25 Nov, 2017 Última atualização em 1:26 PM, Nov 13, 2017

CÂMARA DE NOVA LIMA • Assessores especiais só no gabinete da presidência

Publicado em Política
Lido 311 vezes
Avalie este item
(0 votos)
Tagged sob

Presidente da Câmara Municipal de Nova Lima, José Guedes cria projeto de lei que extingue cargos de assessores especiais dentro dos gabinetes dos colegas e os transfere para seu gabinete.

Uma atitude estranha do presidente da Câmara Municipal de Nova Lima, José Guedes, que está no cargo sob o efeito de uma liminar que aguarda agravo de instrumento do Tribunal de Justiça, vem causando a ira de alguns moradores e de lideranças de associações. Conhecido por suas habilidades nada condizentes com a situação econômica e financeira vivida pela municipalidade, o presidente da Casa quer votar na próxima semana um projeto de lei que extingue cargos de assessores especiais dentro dos gabinetes dos vereadores. Até aí uma iniciativa aplausível e saudável não fosse o fato de ele transferir para seu gabinete essa ocupação.

O assunto vem sendo discutido nos corredores da Câmara Municipal e alguns vereadores já se posicionaram sobre o assunto. Um deles é Wesley de Jesus (PEN), vereador mais bem votado no último pleito municipal. Segundo o vereador, o orçamento da Câmara previsto para 2017 é de R$ 21,9 milhões, contra R$ 30 milhões do ano anterior. Ele conta que cada gabinete de vereador recebe R$ 10.800 mil para pagar a folha de pessoal e uma verba de gabinete de R$ 9.900 mil, além da verba de aproximadamente R$ 11 mil para cada um dos dois assessores especiais que cada vereador pode contratar.

Enxugar cargos

Wesley defende que o custo da Casa é muito alto e que é preciso reduzir o orçamento para R$ 10 milhões por ano. E que enxugar cargos seria o mais correto. “No entanto, ao extinguir os dois cargos de assessores especiais em cada gabinete, o presidente da Casa cria automaticamente essas funções dentro da presidência, no mesmo valor contratado. Ou seja, não há diminuição de custo de pessoal, nem enxugamento da máquina pública. Apenas transfere para o próprio presidente cerca de 20 cargos que ficarão à sua disposição”, explicou.

Segundo o vereador Wesley de Jesus, para conseguir esse feito ele precisa apenas do voto de seis vereadores. “Quem for alinhado com a presidência deverá votar a aprovação dessa medida, mas não deixará que tal cargo seja extinto. O que eu quero é que esses cargos deixem de existir, para desafogar a folha, o que para o momento atual que Nova Lima está vivenciando é de extrema importância.”

Ele explica que se há sete vereadores que não precisam do cargo e por isso estão dispostos a votar para extingui-los dentro do próprio gabinete, significa então que a Casa também não necessita deles. Para se ter uma ideia desse custo aos cofres públicos, os salários desses assessores representam R$ 4,5 milhões, somados aos encargos, durante um ano. Sem os encargos, por mês, o custo para o município é de R$ 240 mil. Ora, se o próprio vereador vota pela extinção do cargo, ele não precisa existir em outro lugar na Câmara, muito menos na presidência que é de onde deveria vir o exemplo”, alertou.

“O fato é que a própria Casa já sinalizou pela necessidade de extinção dos cargos e no entanto a mesma lei que os extingue, irá realocá-los na presidência. Sob qual argumento?”, questiona Wesley.   A reunião está sendo aguardada pelos moradores. E o projeto de lei está sendo conduzido pelo presidente da Câmara Municipal e pela sua mesa diretora.

Outro lado

O JORNAL BELVEDERE procurou o presidente da Câmara, mas ele não foi encontrado para falar do tal projeto de lei que vem causando tanta indignação. Em outro contato, a assessoria informou que o assunto deveria ser tratado com a chefe de gabinete, Delma Andrade, mas não foi possível um contato com ela.

Jornal Belvedere

Artigos assinados são de inteira responsabilidade do autor. Não expressando, portanto, a opinião da redação do Jornal Belvedere.

Folhear Última Edição

271

 

Anuncie Aqui2016 05