Os novos (e tecnológicos) contornos da aprendizagem

Publicado Quinta, 15 Fevereiro 2018 17:06
Scuola Materna: Os alunos Rafael Freire Nunes, Giovanni Carvalho Loschi, Bernardo Guido Santos, Otto Faria Bernardes e Felipe Rodrigues Alves durante aula de Programação na Fundação Torino.Pardini © Foto: Divulgação/cedida Fundação Torino Scuola Materna: Os alunos Rafael Freire Nunes, Giovanni Carvalho Loschi, Bernardo Guido Santos, Otto Faria Bernardes e Felipe Rodrigues Alves durante aula de Programação na Fundação Torino.Pardini © Foto: Divulgação/cedida Fundação Torino

Alinhada a conceitos pedagógicos incorporados ao ensino básico nos EUA e na Europa, disciplina de programação é oferecida pela Fundação Torino a partir da Scuola Materna.

Vista como uma nova alfabetização e uma mudança de paradigma no sistema educacional, o ensino da programação é defendido por especialistas no mundo todo e já integra a grade curricular em escolas de diversos países. A Fundação Torino Escola Internacional, que segue as melhores práticas educacionais adotadas mundialmente, oferece, desde 2016, a disciplina de programação dentro de sua estrutura curricular. O curso é oferecido a partir da Scuola Materna (para crianças com cinco anos de idade) até a Scuola Media (para adolescentes até 14 anos), seguindo a linha defendida por ícones como Steve Jobs, fundador da Apple, e Susan Wojcicki, presidente do Youtube, que consideram o aprendizado de programação “uma forma de aprender a pensar” que “faz a criança se sentir empoderada, criativa e confiante”. Além de desenvolver as habilidades de raciocínio, as aulas ajudam no conhecimento da matemática e na familiarização com o inglês.

As aulas oferecidas pela Fundação Torino têm como objetivo encantar as crianças e jovens, preparando-os para um futuro em que não saber programar será como não saber ler. “Acreditamos na programação como uma nova forma de expressão, de comunicação desta geração. Programar faz parte de um roteiro de incentivo ao protagonismo de nossos alunos. O digital empoderou o indivíduo. Hoje, mais do que espectadores, os jovens são autores de sua expressão nas mil e uma plataformas digitais disponíveis. Eles estão protagonizando uma era de evolução exponencial das capacidades tecnológicas, em que a interação homem-máquina será cada vez maior. E esses jovens precisam se conscientizar de seu papel como programadores. Cabe à escola promover esta capacitação, fomentando a importância de autoria, de criação, enfim, da exploração das potencialidades de nossos alunos”, explica a diretora-geral da Fundação Torino, Márcia Naves.

Os estudantes, orientados pelos professores, já desenvolveram diversos projetos interdisciplinares, como, por exemplo, um aplicativo sobre um museu de arte e uma calculadora de área e perímetro. As aulas são aplicadas a partir de tutoriais previamente criados e que permitem aos aprendizes continuarem desenvolvendo o trabalho fora da sala de aula”, explica Ana Márcia, professora de Programação da Fundação Torino. Atualmente os alunos já desenvolvem seus projetos de forma autônoma, utilizando plataformas extremamente contemporâneas como “Scratch”, desenvolvida pelo renomado MIT, e “coding.org”, apoiado por grandes empresas como o Google, Facebook, Microsoft e Twitter.
Já existem alguns exemplos práticos de trabalhos realizados pelos alunos: o 6º ano criou, na aula de geografia, um programa para estudar as regiões de países europeus; o 7º ano, durante as aulas de português, desenvolveu aplicativos que auxiliam no uso da gramática.

Idiomas

Ainda pensando nas linguagens abordadas pela Escola, a alfabetização das crianças da Fundação Torino acontece em português e italiano. A língua inglesa faz parte do currículo desde a educação infantil (2anos), já o espanhol é introduzido a partir do sexto ano. No ensino médio, há possibilidade do estudo do latim, conforme escolha de curso, já que a Fundação Torino coloca à disposição de seus alunos duas opções: Liceo Scientifico e Liceo Scienze Umane. O modelo escolar europeu, com ênfase científica, cultural e humanística, garante ao aluno uma diplomação internacional.

Aberta à comunidade

De acordo com a diretora da Escola, Márcia Naves, “para uma efetiva formação cultural e humanística é preciso que haja momentos e atividades que ultrapassem os limites da sala de aula e envolvam também a comunidade”. Por isso, há dois anos, a Escola inaugurou seu Centro Cultural. O espaço é aberto a toda a comunidade e abriga a Biblioteca Dante Alighieri, com títulos em vários idiomas; uma livraria e papelaria; um auditório com programação variada de palestras e bate-papos com escritores; um bistrô, que celebra a boa cozinha artesanal e, ainda, uma moderna galeria dedicada a exposições de arte. Toda a programação do Centro Cultural da Fundação Torino é gratuita.

Atuando ainda como Centro de Línguas em três pontos da cidade - Belvedere, Prado e Praça da Liberdade, nas dependências da Casa Fiat de Cultura, a instituição é referência no ensino de italiano.  Recentemente, por meio de uma parceria com a Oxford University, ampliou sua oferta e passou a oferecer aulas de inglês para a comunidade.

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