O que esperar de 2018?

Publicado Segunda, 22 Janeiro 2018 16:21

Agora as atenções se voltam para 2018. O ano chega cercado de expectativas: econômicas, políticas e sociais. Depois de uma temporada de crises e fatos inéditos para a história do País, 2018 chega com a promessa de tornar-se uma página virada.

Será o fim do conturbado governo de Michel Temer com a eleição presidencial. A disputa vai ser decisiva para o País. O caminho será na trilha das reformas econômicas para debelar a crise fiscal e a volta do crescimento econômico contínuo?

Se existem dúvidas na política, no campo econômico, as perspectivas são de sinais que permitem uma visão mais otimista. Para 2018 e 2019, a expectativa é de uma inflação de 4,2%, abaixo do centro da meta estabelecida. E o Banco Central elegeu como um dos principais riscos para que esta expectativa não aconteça a não conclusão das reformas estruturais, principalmente, as que visam a redução de despesas públicas, como a reforma da Previdência Social.

Apesar da turbulência de 2017, há motivos para pensar que o Brasil terá um 2018 em boas condições de eleger um novo presidente que entenda as deficiências do País e busque combatê-las.

Campo Político

Será um ano crucial, mas ainda há uma série de pontos em aberto para definir os rumos do País, a começar pela política, com a definição dos nomes que irão participar das eleições.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, mas com sérias pendências na Justiça, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva termina 2017 sem ter certeza se será ou não candidato.

Entre os analistas políticos, que participaram do 9º Exame Fórum, promovido pela revista Exame, do Grupo Abril, há quem veja isso como o principal ponto de atenção para a disputa presidencial. O economista Eduardo Gianetti da Fonseca já afirmou que, se Lula for candidato à presidência, a tendência é de uma disputa polarizada entre esquerda e direita. Sem Lula, o que deve acontecer, é uma campanha pulverizada.

Já o diretor-executivo para as Américas, da Consultoria Eurasia, Christopher Garman, acredita que o futuro jurídico de Lula é o que menos importa, a condenação em segunda instância do ex-presidente é quase certa. Para o especialista, o fator que será decisivo para a corrida eleitoral “é a elevada taxa de rejeição que pesa não só contra o petista, mas contra praticamente toda a classe política”. 

Isso significa que poderemos presenciar no Brasil um fenômeno de renovação total, como vem acontecendo em alguns países da Europa? Para Ricardo Sennes, sócio-diretor da consultoria Prospectiva, a resposta é não: “O Brasil não tem espaço, clima, tempo, estrutura ou dinâmica para uma renovação total. Teremos uma renovação dos nomes, mas não necessariamente do perfil”, diz o especialista.

Campo Econômico

Depois da recessão, os últimos indicadores econômicos mostram indícios de uma recuperação: o PIB tem alta; o desemprego diminuiu; a inflação está abaixo da meta; os juros estão baixos para o padrão brasileiro. Mesmo assim, as incertezas sobre a aprovação das reformas econômicas são um ponto sensível no radar dos analistas.

A perspectiva é de alívio econômico e, caso se confirme, os analistas acreditam que terá influência direta nas eleições e na escolha do próximo presidente. O nível de ressentimento da população em relação à política será a variável fundamental para definir os candidatos com mais chances no embate. Com uma recuperação econômica, é possível esperar que os ânimos da sociedade estejam menos acirrados: “A sensação econômica pesa muito na hora do voto. Se houver um crescimento do PIB, especialmente no final de 2018, o eleitor pode não querer arriscar a retomada econômica com a escolha de um candidato outsider inesperado”, afirma o empresário Ricardo Sennes.

“Nesse quadro, há espaço para um reformista moderado,” acrescenta Sennes. Ao contrário, se houver frustração na economia e a insatisfação da população aumentar, a radicalização ganhará terreno.

Reformas e Estrutura

Junto ao Campo Econômico, existe outra grande preocupação dos chamados “analistas de mercado”, que são as reformas que consideram necessárias para o contínuo crescimento do País. No Fórum da Exame, o diretor da Gradual Investimentos, André Perfeito, disse que a aposta do mercado é de que as reformas serão aprovadas: “O problema do Brasil não é econômico. É político”. Para ele, a definição de quem levará as eleições é fundamental para a continuidade das mudanças estruturais para a economia.

Outro que afirma serem necessárias as reformas, é o diretor-executivo para as Américas da consultoria Eurasia, Christopher Garman, e a expectativa é que o Congresso aprove até o fim do mandato do Temer, a Reforma da Previdência.

“Se não fizermos as reformas, o impacto vai deixar os mercados muito preocupados com a velocidade e o tamanho da dívida pública”, afirma Luiz Felipe D’Ávila, presidente do Centro de Liderança Pública.

Outro destaque que os especialistas apontam é que com as novas leis, como a da duplicata eletrônica e do cadastro positivo, uma nova lei de falências, já encaminhadas ao Congresso podem sair. O Congresso já aprovou a nova taxa de empréstimos de longo prazo do BNDES para reduzir os subsídios nos financiamentos do banco, projetos importantes para destravar investimentos, como os que versam sobre licenças ambientais, agências reguladoras e os distratos são importantes e assim podem ser aprovados. Se avançarem de fato, as medidas permitirão ao País se planejar no longo prazo.

Diante de tantas expectativas, decisões e projeções, só resta mesmo acreditar que 2018 será um ano bem diferente. E que não falte a esperança para os que acreditam! Da Redação.

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