18 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

Começa a corrida pela Prefeitura de BH

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Onze candidatos pretendem disputar as eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte em 2016.

Ao final do prazo para o registro de candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) encerrado no último dia 15 de agosto, foram registradas as seguintes chapas que forão encabeçadas por Alexandre Kalil (PHS), Délio Malheiros (PSD), Eros Biondini (PROS), João Leite (PSDB), Luís Tibé (PTdoB), Marcelo Álvaro Antônio (PR), Maria da Consolação (PSOL), Reginaldo Lopes (PT), Rodrigo Pacheco (PMDB), Sargento Rodrigues (PDT) e Vanessa Portugal (PSTU). Abaixo um perfil de cincos candidatos que aparecem liderando as preferências do eleitorado belo-horizontino na última pesquisa de opinião do instituto Data Tempo.

João Leite (PSDB)

O deputado estadual João Leite, ex-goleiro do Atlético-MG e da seleção brasileira, é o candidato do PSDB à Prefeitura de BH. João Leite, que está em seu sexto mandato consecutivo de deputado estadual, disputará a PBH pela terceira vez: em 2004 e 2008, terminou o pleito na segunda posição.

João Leite define o seu plano para governar BH, caso eleito, em três eixos: o primeiro, intitulado “A Cidade Cuidadora”, onde pretende criar um centro de formação da Guarda Municipal, com o objetivo de preparar o efetivo para colocá-los na rua mais capacitados para atender o cidadão e promover maior segurança em pontos específicos.  Este eixo abrigará também as áreas de Educação e Saúde.

O outro eixo será a “Cidade Transparente”, onde os contratos e licitações serão auditados dentro do processo. Já o terceiro está focado na “Cidade Dinâmica”, onde pretende criar verdadeiras vilas olímpicas nas comunidades. “Além do espaço com mais escolas, esporte e lazer para crianças e jovens, vamos reforçar as Unidades Básicas de Saúde, fazendo com que os moradores de cada comunidade possam estudar, praticar esportes, ter lazer e assistência à saúde” afirma.

Trajetória

Nascido em 13 de outubro de 1955 em BH, João Leite Neto é formado em história, filho de um guarda civil e uma funcionária pública, casado com Eliana Aleixo e tem três filhos. É da Igreja Batista Central e fundador da ONG Atletas de Cristo.  

João Leite prestou serviço militar no 12º Batalhão de Infantaria e se destacou na equipe de futebol do Batalhão Lomas Valentina. Se profissionalizou como como goleiro no Atlético. Também jogou no Guarani (SP), no Vitória de Guimarães (Portugal) e na Seleção Brasileira.

Ao encerrar a carreira, João Leite dedicou-se à política. Foi vereador por BH e deputado estadual. Na ALMG integrou as comissões do Consumidor, do Meio Ambiente, dos Direitos Humanos e Segurança Pública, da qual foi presidente. Ainda como legislador presidiu duas CPIs: a do Sistema Penitenciário e a da emissão de Carteiras de Habilitação e foi o relator da Telefonia Móvel. Também já ocupou o cargo de secretário de Desenvolvimento Social e Esportes.

Alexandre Kalil (PHS)

O PH vai disputar a Prefeitura de BH com o empresário Alexandre Kalil, um dos sócios da Erkal Engenharia. Ele tem 57 anos e uma história de vida ligada ao futebol. Foi presidente do Atlético. Na política, Kalil vai para a primeira candidatura. Em 2014, ele chegou a ser pré-candidato a deputado estadual, mas desistiu do pleito.

Sem política

Fiel ao seu estilo sem papas na língua, o empresário disse que não precisa manter relações políticas com os governos federal e estadual, mas gritar e exigir o que for necessário para  Belo Horizonte, diz que nem a Câmara Municipal terá vez. Se eleito, prometeu acabar com indicações de vereadores para cargos na PBH.

Diz que quer ser prefeito de BH para contribuir e quer encerrar um ciclo de vida governando a cidade onde nasceu e mora, e que seu “pai, mãe e irmã nasceram. Quando o grupo veio atrás de mim, vi a possibilidade real de isso acontecer e acho que, se acontecer, vai ser um negócio muito bacana”, ressalta.
Kalil diz que não tem um plano de governo definido. Para o empresário o que o belo-horizontino precisa, neste momento, não é de grandes obras: “Nós temos que fazer é preocupar com o povo. Quando se fecha um posto de saúde, mesmo que ele não seja estadual ou municipal, é um negócio que dói. Ninguém está preocupado em passar em cima de um viaduto, mas uma mãe com um filho no braço, deve doer muito não ter para onde levar. O que o mundo deve focar é o tripé: saúde, segurança e educação. Não é estádio de futebol, não é hotel. Isso é concreto, é ferragem”.

