Aos 42 anos, Belvedere se consolida como referência de qualidade de vida

Publicado Quarta, 28 Novembro 2018 12:55

Com planejamento bem definido, o bairro cresceu e se consolidou. Oferece comércio e serviços diversificados e conquistou a preferência de profissionais liberais. “Ninguém precisa mais sair do bairro, pois encontra aqui tudo que precisa. É um bairro completo, cheio de vida, que atrai pessoas, empresas e esportistas”, como afirma o empresário Ubirajara Pires.

“O Belvedere tem uma história longa e muito importante. Tudo começou em 1976, com a proposta da instalação do maior centro de compras da cidade. A compra do terreno pela Multiplan, para construção do Shopping, definiu também a instalação do bairro. O pensamento na época era de expandir Belo Horizonte, cujos limites de desenvolvimento se encerravam na antiga BR-3 onde hoje está instalado o Ponteio, e chegar até o então Kart Club, onde hoje está o BH Shopping”.

Informação é do engenheiro, empresário e presidente da Associação de Amigos do Bairro do Belvedere (AABB), Ubirajara Pires. Ele, que está na região desde a instalação do Belvedere III, onde hoje estão os edifícios, conta que o Centro de Compras deu início a essa uma nova área do bairro, e que fazia parte da mesma expansão da cidade. “Após construído o Belvedere II, pela família Guimarães, onde que eram apenas edificações horizontais, verificou-se que essa área aqui poderia ter as mesmas características do shopping, com direito às edificações verticais. As primeiras obras foram realizadas pela Patrimar - onde estão as torres gêmeas -, e pela Construtora Otizes. Em seguida, outras grandes construtoras foram atraídas para a região ao perceberam que o futuro estava aqui. Vieram então a Castor, Líder, Conartes, a Caparaó e até a BL que era pequena na época e que construiu três prédios aqui”, explicou.

Ubirajara Pires ressalta que o Belvedere III foi muito bem planejado, “com quase todas as ruas compostas de edifícios residenciais, exceto a Rua Jorge Fontana e Avenida Luiz Paulo Franco, com espaços comerciais. Com a instalação do comércio local, veio também uma rede completa de bancos. Chegamos a ter 12 agências bancárias, quando eu e Sinai Waisberg, o empresário mentor de tudo isso, trouxemos o Bradesco. Na ocasião, a instituição financeira achava que não teria nem 300 clientes em três meses e nós assumimos o compromisso que isso se consolidaria em 60 dias. Para nossa surpresa, só a minha conta aberta no final do expediente do dia da inauguração foi a de número 540. Com o sucesso já estabelecido, outros bancos vieram para a avenida. Hoje, temos aqui um comércio muito variado com padarias, restaurantes, casa de doces, pizzaria e todo tipo de serviços que o bairro precisa. Tudo isso com o shopping suprindo a excelência dos serviços para a população, além de dois malls que complementam esses serviços”, informou.

Ele contou que a luta para instalação de tudo isso foi muito grande. Tanto que criaram, no ano de 2000, a Associação de Amigos do Belvedere para atender o bem-estar e a qualidade de vida da população. O objetivo era formar um colegiado para trabalhar  em atendimento às demandas da sociedade junto aos órgãos públicos, como a Prefeitura de Belo Horizonte e a BHTRans, às Promotorias, etc.  Uma das primeiras ações protagonizadas pela AABB foi a retirada dos traillers, que serviam alimentação aos trabalhadores da construção civil e queriam permanecer no bairro mesmo após o término das obras.

Preservação de áreas verdes

Em outro flanco, lembra Ubirajara Pires, a Associação partiu para acompanhar a urbanização com a preservação de áreas verdes. “A primeira delas foi a formação da Lagoa Seca, onde arborizamos toda a área, principalmente, com a ajuda - mais uma vez - do empresário Sinai Waisberg e das construtoras, que tinham interesse na manutenção do verde próximo para embelezamento de seus empreendimentos. Em seguida, a ação de sustentação desse desenvolvimento foi garantir a permanência da área limítrofe ao bairro Vila da Serra, onde foram plantados mais de 1 mil mudas de pinos. Nosso objetivo era manter uma cortina verde arborizada nessa divisa, para identificar e preservar essa área, impedindo que a mesma não fosse ocupada indevidamente”, explicou o presidente da AABB.

A outra demanda que veio em seguida foi a padronização das calçadas. “Lutamos para que todas as ruas tivessem uma calçada diferenciada, condizente com o novo bairro instalado e de acordo com o projeto adquirido por Dr. Ney Bruzzi, da Caparaó. Foi ele quem teve a ideia e contratou um projeto junto ao paisagista Burle Marx. Além disso, foi definido e executado pelo escritório do paisagista, um projeto com arborização específica para as ruas, onde cada via recebia uma espécie diferente em toda sua extensão.

Hoje o bairro está totalmente constituído e com apenas cinco lotes vagos localizados na Avenida Luiz Paulo Franco. A realidade que se apresenta é uma região completa de comércio, serviços e de profissionais, o que a torna independente. Isso permitiu ao Belvedere oferecer a seus moradores mais comodidade e tranquilidade. Ninguém precisa mais sair do bairro, pois encontra aqui tudo que precisa. É um bairro completo, cheio de vida, que atrai pessoas, empresas e esportistas”, finalizou. 

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