18 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

Começa a corrida pela Prefeitura de BH

Publicado em Política
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O JORNA BELVEDE apresenta, nesta edição, mais quatro nomes dos 11 candidatos que disputam as eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte em 2016. Abaixo perfil dos candidatos: Luís Tibé (PTdoB), Reginaldo Lopes (PT), Eros Biondini (PROS) e Vanessa Portugal (PSTU).

Luis Tibé (PT do B)

Luis Tibé (PT do B), depois de ser vereador em BH e estar em seu segundo mandato como deputado federal, agora quer ser prefeito de BH. É o candidato de uma coligação composta por vários partidos pequenos. Em seu discurso, diz que não fará promessas, como as tão prometidas obras de ampliação do metrô, pois a população está cansada de ser enganada. Também critica a proposta do novo Centro Administrativo da PBH e se defende da condenação que sofre na Justiça estadual por improbidade administrativa, no valor de R$ 145 mil, relativa ao período em que foi vereador na Capital. “Foi um processo contra vários vereadores por conta de uso de verba indenizatória. A gente está recorrendo dessa decisão da Justiça. Se realmente tiver alguma irregularidade tem que apurar e punir”.

Qualidade de vida

Luis Tibé garante que mesmo discordando de prometer obras grandiosas, sabe que Belo Horizonte “precisa sempre delas. “BH precisa de obras. Mas o objetivo principal não pode ser esse, mas melhorar a qualidade de vida das pessoas. As pessoas deixam de frequentar os espaços públicos, praças e ruas, por falta de um espaço urbano bem cuidado. A essência de Belo Horizonte é de uma cidade cosmopolita e, ao mesmo tempo, interiorana. Os espaços públicos de convivência não dão mais a possibilidade de uma relação próxima entre as pessoas, de frequentar praças, que estão mal cuidadas. Reformar uma praça é uma obra que toca na qualidade de vida das pessoas. A maior obra que a gente tem que fazer é melhorar a qualidade de vida das pessoas”.
Sobre o novo prédio administrativo proposto pelo prefeito Marcio Lacerda, Tibé explica que “é importante, mas não é prioridade. Para o candidato do PT do B as três prioridades dele, caso eleito, são: “Primeiro, o passe livre para estudantes. Segundo, a criação da secretaria de vilas e favelas, onde a gente concentraria todas as ações para essa parcela da população que representa entre 20% e 25% da cidade e vive em 5% do território onde há os problemas mais críticos. E, terceiro, a questão do emprego para o jovem, com empreendedorismo”.

Eros Biondini (PROS)

O PROS lançou o deputado federal Eros Biondini como candidato à Prefeitura de Belo Horizonte.  Biondini é conhecido dos católicos em Minas pela participação no Movimento da Renovação Carismática. O candidato do PROS tem 45 anos, é músico e médico veterinário. Em 2006, ele entrou para a política quando se tornou deputado estadual. Foi secretário de Esporte, Juventude e Política sobre Drogas, se elegeu deputado federal e está no cargo pelo segundo mandato.

Trânsito caótico

Eros Biondini, diz que vive em BH há 45 anos como um cidadão comum e adquiriu uma grande experiência no Legislativo. É com esta experiência que o candidato aponta que de todos os principais problemas da cidade, “o pior é o trânsito caótico, um dos piores do Brasil e com uma indústria de multas. Depois, há um total descaso e falta de apoio ao comerciante, aquele que gera renda e emprego, uma fiscalização mais punitiva do que educativa. Na saúde está a precariedade, onde vemos um recorde de moradores de rua, há muitos jovens nas cracolândias. Mas, o que a população sente mais falta é de um prefeito sensível e próximo da população, que dialogue com a cidade”.
No aspecto do trânsito, Biondini promete continuar a luta pelo metrô, mas vai colocar como prioridade a instalação do monotrilho e do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos): “Vou continuar como um belo-horizontino sonhando com o metrô, mas não vou colocar no meu plano de governo. É tão frustrante para nós repetidamente ouvir os candidatos falando de metrô. Mas, vou instalar o monotrilho e o VLT. Várias linhas já foram estudadas, de Confins à Savassi, outra pela Amazonas até Betim, entre o Belvedere e o Barreiro. Ele é viável. Se o prefeito tiver credibilidade e for hábil em fazer parcerias, logo que tomar posse já pode fazer o chamamento que vão correr para cá para fazer o monotrilho”.

