Mercado de livros didáticos usados é uma opção interessante

Publicado Quinta, 26 Janeiro 2017 10:58
Livraria João Paulo II: Mesmo se os pais não quiserem adquirir livros usados, os seus entram como crédito para aquisição de novos Livraria João Paulo II: Mesmo se os pais não quiserem adquirir livros usados, os seus entram como crédito para aquisição de novos

Para tentar aliviar o custo da lista de material, as famílias buscam alternativas como a troca ou compra de material que podem representar mais de 35% de economia.

Para quem ainda não comprou os livros didáticos da rede particular de ensino e gostaria de economizar com o material escolar é possível realizar uma troca e até comprar o livro adequado em bom estado de conservação em várias livrarias em BH. Mas para obter sucesso nesta negociação é preciso, além da boa conservação do livro, ficar atento a algumas regras do mercado de usados.

Quem explica é o empresário João Paulo Azevedo, diretor da Livraria João Paulo II, na Savassi, que atende muitas famílias da região do Belvedere e condomínios de Nova Lima: “O primeiro passo para acontecer a transferência dos livros usados é que tem que ser a partir do sexto ano. Esta troca não acontece do primeiro ao quinto ano, pois este período, os alunos utilizam muito os livros, com escritas e desenvolvimentos de questões. Outra regra é que os livros têm que estar atualizados e sendo adotados naquele colégio e, claro, bem conservado”, ressalta.

Nesta questão de conservação dos livros, João Paulo Azevedo detalha um ponto interessante que tem ocorrido nos últimos anos: “O que percebo é que a cada ano tem aumentado o número de famílias que trazem os livros para trocar. Primeiro, é a questão de economia, que pode chegar em determinada lista – variando de uma escola para outra – entre 35% a 40%. Outro detalhe é a conscientização dos valores de cidadania, de reutilização e responsabilidade com o meio ambiente e futuro de uma sociedade mais sustentável. Por isso os livros vêm cada vez mais conservados, devido à essa conscientização passada pelos pais aos filhos”.

Moradores da região utilizam esta opção

A moradora do Vila da Serra, a empresária Maria Inez da Silva Guimarães, mãe de três filhos, disse que realiza há anos essa troca ou compra de livros usados: “Hoje, só estou podendo usar esta modalidade para um filho, pois o mais velho já está na universidade e a caçula, que está no quarto ano, os seus livros não podem ser trocados. Aí fica o que está no oitavo ano, que utiliza sempre estes livros na base de troca. Para o meu filho mais velho, na época dele, também fiz esta opção e foi muito bom. É um resultado significativo nos custos. Ainda, tem o lado de reutilizar o material. Como também já aconteceu de doar livros para outras instituições que realizam bancos de troca, sem fins lucrativos. Este ano, vou tentar novamente”.

Na Livraria João Paulo II, o diretor explica que o “diferencial, frente à concorrência, além do grande estoque, é a compra, venda e troca de livros usados e, o mais interessante, é que mesmo se os pais não quiserem adquirir livros usados, os seus entram como crédito para aquisição dos novos. Desde que estejam atualizados, adotados e até o preenchimento do nosso estoque, a partir do sexto ano”, afirma Azevedo.

João Paulo disse que a atualização dos livros é muito importante. “Há escolas que mantêm os mesmos livros, só mudando a lista de uma série para outra. Isto facilita para a família, pois ela vem com os livros, por exemplo, do oitavo ano e troca pelos do nono. E se não quiser levar usado (ou se não tem) pode usar o do ano anterior como crédito para comprar os novos. Mas, quando a escola, adota outro livro, como foi o caso do Santo Agostinho do Vale dos Cristais, que trocou o livro de Português e Geografia, aí fica só a opção do novo, mas pode acontecer o crédito”, afirma.

O livreiro afirma que, hoje, além de atender famílias com alunos no Santo Agostinho Vale do Cristais, é possível trocar livros adotados pelos colégios Edna Roriz (Belvedere), Marista, Santa Dorotéia, Dom Silvério, entre outros. Para tentar aliviar o custo da lista de material, as famílias buscam alternativas e em BH existem outras livrarias que praticam a troca de livros usados, como também algumas entidades, como Sesc Minas Gerais, em sua Biblioteca Central, no Centro da Capital, que realizam o “Banco de Troca de Livros Didáticos”.

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