SEMAD autoriza 2ª etapa do projeto inédito de recursos hídricos da CSUL

Publicado Terça, 24 Abril 2018 20:05
Lagoa dos Ingleses: A CSul realiza o monitoramento e pesquisa hidrogeológica da região desde fevereiro de 2016 Lagoa dos Ingleses: A CSul realiza o monitoramento e pesquisa hidrogeológica da região desde fevereiro de 2016

No último dia 28 de março/2018 a SEMAD autorizou a 2ª etapa do Projeto de Monitoramento e Pesquisa Hidrogeológica da CSul Desenvolvimento Urbano, que corresponde à perfuração de quatro poços tubulares profundos no Vetor Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

No último dia 28 de março/2018 a SEMAD autorizou a 2ª etapa do Projeto de Monitoramento e Pesquisa Hidrogeológica da CSul Desenvolvimento Urbano, que corresponde à perfuração de quatro poços tubulares profundos para pesquisa hidrogeológica no vetor sul da RMBH.

É a primeira vez na história do licenciamento ambiental mineiro que uma empresa de desenvolvimento urbano desenvolve um estudo detalhado de monitoramento e pesquisa hidrogeológica dos recursos hídricos, até então exigido somente para atividades de mineração.

Mesmo sem a prerrogativa legal da exigência dessa pesquisa para atividades de parcelamento do solo, e ainda na etapa de Licença Prévia de seu projeto, a empresa concordou em realizar esse estudo, como forma de proporcionar à sociedade e ao órgão licenciador a segurança hídrica necessária em todas as fases do licenciamento ambiental. Esses dados hídricos também estarão disponíveis no órgão ambiental para análise de outros empreendimentos que estão em desenvolvimento na região.

Projeto de Monitoramento

O projeto de monitoramento e pesquisa hidrogeológica teve início em fevereiro/2016 com a definição da área de estudo que vai além dos limites territoriais da CSul e também com o inventário de nascentes e implantação da rede de monitoramento superficial e subterrânea. O monitoramento dessa rede, composta inicialmente por 23 pontos entre nascentes, cursos d’água e poços tubulares, teve início em agosto/2016 e é realizado mensalmente pela empresa. Em agosto de 2016 também foi implantado pela CSul um pluviógrafo automatizado na sede de seu escritório na Lagoa dos Ingleses, e desde então o projeto é alimentado por informações diárias da pluviometria daquela região.

É interessante destacar como houve uma variação positiva dos dados pluviométricos quando comparados os períodos chuvosos (outubro a março) de 2016/2017 e 2017/2018. No primeiro ciclo hidrológico monitorado, as máximas pluviométricas ocorreram nos meses de novembro/16, dezembro/16 e fevereiro/17, tendo sido registrados 82mm, 85mm e 73mm respectivamente. Já nesses mesmos meses do ciclo hidrológico seguinte (novembro/17, dezembro/17 e fevereiro/18), as máximas pluviométricas registradas foram de 218mm, 201mm e 303mm respectivamente. No período acumulado de out/16 a mar/17 choveu 307mm e nesse mesmo período do ano hidrológico subsequente choveu 1189mm. Essa variação pode apontar para o que muitos especialistas afirmam: o período de seca vivido nos últimos cinco anos fez parte de médias históricas com recorrência de aproximadamente 50 anos e a tendência para os próximos ciclos hidrológicos é de que essas médias pluviométricas passem por aumentos consideráveis, como já foi registrado no último ciclo monitorado.

Estudo detalhará os recursos hídricos da região

Neste momento a CSul se prepara para o início das perfurações dos quatro poços tubulares de pesquisa hidrogeológica e oito piezômetros que integrarão a rede de monitoramento hídrico, passando então para 35 pontos de monitoramento (superficial e subterrâneo).

Após a perfuração desses poços tubulares, serão realizados os ensaios de bombeamento e na sequência o monitoramento se estenderá por mais um ciclo hidrológico. Finalizada essa etapa, a consultoria de recursos hídricos da CSul, MDGEO Hidrogeologia e Meio Ambiente, atualizará o modelo matemático hidrogeológico com todos os dados monitorados e fará as análises do comportamento hídrico da região estudada, através da simulação de cenários futuros para consumo de água subterrânea.

Os resultados dessas análises serão enviados ao órgão ambiental para análise das fases subsequentes do licenciamento ambiental, principalmente para orientar o órgão licenciador no momento de concessão das outorgas das diversas fases do empreendimento.

É muito importante ressaltar que este estudo representará um conhecimento detalhado do extremo sul da RMBH, no que tange aos recursos hídricos subterrâneos, e poderão subsidiar as análises do órgão ambiental para outros empreendimentos a serem propostos naquela região. Ou seja, este estudo viabilizado pela CSul Desenvolvimento Urbano será uma ferramenta de gestão pública estadual para recursos hídricos do vetor sul da RMBH com vistas a aumentar a segurança hídrica regional.

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