Respeito ao bem público e ao meio ambiente

Publicado Quinta, 10 Maio 2018 18:17

Flávio Krollmman / Conselheiro da Promutuca / www.promutuca.com.br • Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Interessante este artigo publicado nesta coluna do Jornal Belvedere aqui em 2012. Vale uma boa análise se as coisas melhoraram...

“Há alguns dias, estive no Estado de São Paulo, em viagem a trabalho. Visitei algumas cidades do interior paulista, percorri vários quilômetros de rodovias e fiquei alguns dias na capital.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a limpeza, aliás, a ausência de lixo nas ruas e áreas públicas por todos os lugares que fui. A não ser que haja um eficiente trabalho de coleta de lixo pela madrugada, inclusive nas rodovias, ruas, praças e que eu não possa ter presenciado. Ou, temos ali, um ótimo exemplo de cidadania, respeito ao bem público e também ao meio ambiente.

Alguns devem estar se perguntando: Mas, São Paulo? Sempre assistimos nos noticiários a capital paulista com seus gigantescos engarrafamentos, poluição do ar e a visão, geralmente, aérea, dos poluídos Rios Tietê e Pinheiros. E isto cria a impressão de cidade suja. Lógico que estamos falando da maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo. Lá passam, por dia, milhares de pessoas oriundas de todas as partes do Brasil e, lógico, carrega com isso suas consequências e seus problemas por isso.

Mas, em matéria de lixo jogado na rua, a cidade está muitas vezes melhor do que Belo Horizonte e Região Metropolitana. É só reparar: Em BH e região, estamos acostumados a ver lixo nas ruas em todos os lugares (Ou talvez, sequer, prestamos atenção nisso). Desde um pedaço de papel às milhares de garrafas Pet, sacolas e sacolas de plástico, embalagens de biscoitos, etc. Parece que tudo que se consome aqui é jogado, sem qualquer vergonha, nas ruas. E o pior disto tudo é que, pelo jeito, nos acostumamos a isso.

Ande por Belo Horizonte e comece a reparar nos meios fios, nos canteiros centrais, áreas verdes; todo lugar tem lixo. Todo lugar tem sujeira. Veja nas beiradas de nossas rodovias, além da falta da obrigatória conservação da vegetação, ao longo de todo trecho é lixo, lixo e mais lixo. Quando a rodovia entra então na Região Metropolitana de BH, a coisa parece saltar aos olhos.

Está certo que como muitas das rodovias paulistas são geridas pela iniciativa privada e, assim, manutenções, limpezas e conservações são realizadas com eficiência, o aspecto seria melhor, mas o que vemos aqui é uma verdadeira banalização do respeito pelas coisas.

E não é por falta de lixeiras.

Mas, reforço que o pior não é a falta ou precariedade dos serviços de limpeza e sim dos modos das pessoas. E aí que mora o problema, pois, com certeza, todo este cenário não teria condição de ser gerado, exclusivamente, por causa de pessoas de fora ou de passagem pela cidade ou região. Este “caos” é gerado por nós, moradores de nossas cidades, maiores utilizadores de nossas vias, praças e áreas verdes. Nós sujamos. E também não vamos nos inocentar por achar que isto ocorra em determinadas regiões, nas favelas, etc. A sujeira está em toda parte, a falta de educação está nos bairros mais chiques bem como nas vilas e favelas. Está nas rodovias bem como nas ruas. Está nos parques, nas praças, nas trilhas, em todo lugar onde nós, cidadãos, estamos.

É falta de educação por si só ou descaso pelo Patrimônio Público, pelo patrimônio que pertence a mim, a você, à sua família?

Onde está o problema então?”

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