Mineradora é acusada de ação ilegal na Serra do Curral

Publicado Quinta, 10 Mai 2018 18:00
Visita Técnica: Comissão recebeu denúncias de exploração de minério na região por parte da Mineradora Pau Branco  © Foto: Divulgação/Ciro Viegas/cedida CMBH Visita Técnica: Comissão recebeu denúncias de exploração de minério na região por parte da Mineradora Pau Branco © Foto: Divulgação/Ciro Viegas/cedida CMBH

Nas últimas semanas, entidades de proteção ambiental e moradores têm atraído a atenção das autoridades governamentais sobre irregularidades na atividade mineradora em Nova Lima e Belo Horizonte.

Através de uma denúncia de um morador, vereadores de Belo Horizonte juntamente com ambientalistas fizeram uma visita técnica ao Parque das Mangabeiras e ao Parque Estadual da Baleia, a fim de averiguar a ação mineradora que está impactando a Serra do Curral. Na ocasião da visita, os ambientalistas afirmam que “o processo de licenciamento não concede autorização para a atividade no local e que o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) não estaria sendo cumprido integralmente”.

Segundo o vereador Gilson Lula Reis (PCdoB), que requereu a visita em conjunto com o vereador Edmar Branco (Avante), desde o final do ano passado, a comissão recebeu denúncias de exploração de minério na região por parte da Empresa Mineradora Pau Branco (Empabra). “A mineração localiza-se no limite do parque e destrói parte dele; a cava, que deveria ser recoberta, está sendo ainda mais aprofundada”, destacou. O vereador Gilson defendeu, ainda, que deveriam ser aplicadas multas severas aos empreendedores.

O morador Artur Nicola, solicitante da visita dos vereadores, explicou que em 1990, a Lei Orgânica determinou o tombamento de todo o perímetro da Serra do Curral e a mineração foi interditada. À época, havia uma mina de ferro na divisa do Parque das Mangabeiras com o Parque da Baleia. Em 2008, uma empresa propôs a recuperação ambiental da área, mas não cumpriu o acordo.

O professor e pesquisador do Instituto Federal de Minas Gerais, Leandro de Aguiar e Souza, disse recentemente que a área foi objeto de um PRAD, permitindo um tipo específico de mineração, de forma a reverter o recurso financeiro arrecadado na própria recuperação. A suspeita é que o PRAD está sendo descumprido, a área minerada seria, supostamente, maior que a anteriormente definida e o tipo de mineração praticado.

Segundo informou a Câmara Municipal de BH, o consultor ambiental da Empabra, Renato Almeida, afirmou que o PRAD está sendo elaborado e que a exploração da área passou por um processo de licenciamento.

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