Saneamento: notas baixas, de novo

Publicado Quarta, 11 Julho 2018 13:58

Paulo André Mendes / Geógrafo e jornalista, colaborador da ArcaAmaserra / www.amaserra.org

Na edição de hoje do Jornal do Belvedere nós vamos falar de um problema que, na área ambiental, é dos mais graves a serem enfrentados.

É o problema da falta de saneamento.

Por um lado, na nossa região talvez este não seja o mais grave problema ambiental – barragens de rejeito, mineradoras e expansão imobiliária preocupam bem mais. Mas, por outro lado, a poluição de muitos dos nossos córregos e rios da área ao sul de Belo Horizonte é uma realidade.
Vejamos então como anda o tema saneamento no país.

Dados alarmantes

Recentemente foi divulgada a edição 2018 do “Ranking ABES da Universalização do Saneamento”. A pesquisa foi ampliada e agora abrange informações de quase 2 mil municípios – representando 67% da população do país. Todas as 27 capitais estaduais constam da pesquisa.

A idéia central da pesquisa foi verificar como se encontra a chamada “universalização dos serviços de saneamento”. Saneamento universal seria aquele que dá a toda a população de uma cidade o devido acesso a sistemas de fornecimento de água tratada, de coleta e tratamento de esgotos e de coleta de resíduos sólidos.

Para facilitar a compreensão do cenário nacional, a pesquisa dividiu os municípios em categorias.

Somente 80 municípios, entre todos os avaliados, estão na categoria mais alta, chamada “Rumo à universalização”. Destes, apenas 29 municípios são de grande porte.

Outros 201 municípios estão na categoria “Compromisso com a universalização”.

Os demais estão nas categorias mais baixas: “Primeiros Passos para a universalização” e “Empenho para a universalização”.

Alguns destaques

A maior parte das capitais está na categoria “Empenho para a universalização”. Apenas uma capital atingiu a pontuação para ser classificada em “Rumo à universalização” – nossos parabéns para Curitiba (PR).

Mais uma vez a correlação entre saneamento e saúde ficou evidente: de forma geral, quanto maior o acesso ao saneamento, menor a incidência de internações por doenças relacionadas ao saneamento.

Mais de 60% dos municípios do país nem mesmo entraram no ranking. Motivo: eles não se deram ao trabalho de apresentar os seus dados de coleta ou tratamento.

E hoje terminamos com uma pergunta: como estão os córregos nas proximidades da casa do leitor?

O leitor já pensou nisso?

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