22 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

Mais uma vez, moradores cobram o cumprimento judicial que proíbe tráfego de carretas de minério na MG-030

vítima fatal | Acidente com vítima fatal na curva da Biquinha, logo após a descida do Santo Agostinho, entre um caminhão e um veículo de passeio. Motivo: transposição do canteiro central pelo caminhão. Mais uma vez a ausência das barreiras de segurança, o new jersey. vítima fatal | Acidente com vítima fatal na curva da Biquinha, logo após a descida do Santo Agostinho, entre um caminhão e um veículo de passeio. Motivo: transposição do canteiro central pelo caminhão. Mais uma vez a ausência das barreiras de segurança, o new jersey.
Publicado em Trânsito
Lido 601 vezes
Avalie este item
(0 votos)
Tagged sob

Temerosos de novos acidentes graves envolvendo a população local, representantes da Univiva e o deputado Fred Costa procuram autoridades para fazer cumprir a decisão judicial que proibiu a utilização do percurso para o transporte de produtos da Mina Corumi pela Mineração Fênix, e também por algumas melhorias na rodovia.

O deputado Fred Costa (PEN), vice-presidente da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) agendou, para o próximo dia 18, uma nova reunião com o diretor-geral do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagens de Minas (DEER-MG), Djaniro da Silva, para tratar dos assuntos relacionados à rodovia MG-030. Por solicitação feita pela União de Moradores do Belvedere, MG-030, Vila da Serra e Região (Univiva),  o primeiro assunto a ser tratado no DER será o trânsito de carretas de minério na rodovia, que desafia uma decisão judicial que acatou a proposição do Ministério Público de Nova Lima de proibir a utilização do percurso para o transporte de produtos da Mina Corumi pela Mineração Fênix, inclusive sob pena de multa diária, por haver um trajeto específico para esse tipo de transporte conforme consta no licenciamento da empresa. A Univiva solicita que se cumpra o acordo e a decisão judicial para que as carretas utilizem outro trajeto para escoamento da produção minerária.

A utilização da via pelas carretas de minério já foi tema de três audiências públicas realizadas pelo parlamentar. E é a grande preocupação dos moradores dos bairros e condomínios lotados na região, temerosos de que aconteçam novos acidentes graves envolvendo a população local, usuários da via e os caminhões. Recentemente, uma carreta de minério tombou próximo ao km 15 da MG-030, na madrugada do dia 14 de julho, causando a morte do motorista de apenas 27 anos.

AcidenteMG030 03Radares instalados em locais errados

Também relacionado à segurança do trânsito da rodovia, o deputado irá apresentar um requerimento, a partir de demandas dos “Vigilantes da MG-030” - nome dado a um grupo de moradores sentinelas dos problemas da via nas redes sociais - com o intuito de trazer mais segurança aos motoristas que trafegam por ali. Segundo informou o engenheiro civil Francisco Vieira, os radares estão instalados em locais errados.

“O que nós queremos é que o DEER sinalize e fiscalize mais essa rodovia. Nós precisamos de mais radares, principalmente, nos declives da estrada, bem como de uma sinalização maior desses equipamentos para evitar acidentes. Essa é uma estrada cheia de curvas que cada dia fica mais perigosa. E, infelizmente, a fiscalização na via é feita apenas para conferir se a documentação de veículos está em dia. A parte da engenharia e do suporte dessa estrada está abandonada”, relatou o morador do Ouro Velho Mansões.

Passagens de pedestres

Outros itens solicitados pelos moradores e verificados pelo deputado Fred Costa durante uma diligência ao local são as passagens de pedestres instaladas por solicitação do parlamentar em frente a alguns condomínios, e a ausência de new jersey – divisórias de cimento de proteção entre as pistas. Segundo informou Fred Costa, embora o DEER já havia negado anteriormente a instalação dessas barreiras divisórias, elas realmente são eficientes em prevenir o escape de veículos sobre os canteiros, e em outras áreas com obstáculos na faixa de domínio.

“Os new jerseys são sinônimo de segurança em todas as estradas modernas no país. Eles conseguem diminuir a energia de impacto de forma muito eficiente, diminuindo a gravidade de acidentes em colisões e têm a capacidade de parar o veículo durante o acidente”, explicou o parlamentar.

Com relação às passagens de pedestres, Fred Costa salientou que elas não estão cumprindo o seu papel pois a sinalização no local é precária. “É preciso instalar radares para diminuir a velocidade dos veículos antes de aproximarem dessas lombadas. Porque ninguém é louco de atravessar a pista sobre elas, sem que os veículos tenham suas velocidades reduzidas”, explicou.

Ausência de acostamento torna a rodovia ainda mais perigosa

O morador e engenheiro Francisco Vieira lembra que a BR-356, na altura do Ponteio, sempre foi local de muitos acidentes com vítimas inclusive fatais. E que o problema só foi resolvido após a instalação das barreiras de concreto. Outro problema apontado por ele para a via está relacionado à ausência de acostamento. “Os poucos ali existentes estão com um degrau perigoso na estrada. Esta via precisa de áreas de escape de pelo menos 50 cm em toda a sua extensão”, explicou.

No último dia 16 de junho, um radar fixo sob responsabilidade do DER começou a operar no Km 14 da via. Além dele outros 11 equipamentos estão instalados na rodovia para garantir a segurança dos usuários que transitam por ali, coibindo os excessos de velocidade. Mas, infelizmente, segundo o parlamentar, são insuficientes para atender uma estrada tão perigosa cujo percurso inicia em Belo Horizonte e termina no município de Itabirito, já na rodovia 040.

A via, que possui 115 km e apenas 64% deles pavimentados, passa pelos municípios de Nova Lima, Rio Acima e Itabirito, e é a principal passagem à cidade de Raposos. Hoje, pode-se dizer que a MG-030 é uma grande avenida duplicada graças ao desenvolvimento urbano formado a partir dos condomínios horizontais e bairros instalados ao longo de sua extensão.

Levantamentos feitos pelo DER MG, a partir de uma Contagem Volumétrica de Tráfego (CVT) em 2008 e atualizada em 2011, mostram que o volume médio diário de tráfego – no trecho que vai do início da entrada de Nova Lima (centro) até à entrada de Raposos – era de 2284 veículos de passeio (misto, automóveis e utilitários), 253 coletivos, 210 veículos de carga média, 66 de carga pesada e 10 de carga articulada. Isso representa um volume total de 2.833 veículos. “Esses dados já são suficientes para mostrar, em termos de volume, qual é a realidade atual dessa estrada seis anos depois, e o quanto a segurança precisa ser garantida para todos os usuários dessa via”, ressaltou Fred Costa.

Última modificação em Sexta, 11 Agosto 2017 11:28
Jornal Belvedere

Artigos assinados são de inteira responsabilidade do autor. Não expressando, portanto, a opinião da redação do Jornal Belvedere.

Folhear Última Edição

269

 

Anuncie Aqui2016 05