Base Curricular, o novo debate

Publicado Quinta, 26 Janeiro 2017 11:00

A nova proposta estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, deve nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino das Unidades Federativas, como também as propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, em todo o Brasil.

A Base estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica. Orientada pelos princípios éticos, políticos e estéticos traçados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, a Base soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

A nova BNCC foi proposta pelo governo federal e busca introduzir diretrizes voltadas para o ensino investigativo e prevê uma progressão contínua e articulada de conteúdo. Para a professora e Mestra em ensino de matemática, Tânia Ferreira Hanke, da Rede Berlaar Sagrado Coração de Maria e da Faculdade Pará de Minas (FAPAM), essas diretrizes “já eram propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) e pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM). Sendo assim, para os educadores que realmente estão engajados com a educação de qualidade isso não vem a ser nenhuma novidade.”

Com relação aos aspectos positivos da Base, ela aponta “a questão do ensino investigativo que busca aguçar a curiosidade de nossas crianças e adolescentes e dar um verdadeiro significado ao que aprendem”. Um ponto negativo ou um fator dificultador, segundo a professora, “é a falta de preparo dos professores para lidar com essa situação. As leis e projetos criados no Brasil são muito bacanas e coerentes no papel. Porém, na prática as coisas não funcionam. Falta muita capacitação, treinamento, infraestrutura, investimento e cobrança por parte do poder público. E, de outro lado (professores e alunos), falta o querer, o acreditar, o buscar uma educação de qualidade”, comentou.

Com relação à era virtual e digital dentro das salas de aula, onde os alunos estão muito ligados às mensagens em redes sociais com linguagem própria, ela explica que no seu entendimento “a linguagem abreviada nas redes sociais atrapalha a escrita e compromete o ensino. Infelizmente, é uma evolução e isso não tem volta (a meu ver). O que precisamos é encontrar um caminho que motive esses jovens a querer aprender e valorizar a linguagem culta.” Para ela, é importante trabalhar o com o educando o uso adequado da linguagem escrita, para que ele saiba se comunicar de forma efetiva em qualquer situação. As abreviações da internet são uma evolução no modo de se pensar, interagir e utilizar a língua”, ponderou.

Tânia Hanke entende que os jovens que dominam a internet, não necessariamente são sempre são os melhores alunos em sala de aula. Para ela, “dominar ferramentas tecnológicas é uma das habilidades que o mundo contemporâneo exige, porém não é a única”. Ela ensina que “o jovem de hoje não precisa mais de um professor que lhe dê informações, isso os meios de comunicação o fazem de maneira excepcional. Porém, a capacidade de utilizar essas informações de maneira a promover um desenvolvimento completo do indivíduo é imprescindível a participação efetiva de um professor.”

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