26 Jun, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Jun 23, 2017

“Nova Lima Sustentável” quer a coleta seletiva

exemplo | A implantação da coleta seletiva em todos os prédios e órgãos públicos de Nova Lima exemplo | A implantação da coleta seletiva em todos os prédios e órgãos públicos de Nova Lima
Publicado em Meio Ambiente
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Programa que começou a ser implantado em todos os prédios e órgãos públicos do município se estenderá a outras unidades da cidade. A medida também vai alcançar outros benefícios e reduzir gastos, além de tirar a pressão de recursos ambientais que precisariam ser utilizados.

Uma reivindicação antiga de moradores de condomínios começa a ganhar forma e com uma visibilidade maior. Entre as ações em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a Prefeitura de Nova Lima, através da Secretaria de Meio Ambiente, está implantando a coleta seletiva em todos os prédios e órgãos públicos do município. O exemplo, que começa dentro de casa, será um divisor para a cidade que possui quase 70% de seu território ainda preservado sem ocupação. As atividades para celebrar a data vão até o dia 25 de junho. O marco das comemorações no município se dará com o lançamento do “Nova Lima Sustentável”, um programa de consumo consciente e coleta seletiva que iniciará na sede da Prefeitura e estenderá a todas unidades municipais.

Para o prefeito Vítor Penido, a coleta seletiva se apresenta como uma alternativa para redução do impacto ambiental causado pelo lixo e que hoje é um dos maiores problemas ambientais do mundo. Ele acredita que “Nova Lima tem condições de dar sua parcela de contribuição com as gerações futuras. E mais que isso: nossa cidade pode se tornar referência e estimular essa prática em outros municípios, pois conta com servidores dedicados e conscientes de sua missão. E por acreditarmos no compromisso e na competência dos servidores municipais é que fizemos o convite a todos eles para abraçarem essa causa, para fazermos dos prédios públicos o exemplo a ser seguido”, ressaltou.

Exemplo

Segundo informou o secretário de Meio Ambiente, Danilo Vieira Júnior, a ideia de implantação da coleta seletiva, embora já praticada em alguns condomínios da cidade, ainda é uma novidade para o município como um todo que não realiza sequer a separação do lixo doméstico. “A meta é atingir 80 prédios públicos, postos de saúde e escolas. Após esta etapa o processo será iniciado nos bairros. A ideia é implementar essa coleta de separação e recolhimento de resíduos conforme sua constituição – se é reciclável, orgânico ou rejeito – de forma padrão a todos os órgãos públicos no primeiro semestre de 2018. E para cobrar isso da população a gente precisa dar o exemplo”, explicou.

O secretário comenta que trata-se de um momento de mudança de comportamento dos servidores e que uma das etapas mais importantes desse projeto está relacionada à área de educação. E que os alunos de escolas serão multiplicadores desse projeto, gerando um impacto positivo para a cidade. Através da interface com a rede pública municipal o projeto pretende expandir a operacionalização desse conceito entre os estudantes, de forma que cada um deles seja um agente de comunicação e de interação para difusão do projeto. “Cada aluno vai mostrar em casa aquilo que lhe foi ensinado na escola. E vai pode ponderar sobre a necessidade e os benefícios da coleta seletiva diante do conhecimento que fora oferecido a ele”, esclarece o secretário.

Segundo Danilo Vieira, após instalada e operacionalizada nos prédios públicos, a coleta seletiva será levada às residências, empresas, comércio e serviços através de uma grande campanha. “Além de evitar a poluição do ambiente (água, ar e solos) provocada pelo lixo, a coleta aumenta a vida útil dos aterros sanitários, pois diminui a quantidade de resíduos descartados naquele local. Além disso, ela diminui a exploração de recursos naturais e reduz o consumo de energia”, explicou.

O secretário de Meio Ambiente ressaltou que o processo também vai representar uma grande atividade econômica indireta para o município. Primeiro, no tocante aos recursos naturais, depois pela diminuição dos gastos com tratamento de doenças e do controle da poluição ambiental. “Outro ganho está na geração de emprego e renda para Nova Lima. Atualmente, vamos trabalhar com 18 pessoas nesse processo de triagem de resíduos, através da Associação dos Catadores de Papel (ASCAP); mas nossa meta é que em aproximadamente dois anos o número de trabalhadores envolvidas nessa operação chegue a 180 no auge de sua operacionalização. Ou seja, vamos criar empregos e ao mesmo tempo retirar pessoas da vulnerabilidade social.”

Novas oportunidades

O secretário Danilo Vieira também informou que o município pretende atingir em dois anos 20% de aproveitamento de material para a reciclagem. A coleta seletiva também vai alcançar outros benefícios e reduzir gastos, além de tirar a pressão de recursos ambientais que precisariam ser utilizados. Atualmente, todo o lixo recolhido em Nova Lima é destinado a um aterro em Macaúbas, em Sabará. “Isso representa, aproximadamente, R$ 115 reais de custo por cada tonelada enviada para disposição final. Nova Lima possuía um aterro sanitário licenciado que perdeu a licença em gestão passada por desuso. Hoje o local é utilizado como uma estação de transbordo, onde os materiais são deixados por caminhões pequenos e dali são encaminhados para o aterro sanitário de Macaúbas”.

Danilo Vieira explicou que outro ganho com o processo está na disposição do lixo de forma adequada que vai gerar para a cidade o ICMS Ecológico, um repasse do imposto para o município.

Do ponto de vista social, o secretário informou que a atividade cria novas oportunidades de emprego e renda para a população. Ele citou exemplos exitosos em outros municípios onde o processo fora implantado. “Na cidade de Itaúna, por exemplo, a média de retirada mensal chega a R$ 2,5 mil por catador. E se compararmos com Nova Lima, nosso potencial é muito maior, porque aqui já existem alguns núcleos organizados como os condomínios, que fazem a coleta”, explicou.

Ele espera que em seis meses o órgão ambiental consiga fazer o diagnóstico e planejamento de toda a coleta seletiva no território urbano e assim conhecer as áreas e pontos a serem contemplados com esse serviço por ordem de prioridade.

Jornal Belvedere

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