23 Nov, 2017 Última atualização em 1:26 PM, Nov 13, 2017

CARRETAS DE MINÉRIO NA MG-030 • DEER não foi informado pelo MPMG da proibição de tráfego na rodovia

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Durante reunião com representantes da Univiva e o deputado Fred Costa, diretor-geral do Departamento de Estradas e Edificações de Minas Gerais (DEER-MG), Djaniro da Silva declarou que não fora oficiado legalmente pelo Ministério Público de Minas para impedimento dos caminhões de minério, e que o órgão estadual de estradas não tem o poder de impedir, seletivamente, o tráfego desta ou daquela carreta.

Representantes da Univiva e o deputado Fred Costa (PEN), vice-presidente da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), reuniram-se, mais uma vez, com o diretor-geral do Departamento de Estradas e Edificações de Minas Gerais (DEER-MG), Djaniro da Silva, para tratar sobre o tráfego de carretas na rodovia MG-030. Na ocasião, moradores relataram a atual situação do processo, com ordem judicial de proibir o tráfego das carretas, os perigos inerentes ao trânsito de carretas de minério em alta velocidade, a questão do Colégio Santo Agostinho, a falta de ação das autoridades competentes, e o barulho causado pelas carretas ao passarem pelos quebra-molas próximos ao condomínio Villa Castela.

Segundo informou o diretor da Univiva, Paulo Barbosa, o diretor-geral do DEER divulgou aos representantes de moradores presentes que não fora oficiado legalmente pelo Ministério Público de Minas para impedimento dos caminhões de minério, e que o órgão estadual não tem o poder de impedir, seletivamente, o tráfego desta ou daquela carreta. Que ou se proíbe o trânsito de todas que trafegam pela ou libera tudo. 

Ainda segundo declarou Paulo Barbosa, o diretor do DEER, Djaniro da Silva chegou a informar na ocasião que já recebeu mais de 100 boletins de ocorrência lavrados pelo posto da Polícia Militar Rodoviária (PMR), mas que legalmente é impedido de realizar qualquer ação, uma vez que a decisão judicial foi endereçada à mineradora, e não às autoridades. Ele também relatou que o órgão recebe decisões praticamente impossíveis de serem cumpridas e exemplificou falando sobre a estrutura disponibilizada dentro do DEER, que possui apenas 150 fiscais para atuar em mais de 30.000 km de rodovias no Estado.

Djaniro da Silva indicou aos moradores, como possíveis soluções, solicitar ao MPMG a comunicação da decisão ao DEER e a PMR, com pedido de autuação. Ainda segundo ele, caso isso aconteça e as carretas sejam autuadas, não há local para estocar caminhões, por falta de um pátio específico dentro do órgão.

Avenida urbana

Na opinião do diretor do DEER, Djaniro da Silva, os moradores devem pressionar o MP no sentido de se fazer cumprir o TAC firmado com a mineradora e iniciar os trabalhos para tentar transformar a rodovia MG-030 em avenida urbana, por suas características.

Para o administrador Maurício Zanon, morador da Rua Ministro Orozimbo Nonato que também esteve presente na reunião, transformar a rodovia em via urbana em nada irá adiantar. “Apenas vão alterar a velocidade da via, os acidentes vão continuar acontecendo e outros sendo prenunciados. Ele citou que o diretor do DEER foi enfático em afirmar que para impedir o trânsito das corretas, deveria também impedir o tráfego de outros caminhões, o que compromete o abastecimento de produtos no município.

“O que temos então é um Termo de Ajustamento de Conduta que determina um itinerário que não está sendo cumprido, um órgão que ainda não foi noticiado e uma rodovia cuja velocidade máxima urbana é de 60 km/hora que também não está sendo observada pelos motoristas. E junto a tudo isso, a condição de termos que conviver com carretas de quase 50 toneladas trafegando por uma via altamente perigosa, o que é realmente uma tragédia anunciada”, defendeu o morador Maurício Zanon.

Fred Costa ressalta que reunião apontou caminhos a seguir

O deputado Fred Costa entende que a reunião foi altamente positiva e produtiva, porque norteou aos moradores quais os caminhos a serem seguidos. Ele disse que o DEER chegou a informar que já foram recebidas diversas multas relacionadas ao trânsito de carretas, totalizando aproximadamente R$ 1 milhão, o que demonstra que de alguma forma o posto da Polícia Rodoviária vem atuando junto ao tráfego de caminhões de minério, porém sem uma solução efetiva.
“Também entendo que, de acordo com informações, são cerca de 100 carretas transitando por dia sob pena de multa diária de R$ 10 mil por carreta, o que significa que a empresa está pagando para as carretas transitarem pela via, ao invés de investirem no itinerário indicado e acordado pelo TAC. Se está cômodo para a empresa, está muito preocupante e revoltante para nós”, disse o deputado. “Não vamos ceder a uma situação dessa, que coloca em risco a vida de muitas pessoas. Vamos lutar até o fim”, salientou Fred Costa.

Lombada em frente ao Villa Castela

Na ocasião da visita ao DEER, o Grupo de Trabalho da Univiva da Rua Ministro Orozimbo Nontato (GT Ministro Orozimbo), decidiu notificar o órgão estadual para que seja retirada a lombada construída sobre a pista próxima ao condomínio Villa Castela e instalado um novo radar, terminando com o ruído das carretas que passam sobre o obstáculo em alta velocidade e que causa grande incômodo aos moradores, principalmente nos horários noturnos.

Jornal Belvedere

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