístico, estimulando as atividades de lazer, bem como geração de emprego e renda para as cidades do entorno.

Recursos Hídricos

O Programa de Pesquisa e Monitoramento dos Recursos Hídricos, fará a análise dos dados mensais que trarão uma evolução do conhecimento que se tem até hoje. Essas informações auxiliarão na identificação de fontes potenciais capazes de atender à demanda de abastecimento do empreendimento, sem trazer prejuízos ao meio ambiente e à região. “O programa foi iniciado no segundo semestre de 2016 e segue todas as orientações dos técnicos da Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram), órgão responsável por licenciar, supervisionar, orientar e executar as atividades relativas à política estadual de proteção do meio ambiente e de gerenciamento dos recursos hídricos. Para acompanhar periodicamente o comportamento dos recursos hídricos superficiais, foi definida uma rede de monitoramento ambiental com coletas de dados mensais, numa área superior à do empreendimento”, assegura o Presidente da CSul.

Outro dado relevante sobre a segurança hídrica da região, é apresentado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que apesar de não ser responsável pelo abastecimento na região da Lagoa dos Ingleses, assegurou que nos próximos 20 anos a Grande BH não deverá passar por um racionamento de água, graças em grande parte, ao sistema de captação de água do Rio Paraopeba, em Brumadinho. Segundo o diretor de operação da Copasa, Rômulo Perilli, com os reservatórios mais cheios e com a captação do Paraopeba, foi possível economizar 86 milhões de litros de água dos reservatórios. “Esse número nos dá mais tranquilidade, porém é importante lembrar da importância do não desperdício”, afirma.

Unidade de Conservação

Já sobre a Unidade de Conservação, segundo Thiago Metzker, sócio da Myr Projetos Sustentáveis e responsável pela coordenação dos estudos ambientais da CSul, a grande contribuição da UC, além da conservação local propriamente dita, será o fortalecimento de um importante Sistema de Áreas Protegidas (SAP) no Vetor Sul. “A nossa proposta é que, no momento de elaboração do Plano de Manejo, estejam bem especificadas as ações de recuperação e manutenção de toda a área, além de sua importância, em termos regionais, no mosaico da Serra da Moeda. Outro ponto a ser detalhado no Plano de Manejo é a utilização da área como um espaço para o desenvolvimento de ações com foco na divulgação ambiental e processos de conscientização popular para a conservação do bioma”, revela Metzker, que completa que a UC contribuirá, ainda, para mitigar problemas recorrentes na região. “Queremos abordar a importância dos cuidados que devem ser tomados para a conservação desses ambientes, alertando para os riscos das queimadas e incêndios florestais, medidas de prevenção e combate à caça ilegal, tráfico da fauna e flora silvestres, entre outros”, reforça Metzker.

O processo de desenvolvimento urbano da CSul será feito de forma ordenada e por vários anos, pensando no desenvolvimento perene e sustentável da região. O projeto terá em até 50 anos infraestrutura com capacidade para receber um total de até 150 mil moradores. A CSul proporcionará uma ocupação urbana totalmente integrada às áreas verdes, que colocará a região do projeto entre os índices mais altos do país, com taxas de 92 a 129m² de área verde por habitante e 64% de área permeável em terreno natural.

Jornal Belvedere

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