O empresário poderá levar muito do mundo do futebol para a PBH. “O futebol é uma coisa que toca muito as pessoas, é um reconhecimento do trabalho que foi feito. É aquela história, você cuidou de gente, do torcedor”.  Kalil diz que a sua inexperiência na política e no trato com a administração pública, não será problema: “De todos sou o mais experiente em gestão. Posso não ter experiência política e nem quero ter. Não sou candidato a político, sou candidato a prefeito”, e vai além, “não tenho que ter relação política, tenho que avisar ao governo federal que isso aqui existe, avisar ao governador que preciso de ajuda. O presidente da República tem de olhar para BH. Será que é política? Chegar lá e dizer: nós existimos. Os senhores senadores e deputados vão ajudar BH porque nós vamos exigir e gritar”.

Délio Malheiros (PSD)

O atual vice-prefeito de BH, Délio de Jesus Malheiros nasceu em 1961, em Itamarandiba, na Região do Vale do Jequitinhonha, tem 55 anos e é formado em Direito pela Faculdade Milton Campos e servidor concursado. Filiado inicialmente ao PV, começou sua carreira política em 2004, quando foi eleito vereador de BH com 14.292 votos, mas dois anos depois alcançou o cargo de deputado estadual por dois mandatos. Na Assembleia Legislativa presidiu as Comissões de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, e de Administração Pública.

Malheiros disse que pretende dar continuidade da gestão de Márcio Lacerda, da qual fez parte, como vice e secretário de Meio Ambiente, mas reconhece que existe pontos que precisam melhorar.  

Planejamento estratégico

Para o candidato, foi com uma “visão de futuro que a Prefeitura de Belo Horizonte traçou um planejamento estratégico de longo prazo, projetando os cenários possíveis e desejados ao longo dos próximos 20 anos, com vistas a considerar os impactos que a ação do homem e as políticas públicas podem produzir no meio ambiente e social em que vivemos” e, sendo assim, pretende dar prosseguimento a este planejamento.

Para Délio Malheiros o “desafio lançado, é promover uma grande revisão neste planejamento estratégico, lançando nossos olhos para 2030, sem perder a referência dos dias atuais. Analisando o que está dando certo, mas também o que precisa avançar mais, traçamos um norte a nos guiar, evitando assim que percamos os rumos”.

Para o candidato é preciso ver a cidade com um olhar regionalizado “que possa considerar e entender as características de cada ponto da cidade, aproveitando e incentivando o que já está na sua vocação, sem, contudo, ignorar os outros aspectos sociais -, quando nos inserimos no cenário mundial não podemos imaginar que somos uma ilha, e cortar caminho desenvolvendo aqui boas práticas já adotadas em outras partes do mundo só nos faz ganhar. É bem verdade que muita coisa precisa e sempre precisará ser feita. Mas posso dizer, sem risco de errar, que já avançamos muito, e estamos a trilhar o caminho certo”.

Rodrigo Pacheco (PMDB)

O PMDB terá o deputado federal Rodrigo Pacheco como candidato à Prefeitura de Belo Horizonte na eleição deste ano. A legenda também decidiu se coligar com os partidos PSC e PTN. Rodrigo Pacheco tem 39 anos, nasceu em Porto Velho (RO) e se mudou com a família para Passos (MG). Formou-se em advocacia pela PUC Minas há 16 anos. Foi defensor dativo da Justiça Federal e membro do Conselho de Criminologia e Política Criminal de Minas, além de auditor do Tribunal de Justiça do Estado e professor universitário.

Pacheco ressalta que tem uma ligação profunda com BH, já que foi a cidade lhe acolheu como “uma mãe acolhe um filho”. Para ele, chegou a hora de “retribuir isso da melhor maneira possível e cheguei à conclusão de que o ideal seria como o administrador da Capital”.

Com alianças

Para Rodrigo Pacheco não se ganha eleição sem alianças, mas ressalta que é preciso ter em mente a busca por apoios que sejam coerentes e que agreguem as nossas propostas. “Além disso, o prefeito não pode ficar encastelado, longe das pessoas. Afinal, os aliados representam uma parcela significativa da cidade. Agora, a principal aliança é com a população”, afirma.

Como deputado federal enfatizou o seu compromisso com a educação, saúde e segurança pública e diz que este mesmo plano será aplicado em Belo Horizonte. Mas garantiu que não vai esquecer das questões das áreas da saúde, segurança, mobilidade.

“Todas essas questões merecem um olhar atento e sensível de quem está na administração pública da cidade. Por isso, quero manter um diálogo permanente e transparente com a população. Vou apresentar um modelo de gestão inovador, que não penaliza o contribuinte e valoriza as pessoas. Temos de reconhecer os projetos que funcionam. Temos de garantir ao cidadão que, ao sair de casa, vai encontrar os serviços públicos funcionando com qualidade, ou seja, os postos de saúde precisam ter médicos, as creches e escolas vagas e professores e o transporte precisa ser eficiente com tarifas justas. E a segurança não pode ser tratada apenas como assunto do Estado. As ações precisam ser integradas”.

Última modificação em Segunda, 29 Agosto 2016 11:14
Jornal Belvedere

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