21 Oct, 2017 Última atualização em 6:38 PM, Oct 9, 2017

BH é a 4ª cidade mais inteligente e conectada do País

BH | Capital mineira subiu uma posição no ranking geral BH | Capital mineira subiu uma posição no ranking geral
Publicado em Urbanismo
Lido 955 vezes
Avalie este item
(0 votos)
Tagged sob

A Prefeitura de Belo Horizonte recebeu  no último dia 21, o prêmio pelo papel de destaque entre as cidades mais conectadas e inteligentes do Brasil. O evento de entrega do prêmio foi realizado na cidade de São Paulo, no Centro de Convenções Frei Caneca.


 De acordo com o levantamento “Connected Smart Cities”, – elaborado pela “Urban Systems” e divulgado pela revista Exame –, em 2017, a Capital mineira subiu uma posição no ranking geral, chegando ao quarto lugar, atrás apenas de São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, isto na comparação com o ano passado.

O presidente da Prodabel, Leandro Garcia e o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Bruno Miranda fizeram uma exposição, durante o evento, sobre as propostas da Prefeitura de Belo Horizonte para fazer da cidade um local cada vez mais conectado e inteligente.

Connected Smart Cities

A plataforma “Connected Smart Cities” é um projeto que envolve empresas, entidades e governos e tem por missão encontrar o “DNA de inovação” para cidades mais inteligentes e conectadas. O estudo avalia a integração entre mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança, em mais de 500 cidades brasileiras, usando 70 indicadores. O ranking foi desenvolvido com o objetivo de definir as cidades com maior potencial de desenvolvimento do Brasil, sendo dividido em quatro resultados: geral, por eixo temático, por região e por faixa populacional.

Smart Cities: cidades cada vez mais inteligentes

Por Carlos Rodolfo Sandrini

Nas cidades inteligentes, o cidadão e os serviços essenciais estão conectados, utilizam energia limpa, reaproveitam a água, tratam o lixo, compartilham produtos, serviços e espaços, se deslocam com facilidade e usufruem de serviços públicos de qualidade. Além disso, a cidade inteligente cria laços culturais que une seus habitantes, propicia desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida.

Em busca do status de Smart City, cidades de todas as regiões do planeta irão investir entre US$ 930 bilhões e US$ 1,7 trilhão ao ano até 2025. Porém, mais do que investimentos, a cidade para ser inteligente, necessita de iniciativas inteligentes do poder executivo e legislativo.

A iniciativa privada tem se reunido em fóruns mundiais, como o SmartCity Business America, para apontar soluções e oportunidades de negócios no mercado das Smart Cities. Entre as adaptações, que seguem o desejo da população, estão a adoção de conceitos e tecnologias sustentáveis; inclusão urbana, ao contrário do isolamento das periferias; educação agregadora para evitar a radicalização; foco total na educação presencial e inclusiva até os 18 anos; e planejamento urbano que contemple os espaços para ensino e educação, que hoje não é apenas uma questão acadêmica.

Com essas novas características, as cidades inteligentes terão um aumento da oferta de emprego nos setores públicos, de hospitalidade e, principalmente, da economia criativa, área que tem crescido exponencialmente, tendo como processo principal o ato criativo e resultando, entre outros, na transformação da cultura local em riqueza econômica.

Essa evolução social e cultural promete gerar novo desejos, fazendo com que a cidade seja utilizada cada vez mais por prazer e promovendo ideais como inclusão, aproximação, conectividade, relacionamento e compartilhamento. O conceito aborda, também, a verticalização das cidades, com práticas sustentáveis e encurtando distâncias com soluções inteligentes de transporte, com o carro deixando de ser sonho de consumo; e uma transformação legislativa, que deverá possibilitar e encurtar caminhos para o desejo da maioria.

As novas tecnologias vão permitir, ainda, que as pessoas possam trabalhar em casa, além de não precisarem se deslocar para adquirir o básico ou resolverem problemas burocráticos. Não tem mais lógica as pessoas se dividirem diariamente entre dois ambientes (residencial e comercial). Assim como não existe lógica no horário comercial padrão. Por qual motivo a maioria das pessoas é obrigada a se deslocar nos mesmos horários? Veremos, em breve, o fim dos prédios comerciais como conhecemos. Já os prédios residenciais ganharão novos conceitos e funcionalidades.

Fica claro que os próximos anos serão de transformações intensas nos grandes centros urbanos. O conceito das Smart Cities tem ganhado força em todos os continentes e, em breve, seus benefícios estarão presentes em nossas vidas. Em um ambiente cada vez mais degradado e com dicotomias religiosas e políticas, as cidades inteligentes, apostando na inclusão, em soluções compartilhadas e em serviços públicos eficazes, podem representar a oportunidade de viver numa sociedade ideal.

Arquiteto, urbanista e presidente do Centro Europeu (www.centroeuropeu.com.br)

Jornal Belvedere

Artigos assinados são de inteira responsabilidade do autor. Não expressando, portanto, a opinião da redação do Jornal Belvedere.

Folhear Última Edição

269

 

Anuncie Aqui2016 05