A realidade da fluência plena do idioma no Brasil

Publicado Quinta, 24 Janeiro 2019 17:20
© Foto: Divulgação/Cedida Green Idiomas © Foto: Divulgação/Cedida Green Idiomas

A necessidade de dominar um segundo idioma, diante de um mundo sem fronteiras, está levando muitas escolas a investirem na adoção da educação bilíngue. Este é o novo desafio da rede educacional.

O Brasil é praticamente analfabeto quando falamos em fluência plena do idioma. Um estudo recente do Conselho Britânico mostra que apenas 1% dos brasileiros é verdadeiramente fluente em inglês (fluência plena). Outros 4% se relacionam bem com a língua, porém em estados inferiores à fluência plena. Ou seja, ainda temos um vasto campo a ser explorado.

A diretora do Green Idiomas da Unidade Vila da Serra, Kellen Mascarenhas explica que “temos hoje no Brasil três tipos de ensino regular com abordagem bilíngue. Um é o Escola internacional: o conteúdo é ensinado na língua estrangeira, sendo o português, o segundo idioma. O programa oficial não é o do MEC, mas sim o do país de origem. Exemplo: a Escola Americana de BH baseia-se no programa americano”.

“Outro é a Escola Bilíngue: precisa seguir rigorosas determinações do MEC, dentre elas oferecer entre 40% e 50% do conteúdo brasileiro na língua estrangeira. E depois o Programa Bilíngue: escolas de ensino regular que, na ampliação de carga horária, acrescentaram ao conteúdo obrigatório aulas em idioma estrangeiro, como por exemplo, artes, informática, cultura mundial, ciências, matemática, história, geografia. Essas escolas devem seguir às exigências com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as outras leis que regem a educação no país”.

Kellen Mascarenhas afirma que “as escolas de Belo Horizonte que estão oferecendo o ‘ensino bilíngue’, a maior parte oferece o modelo formal (ensino regular), mais o Programa Bilíngue ou Projeto de Educação Bilíngue (língua inglesa). E a maioria também tem oferecido para a Educação Infantil e Ensino Fundamental 1”.

A diretora Green Idiomas Kellen Mascarenhas ressalta que “o projeto ao qual os colégios se referem como bilingue consiste basicamente em um aumento de carga horária na grade curricular dos alunos. Alguns colégios adotam o programa que consiste em 1 aula (45 min.) por semana e, outros, adotam projetos com uma carga horária estendida. Para que uma escola seja considerada bilíngue ou que adote um projeto de educação bilingue é necessário que a língua estrangeira esteja presente em pelo menos 50% da sua grade curricular, ou seja, pelo menos 3 horas diárias, o que nenhuma escola em Belo Horizonte oferece, com exceção das Escolas Internacionais, como Escola Americana e Fundação Torino”.

Educação sem fronteiras

Educar para o mundo, sem os limites de fronteiras geográficas, e respeitando a individualidade e as diferenças de cada um. Essa é a filosofia adotada pela Maple Bear Canadian School em sua metodologia canadense de ensino. Mas, como colocar em prática no ensino de sala de aula essa postura e visão, relativamente novas no contexto do ensino no Brasil, diante da realidade, em um mundo cada vez mais conectado e global?

No caso da Maple Bear, o trabalho de formação de cidadãos vai muito além dos conhecimentos aprendidos em sala de aula. E o grande diferencial da metodologia canadense, sob a perspectiva da criança enquanto indivíduo, é justamente esse. “Nós trabalhamos na formação de cidadãos não somente sob o viés cognitivo, mas, também, visando as demais habilidades – comportamentais, sociais e emocionais. Esse olhar holístico, isto é, um olhar mais abrangente e integral sobre o ser humano, possibilita às nossas crianças o desenvolvimento de sua autonomia, autoestima, trabalho em equipe e, principalmente, o senso crítico”, afirma a coordenadora do ensino infantil da Maple Bear, Letícia Porto Almeida. Ela completa, ainda, dizendo que “essa abordagem, a partir da realidade que vivemos, coincide com as exigências de um mercado de trabalho em transformação, competitivo e cada vez mais globalizado”.

Em um mundo cada vez mais conectado e cheio de informações disponibilizadas na internet, a preocupação hoje mudou um pouco, conforme explica Letícia Almeida. “Superamos a fase em que simplesmente ‘ter’ a informação fazia a diferença. Hoje em dia, a informação está fragmentada e em todos os lugares, de uma forma muito acessível. O grande desafio não é acessá-la, mas saber organizá-la e como compartilhá-la”.

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