Audiência Pública vai discutir tombamento de calçadas no Belvedere III e eventos no bairro

Publicado Sexta, 26 Outubro 2018 20:05
Histórico: As calçadas no Belvedere III ganharam o projeto eleborado pelo paisagista Burle Marx Histórico: As calçadas no Belvedere III ganharam o projeto eleborado pelo paisagista Burle Marx

Câmara Municipal de Belo Horizonte quer discutir a obrigatoriedade de instalação de piso tátil, já que o projeto das calçadas no bairro foi criado por Burle Marx e tem uma importância histórica para a Capital.

A Câmara Municipal de Belo Horizonte, por intermédio do vereador Léo Burguês, líder de governo da Prefeitura na Casa Legislativa, irá realizar no próximo dia 21 de novembro, às 19 horas, na rua Desembargador Jorge Fontana 80, uma Audiência Pública para discutir a realização de eventos na Lagoa Seca, a instalação de podotátil (piso tátil) e o tombamento das calçadas em pedras portuguesas no Belvedere III. A motivação dessa audiência se deu após reunião da diretoria da Associação de Amigos do Belvedere (AABB) com o prefeito Alexandre Kalil, para definir critérios sobre a autorização de eventos no bairro.

Para o vereador Léo Burguês, há uma grande discussão na cidade em relação à instalação de piso tátil nas calçadas. Para ele, a ideia é plausível pelo lado humanitário, por questão de acessibilidade, mas em seu entendimento essa obrigação não deveria ser repassada ao cidadão de Belo Horizonte, apesar de a responsabilidade do passeio ser dele. “Entendo que se ela se encontra em bom estado de conservação e manutenção não necessita ser trocada por piso tátil. E, no caso específico do Belvedere, nós vamos além disso. Em 1979, Burle Marx criou um projeto de calçadas para a cidade e que mais tarde foi contemplado para o Belvedere III, com um desenho exclusivo. Hoje, as calçadas das ruas do Belvedere III têm uma importância histórica para Belo Horizonte, pois levam a assinatura do maior paisagista do país e elas se tornaram uma referência do cuidado com a arquitetura de um bairro”, ressaltou. 

O podotátil é uma forma de piso pelo qual uma informação é sentida através da sensação causada na planta dos pés. Pessoas cegas ou com dificuldade de visão têm as sensações táteis aguçadas e sentem através dos pés diferentes relevos no solo. De acordo com o projeto de lei de gestão anterior da PBH para esse tipo de piso, ao se formatar e padronizar estes relevos cria-se uma linguagem tátil que pode ser percebida pelo portador de necessidade, gerando orientações à sua mobilidade.

No entanto, há a necessidade de se preservar a história, a exemplo da cidade do Rio de Janeiro, que tem os calçadões de Copacabana e Ipanema como, projetados por Burle Marx, Haruyoshi e José Tabacow, como um patrimônio arquitetônico nacional.

 

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