Vanessa Portugal (PSTU)

Mais uma vez, a professora de ciências da rede municipal Vanessa Portugal é a candidata do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) a prefeitura da Capital. Vanessa tem 46 anos e nasceu em Boa Esperança, no Sul de Minas. A professora já foi candidata a vice-governadora em 2002 e a governadora em 2006 e 2010. Também tentou se eleger prefeita em 2004, 2008 e 2012.

Para Vanessa o maior problema de BH é ter uma gestão voltada para a iniciativa privada e não para a população. Ela cita, por exemplo, o transporte que é altamente precário. “BH é uma das poucas capitais do País que não tem metrô de verdade, tem apenas um metrô pequeno, que não atende a quase ninguém. Também não existe programa de moradia na cidade, o que existe é uma expulsão cada vez maior dos trabalhadores, não mais para as periferias, mas para a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Há ainda uma precariedade da saúde e da educação que são problemas gerais. E essa falta de estrutura urbana gera também aumento da violência, que é consequência dessa ausência do estado. Todos esses problemas existem porque a última gestão prioriza administrar para o setor privado e não para atender a maioria da população”.

Solução

Para a candidata socialista a solução para resolver todas essas questões é “a lógica de arrecadar impostos de quem tem dinheiro para pagar e investir nos serviços que a população precisa. Claro que você não muda nada de uma vez, mas dá para dar passos gigantescos. Se a prefeitura é menos atrelada às empreiteiras, às empresas privadas de transporte, é possível que você reverta a situação. O transporte urbano coletivo, por exemplo, é um serviço público que hoje está nas mãos das empresas privadas, que determinam o preço da passagem, o número de viagens e a qualidade dos ônibus. Mas é possível ter uma empresa de fato municipal e metropolitana, uma empresa de transporte público municipal, que tenha o controle do serviço e trabalhe para a população e não pelo lucro”, ressalta.

Reginaldo Lopes (PT)

O Partido dos Trabalhadores (PT) vai disputar a PBH com o deputado federal Reginaldo Lopes e, como o partido se coligou ao Partido Comunista do Brasil (PC do B), a candidata a vice na chapa é a também deputada federal Jô Moraes. Mesmo diante das últimas dificuldades com relação a Operação Lava Jato a conclusão da direção e do próprio candidato é que o partido não pode se furtar a disputada das eleições. Reginaldo Lopes tem 43 anos e é de Bom Sucesso, no Sul de Minas. Ele é economista, pós-graduado em gestão de pequenas e microempresas. Lopes está em seu quarto mandato consecutivo de deputado federal.

Transporte de qualidade

Reginaldo Lopes quer comandar a Prefeitura de Belo Horizonte para apresentar uma nova forma de gestão. Se eleito, segundo ele, vai priorizar um modelo de mobilidade urbana voltado para o trabalhador não só da Capital, mas da Região Metropolitana.  “Queremos assumir o erro para mostrar que nós não vamos fazer uma campanha com gastança”, diz o parlamentar.

Na visão de Reginaldo Lopes, o principal problema de Belo Horizonte hoje “é ter um transporte de qualidade. Portanto, buscar construir um modelo de mobilidade urbana é fundamental. Nós vamos trazer uma política metropolitana integrada para o transporte público e vamos debater a criação do bilhete único. É impossível melhorar o transporte se não ampliar o modal mais importante, que é o metrô. Portanto, nós queremos repensar o metrô. O metrô precisa ser para os trabalhadores, precisa ser metropolitano, retomar Betim, Contagem, Ribeirão das Neves, onde se concentra boa parte dos trabalhadores’.

Mesmo diante do fato de seu partido estar no centro da crise política nacional e de denúncias de corrupção, Reginaldo Lopes argumenta que “essa será uma grande oportunidade, pois nós queremos fazer um debate sobre a corrupção. Em primeiro lugar, vamos reafirmar que somos do PT, mas também, com muita humildade, reconhecer que nós erramos e pedir desculpas para o povo de Belo Horizonte”, ressalta.

Jornal Belvedere

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