21 Jul, 2017 Última atualização em 4:44 PM, Jul 12, 2017

Cássio Magnani cassado pelo TSE. Vítor Penido toma posse em Nova Lima

POSSE | Vitor Penido durante a solenidade na Câmara de Nova Lima, no último dia 22 de setembro POSSE | Vitor Penido durante a solenidade na Câmara de Nova Lima, no último dia 22 de setembro
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Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassa os mandatos do prefeito de Nova Lima, Cássio Magnani Júnior (PMDB), e da vice, Maria de Fátima Monteiro de Aguiar (PT). Há três meses do fim do mandato, Vítor Penido assume Prefeitura e segue sua campanha para reeleição com o “compromisso de colocar a cidade nos trilhos”.

“Só tenho a lamentar a demora dessa decisão. Agora, por amor à Nova Lima, tenho o compromisso de colocar a cidade nos trilhos novamente e a missão de reconstruí-la uma vez que completamente desestruturada. Três meses são insuficientes, mas vamos começar o trabalho. Infelizmente, a morosidade para concluir esse processo trouxe muitos estragos para o município, e o cidadão nova-limense foi o mais prejudicado. Primeiro, o mais simples e o mais humilde que hoje amarga uma situação caótica na área da saúde, com mais de 10 mil procedimentos sem atendimento, segundo dados do Conselho Municipal de Saúde. Depois, os de outras esferas e setores que viram o desenvolvimento da cidade paralisar, estancando com ele a geração de emprego e renda.”

Assim, o candidato a prefeito e ex-prefeito de Nova Lima por quatro mandatos, Vítor Penido de Barros, se manifestou diante da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no último dia 20, de manter a cassação dos mandatos do prefeito de Nova Lima, Cássio Magnani Júnior (PMDB), e da vice, Maria de Fátima Monteiro de Aguiar (PT). A decisão foi por 5 votos a 2 e manteve a elegibilidade de ambos.

No último dia 22 de setembro, a mesa diretora da Câmara de Nova Lima deu posse ao prefeito reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vítor Penido e seu vice, Luciano Vitor Gomes que, neste mandato, vão governar Nova Lima por um período de três meses, até dezembro próximo. Durante o processo de cassação, quando a segunda instância confirmou a sentença do então juiz eleitoral Juarez de Azevedo e cassou os direitos de Cássio Magnani por 7 votos a zero, Vitor chegou a ser diplomado. E só não permaneceu no cargo por força de uma “liminar” impetrada pelo atual prefeito cassado que lhe concedeu até o último dia 20 os direitos de administrar a cidade. Para Vítor, o julgamento chega ao final e inicia-se um novo tempo de desafios e muito trabalho para atender as demandas dos nova-limenses.


A poucos dias das nova eleições, Vítor Penido continuará a campanha para se eleger novamente ao cargo, disputando, inclusive com Fátima Aguiar – ex-PT e atualmente candidata pela Rede, o seu novo partido, Marcio Tupy (PTN) e Jaconias Gomes (PRB).

Chapa cassada

A chapa de Cassinho e Fatinha foi cassada, inicialmente em 2013, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, por abuso de poder político por parte do ex-prefeito Carlos Roberto Rodrigues (PT) em favor da candidatura de Cássio Magnani. Segundo o TSE, o abuso ficou evidente “pela permissão de cessão de uso de terrenos públicos a particulares, pela permissão de cessão de uso de terreno público à Igreja do Evangelho Quadrangular e pela promessa de tablets a estudantes”.

Cassio Magnani e Fátima Aguiar e o ex-prefeito Carlinhos Rodrigues haviam sido declarados inelegíveis por oito anos. Com essa nova decisão, apenas o ex-prefeito Carlinhos do PT não poderá se eleger. Além disso, foi retirada dos executivos municipais cassados a multa de R$ 25 mil que havia sido estipulada em 1ª instância em setembro de 2015.   

A ação de investigação judicial eleitoral junto ao TRE foi proposta por Penido (DEM), que ficou em segundo lugar na última disputa eleitoral no município, e desde que foi vencida em 1ª e 2ª instâncias vinha sendo contornada com liminares, pareceres e pedidos de vistas ao processo que impediram a posse imediata de Vítor.

NOTA DA REDAÇÃO

O JORNAL BELVEDERE foi o primeiro veículo a denunciar o abuso de poder político e as práticas ilegais adotadas durante a campanha e, por isso, sua editora, Goretti Sena, foi ré em um processo e acusada por calúnia e difamação pelo chefe do executivo municipal e sua vice. O BELVEDERE foi também o único Jornal a receber o processo, embora todos os outros veículos de comunicação – mídia impressa e eletrônica – tenham divulgado o caso na época após o mesmo se tornar público. Para o BELVEDERE, a confirmação da sentença do TSE valida seu compromisso com a verdade.

Jornal Belvedere

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