26 Jun, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Jun 23, 2017

Moradores fazem manifestação no próximo dia 17 contra o trânsito de carretas na MG-030

ORGANIZAÇÃO  | Grupo de moradores no entorno da MG-030 que está coordenando a manifestação no próximo dia 17 de dezembro ORGANIZAÇÃO | Grupo de moradores no entorno da MG-030 que está coordenando a manifestação no próximo dia 17 de dezembro
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Um grupo de moradores de condomínios e residenciais localizados ao longo da MG-030 está se mobilizando para uma grande manifestação pacífica contra o trânsito de carretas na MG -030. A iniciativa vem ganhando força entre vários grupos de moradores preocupados com a segurança na via e com o descumprimento de uma ordem judicial por parte da Phoenix Mineração, empresa responsável pelo transporte de minério da Mina Corumi, localizada atrás da Serra do Curral.


A manifestação está marcada para o dia 17 de dezembro, às 10 horas, com concentração em frente ao Posto Polícia Rodoviária, na entrada do condomínio Bosque do Jambreiro. O objetivo dessa manifestação, segundo os líderes do movimento, não é a discussão em si sobre a possibilidade ou não do trânsito de carretas em rodovias. “Estamos sim, exigindo que seja cumprido um acordo judicial que determinou o trajeto específico a ser utilizado pelos caminhões de minério da empresa, que hoje transitam em grande número e em alta velocidade pela rodovia MG-030”, explicam os líderes.

Walmir Braga, morador do Vale dos Cristais, presidente da Frente de Condomínios em Defesa do Trânsito do Vetor Sul, relata que conhece a história desde o início, e desde então vem trabalhando e atuando para obter uma solução definitiva para o problema. “Conheço toda história. A mineradora e a transportadora tiveram de fazer um processo de licenciamento para recuperar a Mina Corumi, que fica em Belo Horizonte, próxima à Serra do Curral. Na época, foi acertado um trajeto para utilização da mineradora transportar o minério da mina até a BR-040, no sentido a Congonhas. No entanto, ele não está sendo cumprido”, explicou.

Ele destaca que para o trajeto aprovado foram feitas reuniões e ajustes com todas as comunidades envolvidas. Porém, a mineradora e a transportadora não estão cumprindo o acordo que foi homologado judicialmente. Ainda segundo ele, “o pior é que estão transitando do jeito que querem, e como querem, sem nem mesmo possuir autorização para o ‘horário noturno’, que dizem existir”, advertiu Walmir.

Ele ressalta que há uma ordem judicial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em um processo movido pelo Ministério Público, que proíbe o trânsito das carretas de minério na rodovia. “Parece que o exemplo do Senado está se espalhando: ordem judicial pode ser descumprida ( - referindo-se ao pedido de afastamento do senador Renan Calheiros do Senado pelo ministro do Superior Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello). O próprio Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e a Polícia Militar Rodoviária estão cientes da ordem judicial e nada fazem para que a mesma seja cumprida. Agora, esse grupo está buscando apoio do município e de todos os moradores ao longo da MG-030”, explicou.

Segundo informação de um morador, a Phoenix estaria planejando mudar o percurso utilizado por seus caminhões, dentro de oito meses. E que a empresa está aguardando a adequação de pavimentação asfáltica e outras obras de manutenção na Via Rio de Peixe, em Nova Lima, local previsto para utilização de escoamento da produção mineral estabelecido dentro de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), celebrado antes do início das atividades da mineradora.

O JORNAL BELVEDERE procurou o diretor da Phoenix Mineração, Lucas Callas, e a engenheira ambiental da empresa, mas não conseguiu falar com os mesmos.

Última modificação em Quarta, 14 Dezembro 2016 14:05
Jornal Belvedere

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