Zonas Limpas de Desenvolvimento: um rumo verde e sustentável para Nova Lima

Publicado Quarta, 28 Novembro 2018 12:54
Waldir Salvador Junior: Consultor da Prefeitura de Nova Lima © Foto: Divulgação/João Victor Moraes / Cedida PNL Waldir Salvador Junior: Consultor da Prefeitura de Nova Lima © Foto: Divulgação/João Victor Moraes / Cedida PNL

Projeto do município busca alternativas de diversificação econômica, respeitando a questão ambiental, já que a cidade possui um nível de preservação muito significativo.

Como a exaustão mineral está prevista para daqui a cerca e 30 anos – entre os mais otimistas chega a 40 anos –, o município de Prefeitura de Nova Lima está buscando alternativas de diversificação econômica, respeitando a questão ambiental, já que a cidade possui um nível de preservação muito significativo. Entre as ações nesse sentido estão as Zonas Limpas de Desenvolvimento (ZLD). Quem fala sobre o assunto é o consultor de projetos da Prefeitura de Nova Lima, Waldir Salvador Junior.

O Waldir Salvador lembra que as Zonas Limpas de Desenvolvimento de Nova Lima estão previstas no plano do atual governo, e foram pensadas levando em conta que a cidade de Nova Lima tem a questão ambiental muito aflorada, um ativismo ambiental muito grande e um nível de preservação ambiental muito significativo.

Sobre o prazo de 30 anos para a exaustão mineral, Waldir disse que ele pode variar para mais em função de alguns aspectos da mineração que retardam essa finalização, tais como reaproveitamento de minério, processos de descontaminação e concentração de minérios mais pobres que acabam virando minério rico, entre outros. “Mas muitas empresas, como a Vale, trabalham com prazos que variam de 30 a 40 anos. De qualquer forma, a cidade não pode ficar esperando isso acontecer, para buscar alternativas de diversificação econômica”, ressalta.

Vocação ambiental

O consultor lembra que a alternativa das Zonas Limpas de Desenvolvimento levou em conta, em primeiro lugar, a vocação ambiental que Nova Lima tem e a legislação ambiental brasileira, que avançou muito nos últimos 30 anos. “Nova Lima não tem a vocação industrial de Betim, Contagem ou do Vale do Aço. E as Zonas Limpas foram colocadas pelo prefeito Vitor Penido em sua campanha”.

Para desenvolver o projeto das Zonas Limpas, a Prefeitura contratou, por meio de licitação, a empresa Ensytech (oriunda da Associação Brasileira de Biotecnologia), que está terminando esse trabalho ainda este ano. O projeto inclui uma lei que busca regular as atividades de biotecnologia e abre caminhos para buscar incentivos para ela, inclusive do Governo Federal, Lei do Bem etc. Waldir acha que o projeto deve ser votado ainda no primeiro trimestre de 2019.

Potencial das vocações

O consultor da Prefeitura explica que o projeto das Zonas Limpas busca aproveitar o potencial das vocações já instaladas na cidade e deu como exemplo a Avenida Oscar Niemeyer. “A região já se consolidou (e a própria Fiemg já definia isso há cerca de ano) como uma zona de negócios digitais, ou Distrito de Inovação. Então, lá vai se chamar Zona Limpa de Desenvolvimento – Negócios Digitais e Inovação”.

Já na região da Lagoa dos Ingleses, explica Waldir, por causa da Biomm (produtora de insulina), que é o carro-chefe de lá, e outras seis empresas instaladas em volta dela, além de uma parceria do governo do Estado com uma incubadora de empresa que é a BiotechTown, já está iniciada e de certa forma definida a vocação para o biotecnologia.

Ainda na Lagoa dos Ingleses, a empresa Ensytech desenvolve mais dois projetos para a Prefeitura de Nova Lima para dois terrenos que ela tem na região, sendo um de 5.000 metros quadrados próximo ao Minas Náutico e outro de cerca de 300.000 metros quadrados do outro lado da Rodovia dos Inconfidentes, próximo ao trevo da BR-040. No primeiro, a Prefeitura pretende construir uma incubadora vertical de empresas de biotecnologia; e, no segundo, um condomínio empresarial para empresas de biotecnologia, destinado a empresas que não são mais de pequeno porte.

Buscar parcerias

O consultor Waldir Salvador disse que, para viabilizar esses dois empreendimentos, “nós vamos à Codemig, BDMG, BNDES e à iniciativa privada para buscar parcerias, pois a Prefeitura tem o terreno, o projeto, a cidade tem a vocação e nós vamos agregar esses recursos para transformar isso em realidade”. Por outro lado, ele lembra que não são projetos para serem iniciados, implantados e solidificados em apenas uma gestão; e sim empreendimentos para perpassar alguns mandatos. “Mas a gestão atual vai além do projeto, o que é diferente de ele ficar pronto. Mas vamos iniciar a edificação sem dúvida nenhuma”, promete.

Na área central da cidade, Waldir disse que o projeto prevê a criação de uma Zona Limpa de Economia Criativa, com hotéis, centro de convenção, empresas prestadoras de serviços, lazer, cultura etc. Ele lembrou que o prefeito fez recentemente o tombamento de algumas áreas que serão usadas para isso. Já no Vale do Sol, onde está prevista um hospital da Rede Mater Dei, a Prefeitura propõe uma Zona Limpa de Biomedicina, “com negócios que vão complementar o que um hospital leva para uma região: hotelaria, um pequeno shopping, um centro comercial e negócios com vocações para a biomedicina”. Para o Jardim Canadá, a previsão é de uma Zona Limpa de Economia Mista.

Núcleo de Projetos Prioritários

Outro projeto que a empresa Ensytech está desenvolvendo para Prefeitura e que deve ser lançado ainda este ano ou no início de 2019 é o Núcleo de Projetos Prioritários, que visa facilitar o trâmite interno para quem pretende empreender em Nova Lima. “Ele vai fazer um protocolo e, dependendo da qualificação do empreendimento quanto ao número de empregos gerados, o tipo de negócio, se está ou não associado a uma zona limpa, a localização dentro do município, o seu processo será agilizado dentro da Prefeitura”, explica o consultor, que, por outro lado, deixa bem claro que “não faremos concessões, tudo completamente dentro da lei, mas vamos apenas agilizar o processo”. O processo será analisado por um comitê com representantes das secretarias envolvidas, que vai dar a resposta.

Com esse pacote (zonas limpas de desenvolvimento, legislação e Núcleo de Projetos Prioritários), explica Waldir Salvador, “acreditamos que a cidade de Nova Lima ganhe visibilidade, atratividade, competitividade, ambiência de negócio e que, ao longo desses próximos 30 anos, que é previsto para a exaustão mineral, ela consiga transformar e retirar a dependência dela da atividade mineral, mesmo que não seja integral mas em grande parte. É um trabalho de antecipação e de eliminação ou minimização desse possível problema que é a exaustão mineral”.

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